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Momento Agrícola

Valor Bruto de Produção, tarifaço, mercado do algodão e entrevistas são os destaques

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VBP de Mato Grosso, o mercado do algodão, o tarifaço e entrevistas compõem o conteúdo do Momento Agrícola deste sábado de Páscoa, dia 19 de abril.

O assunto de abertura desta edição do programa é o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária de Mato Grosso, que deve alcançar R$ 199,79 bilhões em 2025. A estimativa foi divulgada na última segunda-feira (14) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) e representa um crescimento de 7,3% em relação à previsão anterior e um avanço de 14,98% sobre o registrado em 2024.

Ricardo Arioli comenta a respeito e faz uma correlação com o cenário internacional do mercado de commodities.

Algodão em alta

Outra abordagem de Ricardo Arioli no Momento Agrícola deste sábado é sobre o algodão. Em 2025, a tendência é que os preços do algodão se mantenham altos, principalmente devido à baixa oferta e à forte demanda externa. A combinação de uma safra brasileira que pode não ser tão abundante e uma alta demanda, especialmente de países como Paquistão, Turquia e Bangladesh, impulsiona os preços.

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Outras

Outras pautas abordadas por Ricardo Arioli no Momento Agrícola é a safra de arroz expressa em relatório da CONAB. Os dados mostram que a produção de arroz em casca, nesta safra 2024-25, pode chegar a 12 milhões de toneladas.

Além de uma série de notícias comentadas, o Momento Agrícola traz uma interessante reflexão sobre “O Tarifaço pelo mundo”, além de entrevistas sobre os temas “O Novo Presidente do Comitê Estratégico da Soja”, com Daniel Glatt, e “O Dia Nacional da Conservação do Solo”, com Leandro Wildner, da Epagri.

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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