TANGARÁ DA SERRA
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Feira do Produtor

Carnes, embutidos e sabores coloniais são atrações da feira deste domingo

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Setor reúne cortes bovinos e suínos, salames, linguiças, bacon, morcela e outros produtos que aproximam o consumidor da produção familiar

A Feira do Produtor do Centro abre as portas neste domingo, a partir das 5 horas, oferecendo ao consumidor uma variedade que vai muito além de frutas, verduras e legumes. Entre os setores que ajudam a compor a identidade da feira está o de carnes e derivados, onde o visitante encontra desde cortes bovinos e suínos para receitas de panela ou assados até uma diversidade de produtos artesanais e embutidos.

Os cortes de carne podem ser escolhidos de acordo com a preferência e a finalidade do consumidor. Para o almoço de domingo, para um assado ou para aquele preparo mais demorado na panela, a variedade permite escolher o corte e a quantidade diretamente no box.

Mas é nos embutidos que o setor revela uma de suas características mais marcantes. Os salames aparecem entre os produtos de maior destaque, ao lado de linguiças preparadas de diferentes maneiras.

Em um dos boxes de referência, a Charcutaria da Serra, a variedade inclui linguiça mista, linguiça mista apimentada, linguiças criolas, linguiça cuiabana, linguiça de Maracaju, linguiça de paio, salame colonial, salame colonial embalado a vácuo e salame colonial de metro. A banca também oferece morcela branca colonial, codiguim, charque, charque prensado, copa, pele suína e banha.

Na banca do Elieder, dos Salames Dubom, estão presentes o tradicional salaminho e a linguiça para churrasco, além de morcela e banha de porco. Os produtos do Elieder – vale salientar – são muito bem aceitos em toda a cidade, onde ele realiza entregas pontuais em vários estabelecimentos como bares, restaurantes e cantinas.

Outras bancas também comercializam salames, bacon e uma variedade de produtos derivados de carnes, ampliando as opções para quem procura sabores associados à tradição das pequenas propriedades.

É uma característica que dá personalidade à Feira do Produtor. Os chamados produtos coloniais carregam não apenas sabor, mas também modos de preparo e receitas que atravessam gerações. Salaminhos, morcelas, linguiças, bacon e outros derivados fazem parte dessa tradição e encontram na feira um espaço para chegar diretamente ao consumidor.

Mais do que uma questão gastronômica, esses produtos ajudam a revelar uma parte da dinâmica econômica de Tangará da Serra. A produção das propriedades familiares do cinturão verde chega à cidade por meio da feira, aproximando produtor e consumidor e criando uma cadeia que movimenta renda entre pequenos produtores, sitiantes e feirantes.

Os preços praticados são competitivos e, ao lado deles, os sabores diferenciados funcionam como um dos atrativos do setor. Para o consumidor, a feira representa a possibilidade de encontrar produtos que nem sempre estão disponíveis nos canais convencionais de varejo, além de conhecer diferentes preparações e escolher de acordo com suas preferências.

Do ponto de vista alimentar, carnes e seus derivados podem fazer parte da alimentação por seus valores proteicos (ferro, vitaminas do complexo B, entre outros), mas os embutidos devem ser consumidos com moderação, especialmente em razão do teor de sal e gordura presente em muitos desses produtos. O valor desses alimentos, portanto, está também na variedade e na tradição que representam, sem perder de vista o equilíbrio no consumo.

Assim como acontece com o hortifruti, a comercialização de carnes e derivados mostra uma das virtudes e peculiaridades do cinturão verde de Tangará da Serra. É a agricultura familiar transformando produção em renda, abastecendo a cidade e ajudando a movimentar a economia local.

E esse é apenas um dos setores da Feira do Produtor do Centro. Ao lado das carnes e derivados estão o hortifruti, a praça de alimentação — referência estadual —, o artesanato, os produtos importados, as flores e folhagens.

A feira começa cedo, às 5 horas deste domingo. Entre bancas de hortaliças, frutas, carnes, salames, linguiças e outros produtos, ela reafirma uma característica que já se tornou parte da rotina dominical de Tangará da Serra: ser um ponto de encontro entre quem produz, quem vende e quem consome.

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