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Infraestrutura & Logística

Governo de Mato Grosso quer dinheiro do BNDES para acelerar duplicação da BR-163

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O governador Mauro Mendes solicitou ao BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, um financiamento para acelerar e finalizar as obras de recuperação e duplicação da BR-163.

O pedido foi feito em Brasília, nesta semana, durante reunião, que contou com a participação de parlamentares e representantes do Governo do Estado.

Na oportunidade, Mauro Mendes lembrou que a BR-163 é uma das vias mais importantes para Mato Grosso, e as obras, que seguem em ritmo acelerado, deverão ter o cronograma adiantado caso a parceria com o BNDES seja concretizada.

Governo já assinou ordem de serviço duplicar mais 88 quilômetros, entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

O Governo de Mato Grosso assumiu a concessão do trecho estadual da BR-163 em 2023, quando formalizou a transferência do controle acionário da Rota do Oeste.

Recentemente o governador assinou uma ordem de serviço para duplicar mais 88 quilômetros, entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, totalizando mais de 200 quilômetros da rodovia em obras.

Mauro ressaltou que a obra representa uma evolução uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, e tem sua entrega projetada para 2028.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que vai analisar o pedido e destacou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de apoiar as obras estruturantes dos estados.

Mercadante enfatizou que a BR-163 é a espinha dorsal da agricultura brasileira e da economia no estado.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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