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Momento Agrícola

Tensões no Oriente Médio e nova jornada 5×2 são os destaques deste sábado

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A imprevisibilidade sobre o desfecho dos conflitos no Oriente Médio tem agravado os impactos econômicos globais, com reflexos diretos na estrutura de custos do Brasil. Este cenário de incertezas é o principal destaque da edição do Momento Agrícola deste sábado, 14 de março.

O programa, produzido e apresentado pelo agrônomo e consultor Ricardo Arioli, vai ao ar pela Rede de Rádios do Agro e é repercutido em formato de notícias e podcast pelo portal Enfoque Business.

Geopolítica: O Petróleo sob pressão

Logo na abertura do primeiro bloco, Arioli analisa a conjuntura sensível do mercado de energia. O grande temor global reside na escalada dos preços do petróleo e do gás, o que sustenta o risco inflacionário por um período prolongado.

Alta do preço do petróleo com o bloqueio no Estreito de Ormuz representa grande preocupação mundial (foto Web).

O ponto crítico da crise atual é o controle do Estreito de Ormuz pelo Irã. Após o ataque dos EUA à Ilha de Kharg na última sexta-feira (13) — terminal crucial para a exportação iraniana —, a tensão atingiu um novo patamar. Para o agronegócio brasileiro, essa instabilidade é direta: o petróleo é o motor da atividade, influenciando desde o custo dos insumos e fertilizantes até o plantio, a colheita e o escoamento da safra para exportação.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Pauta Trabalhista: Reflexões sobre a Escala 5×2

No campo das discussões internas, o programa traz uma entrevista exclusiva com o empresário Alexandre Furlan, representante do Brasil na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e conselheiro da FIEMT.

Redução da jornada de trabalho de 6 x 1 para escala 5 x 2 gera fortes divergências.

Em conversa com Ricardo Arioli, Furlan analisa a proposta de mudança na jornada de trabalho de 6×1 para 5×2, debatendo os impactos de produtividade e os desafios que a medida impõe ao setor produtivo nacional.

Outros Destaques

Além do cenário macroeconômico, a edição deste sábado apresenta painéis técnicos fundamentais para a gestão no campo:

  • Recuperação Judicial (RJ): O Dr. Albenir Querubini detalha as regras atuais para a análise de RJs de produtores rurais;
  • Gestão de Crise: O consultor Carlos Ortiz aborda os diferentes perfis de gestão e as estratégias para superar momentos de crise no setor.

Para conferir o Momento Agrícola na íntegra, acesse o link abaixo:

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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