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Política & Políticos

Senado aprova reforma do Seguro Rural, que segue para sanção presidencial

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Projeto cria o Fundo Catástrofe, fixa prazos para indenizações, impede contingenciamento de recursos e amplia o uso do seguro como garantia no crédito rural

O Senado Federal aprovou, na quinta-feira (3), o Projeto de Lei 2.951/2024, que estabelece um novo marco para o Seguro Rural no Brasil. O texto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), segue agora para sanção presidencial.

A votação ocorreu na última semana de esforço concentrado do Congresso antes das eleições e foi acelerada para permitir que as novas regras possam alcançar o atual ano agrícola. Em Mato Grosso, onde o plantio da soja começa em meados de setembro, a contratação do seguro precisa ocorrer antes da semeadura para garantir a cobertura.

A proposta havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e retornou ao Senado em maio, após modificações. O relator, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), manteve a maior parte do texto aprovado pelos deputados.

O que muda

Entre as principais medidas está o aperfeiçoamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da redução de taxas de juros e da ampliação da prioridade para produtores segurados em operações de crédito rural.

O projeto permite ainda que o contrato de seguro seja utilizado como garantia de empréstimos rurais, com mecanismos como cessão fiduciária e definição da instituição financeira como primeira beneficiária da indenização em caso de sinistro.

Outra medida considerada central é a regulamentação do Fundo Catástrofe, previsto em lei desde 2010, mas que nunca foi efetivamente implementado. A proposta permite a participação de seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas do agronegócio como cotistas.

O fundo poderá contar com ações de estatais, imóveis e outros ativos da União, além de instrumentos financeiros como resseguro e Letras de Risco de Seguros.

Prazo para indenização

O projeto estabelece prazos para o processamento e o pagamento das indenizações. Quando não houver necessidade de vistoria técnica presencial, o pedido deverá ser processado em até 15 dias.

O pagamento deverá ocorrer em até 30 dias, contados da entrega da documentação necessária ou da realização da vistoria, conforme o caso.

A proposta também proíbe o contingenciamento das despesas destinadas à subvenção do Seguro Rural e determina a execução orçamentária desses recursos, limitada aos valores previstos na Lei Orçamentária Anual.

Mudanças mantidas

Entre as alterações feitas pela Câmara e mantidas pelo Senado está o detalhamento das cláusulas que permitem utilizar o seguro como garantia em operações de crédito rural.

Por outro lado, o Senado retirou o dispositivo que permitiria transferir eventuais sobras do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para a subvenção do Seguro Rural.

O relator também incluiu a previsão de medidas de compensação orçamentária para as despesas com subvenção, com compromisso do governo de encaminhar Medida Provisória ou projeto de lei específico para regulamentar o tema.

Baixa cobertura

A reforma chega em um momento de forte retração do Seguro Rural no país. Dados do Ministério da Agricultura apontam que apenas 3,2 milhões de hectares estavam assegurados em 2025, o equivalente a 3,3% da área plantada. O volume representa queda de 55% em relação a 2024 e o pior resultado dos últimos dez anos.

A redução dos recursos destinados à subvenção é apontada como um dos principais fatores para a baixa adesão. O valor empenhado e executado caiu de R$ 1,15 bilhão em 2021, maior montante da série, para R$ 565,3 milhões em 2025, o menor nível desde 2019, segundo o Atlas do Seguro Rural, do Ministério da Agricultura.

Para 2026, o orçamento disponibilizado para o programa é de R$ 1,01 bilhão, enquanto entidades do setor agropecuário estimam em aproximadamente R$ 4 bilhões o montante necessário para ampliar significativamente a cobertura.

(Fonte: Brasil 61)

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Mídia internacional repercute caso Vorcaro/Moraes e fala em “bomba atômica” e “terremoto político”

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El País, La Nación, Clarín, Bloomberg e Infobae destacam crise no STF e possíveis impactos eleitorais a pouco mais de um mês das eleições

As novas revelações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassaram as fronteiras brasileiras e ganharam amplo destaque na imprensa internacional. Jornais da Espanha, Argentina e veículos especializados em economia e mercados classificaram o episódio como uma grave crise institucional e apontaram possíveis repercussões sobre a corrida presidencial brasileira.

O espanhol El País resumiu o impacto das revelações como uma “bomba atômica” no cenário político brasileiro. Segundo o jornal, Moraes permanece em silêncio diante das informações, divulgadas a menos de cinco semanas das eleições presidenciais. A publicação também destacou a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo de documentos da investigação e apontou uma disputa interna de poder no STF.

O jornal espanhol lembrou ainda que os questionamentos sobre a proximidade entre Moraes e Vorcaro não são recentes e relacionou o episódio à disputa eleitoral, mencionando a candidatura de Flávio Bolsonaro e os vínculos do empresário com diferentes setores do poder.

Na Argentina, o La Nación definiu o episódio como um “terremoto político e institucional” que estaria abalando os alicerces do STF. O jornal destacou a posição de Moraes como um dos ministros mais influentes da Corte e afirmou que as novas informações colocam o magistrado diante de um dos maiores testes de sua trajetória.

O Clarín também enfatizou o componente eleitoral. Segundo o jornal, as revelações surgem em meio à campanha presidencial e podem ampliar a tensão entre os principais grupos políticos brasileiros.

A repercussão chegou ainda à imprensa econômica. A Bloomberg afirmou que os novos documentos recolocaram Moraes no centro de um caso que já havia levantado questionamentos sobre a credibilidade do STF. A agência também observou que as revelações podem ampliar a pressão de adversários do ministro, cuja atuação em processos envolvendo Jair Bolsonaro e nas disputas com o bilionário Elon Musk o transformou em uma das figuras mais polarizadoras do Judiciário brasileiro.

O argentino Infobae destacou que as informações foram obtidas pelo Estadão a partir de documentos da investigação da Polícia Federal. Segundo a publicação, o material inclui mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído a Moraes. Como parte das comunicações teria sido feita por meio de imagens de visualização única, os investigadores não conseguiram recuperar eventuais respostas do ministro.

O episódio ganhou novo peso institucional nesta quarta-feira, após o presidente do STF, Edson Fachin, afirmar que a Corte adotará as medidas cabíveis diante das revelações. Em declaração divulgada pelo Infobae, Fachin ressaltou a necessidade de preservar a integridade do tribunal e a confiança da sociedade na instituição.

No Brasil, as revelações também provocaram forte reação política. Flávio Bolsonaro pediu a renúncia de Moraes, enquanto outros setores da oposição passaram a defender seu afastamento. Ao mesmo tempo, o caso envolve uma série de outros personagens e relações sob investigação, o que amplia a dimensão política e institucional do episódio.

A combinação entre crise dentro do STF, investigação sobre as relações de Vorcaro com integrantes dos três Poderes e proximidade das eleições presidenciais fez com que o caso deixasse de ser apenas uma controvérsia envolvendo um ministro do Supremo e passasse a ser tratado pela imprensa internacional como um potencial fator de instabilidade política no Brasil.

(Fonte: Web)

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