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Município estabelece critérios técnicos para emissão de atestados na UPA de Tangará

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A Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra implantou o programa “Atestado Consciente” na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ari Torres. A iniciativa estabelece critérios técnicos padronizados para a emissão de atestados médicos, em conformidade com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), com foco na segurança jurídica dos profissionais e na transparência para os usuários do serviço público de saúde.

O programa também tem caráter educativo. O objetivo é esclarecer à população que o atestado médico não é um favor ou concessão administrativa, mas um ato médico formal, emitido quando, após avaliação clínica, o profissional constata incapacidade temporária para o exercício da atividade laboral. Sempre que essa condição estiver presente, a emissão do documento é um dever ético do médico, conforme o Código de Ética Médica.

A Secretaria de Saúde destaca que o aumento de solicitações indevidas tem provocado sobrecarga das equipes e desvio da finalidade da UPA, que é o atendimento de urgências e emergências. O programa busca reorientar esse fluxo e preservar a integridade do serviço.

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Desacato e coação

A criação do programa também foi motivada por registros de pressão psicológica e ameaças contra médicos. A secretária municipal de Saúde, Angela Belizário, alertou para a gravidade da situação.

“O Programa Atestado Consciente é fundamental para protegermos o sistema e os nossos servidores. Precisamos que a população compreenda que o médico possui autonomia técnica e obrigações éticas. Em diversas ocasiões, profissionais tiveram de registrar boletins de ocorrência por ameaças quando se recusaram a emitir atestados sem justificativa clínica. Coagir um servidor no exercício da função é inaceitável e ilegal”, afirmou.

Orientações aos usuários

A UPA passará a contar com cartazes e materiais informativos explicando a diferença entre:

Atestado médico: documento que recomenda afastamento do trabalho por incapacidade clínica comprovada;

Declaração de comparecimento: registro das horas em que o paciente permaneceu em atendimento, sem afastamento laboral.

A meta é reduzir em 50% o número de conflitos e reclamações na ouvidoria nos primeiros seis meses.

Diretrizes técnicas e respaldo legal

Autonomia médica: O profissional só deve emitir atestado quando houver fundamento clínico. Na ausência de incapacidade laboral constatada, não há obrigação ética ou legal de fornecimento.

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Obrigatoriedade quando indicado: Havendo incapacidade para o trabalho, a emissão do atestado deixa de ser facultativa e passa a ser dever do médico, independentemente de solicitação do paciente.

Validade jurídica: Atestados emitidos no SUS, por convênios ou em clínicas particulares têm o mesmo valor legal, desde que contenham identificação do profissional, CRM, data, assinatura e período de afastamento. A inclusão do CID depende de autorização expressa do paciente.

Desacato e coação: Ameaçar ou constranger servidores públicos para obtenção de documentos configura crime de coação e desacato, previstos no Código Penal.

Monitoramento: A Direção Técnica da UPA acompanhará mensalmente os indicadores de emissão de atestados para assegurar a padronização dos procedimentos e o cumprimento das normas éticas.

Com o Atestado Consciente, a Prefeitura de Tangará da Serra busca fortalecer a relação entre usuários e profissionais, preservar a finalidade das unidades de pronto atendimento e garantir que o direito ao afastamento por motivo de saúde seja respeitado apenas quando clinicamente indicado.

(Com informações de Assessoria)

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Meteorologia prevê declínio de temperatura em Mato Grosso na próxima semana

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Conforme antecipado pelo Enfoque Business no início deste mês, uma nova e forte massa de ar polar deverá avançar sobre o Centro-Sul do Brasil nos próximos dias, provocando a tradicional “friagem” em Mato Grosso. As mínimas poderão chegar aos 12°C em cidades como Tangará da Serra e Cuiabá, especialmente a partir do dia 25 de junho.

Em municípios localizados em áreas mais elevadas ou de relevo favorável ao resfriamento, como Chapada dos Guimarães e Reserva do Cabaçal, os termômetros poderão registrar até 10°C, configurando uma queda significativa para os padrões climáticos do estado.

De acordo com os principais institutos e plataformas de meteorologia do país, o declínio das temperaturas deverá começar a ser sentido já neste final de semana, quando há previsão de aumento da nebulosidade e possibilidade de garoas isoladas. Na próxima semana, a ocorrência de chuvas rápidas entre terça e quarta-feira poderá favorecer o avanço da massa de ar frio, intensificando a friagem em diversas regiões mato-grossenses.

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As temperaturas deverão voltar a subir gradualmente nos últimos dias de junho, mas ainda dentro de um padrão mais ameno, que poderá se estender pelos primeiros dias de julho.

Fenômeno típico

Friagens são típicas nos meses de junho e julho em Tangará da Serra.

Embora o inverno em Mato Grosso seja caracterizado predominantemente pelo tempo seco, dias ensolarados e baixa umidade relativa do ar, a estação também é marcada pela chegada periódica de massas de ar polar vindas do Sul do continente. Essas incursões de ar frio provocam as conhecidas friagens, fenômeno típico da região Centro-Oeste e que costuma provocar quedas bruscas de temperatura em intervalos curtos de tempo.

Atenção à saúde

Além do desconforto térmico, as mudanças climáticas desta época do ano exigem atenção especial à saúde. A combinação entre frio, tempo seco e maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorece a circulação de vírus respiratórios, entre eles o da Influenza. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

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Especialistas recomendam reforçar a hidratação, manter ambientes ventilados, evitar exposição prolongada ao frio durante as primeiras horas da manhã e à noite, além de manter a vacinação contra a gripe em dia. Também é importante procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes como febre, tosse intensa, falta de ar ou agravamento de doenças respiratórias já existentes.

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