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Momento Agrícola

Trégua em conflito, fertilizantes, cenário internacional e entrevistas são destaques da edição

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A edição deste sábado (11) do Momento Agrícola reúne alguns dos principais fatos da semana ligados ao agronegócio, com destaque para temas geopolíticos e conjunturais que impactam o setor.

Produzido e apresentado pelo produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em formato de notícia e podcast pelo portal Enfoque Business.

Guerra, fertilizantes e mercado

Entre os destaques está a trégua no conflito envolvendo o Irã, que pode refletir de forma positiva sobre o agronegócio brasileiro. Também entram em pauta as questões relacionadas aos fertilizantes e aos combustíveis, insumos com impacto direto na produção agrícola e na economia em geral.

No cenário sanitário internacional, registros de febre aftosa na China e de peste suína na Espanha podem abrir espaço para ampliação das exportações brasileiras de proteína animal.

Outro ponto abordado é a dependência externa e os entraves internos do setor. Temas como o controle de javalis, a produção nacional de fertilizantes, a ampliação da capacidade de refino de combustíveis, o desenvolvimento do biodiesel, o seguro rural e o Plano Safra são citados como desafios ainda pendentes.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Entrevistas

Nos blocos de entrevistas, a edição traz:

  • Uso da cannabis, com o pesquisador Derly Henriques, da Universidade Federal de Viçosa;
  • Relação entre abelhas, soja e produtividade, com o pesquisador Décio Gazzoni, da Embrapa;
  • Participação do ex-ministro Antônio Cabrera durante a Parecis Superagro 2026.

Para ouvir o programa na íntegra, acesse:

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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