TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Momento Agrícola

Tarifaço chinês, economia mundial, corte de subsídios e entrevistas são os destaques

Publicado em

O tarifaço imposto pela China à carne brasileira e de outros países, a escalada de barreiras comerciais no cenário internacional e a decisão de Mato Grosso de retirar incentivos fiscais de empresas que permanecerem na Moratória da Soja estão entre os temas do Momento Agrícola deste sábado.

Produzido e apresentado pelo produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em formato de notícias e podcast pelo portal Enfoque Business.

Tarifaço chinês

A China anunciou na quarta-feira (31) a criação de cotas anuais para a importação de carne de países estrangeiros, entre eles o Brasil. A medida entrou em vigor no dia 1º de janeiro e terá validade de três anos.

Antes da mudança, a carne importada era taxada em 12%. Com o novo modelo, o volume que ultrapassar as cotas estará sujeito a sobretaxa de 55%. O tema abre o primeiro bloco da edição deste sábado (03), a primeira de 2026.

Mudança de rumos da economia mundial

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

O programa também analisa os impactos da escalada de tarifas adotadas pelos Estados Unidos e da resposta da China. Segundo Arioli, a tendência indica que “a economia mundial não será mais a mesma”. Bancos e instituições financeiras, como o Rabobank, avaliam que a nova onda de protecionismo pode alterar estruturalmente a dinâmica do comércio internacional.

O efeito já aparece nas projeções de crescimento. A OCDE revisou para baixo as estimativas de PIB global para 2025 e 2026, citando o aumento de barreiras comerciais e o ambiente geopolítico mais tenso.

Moratória da Soja

Outra pauta é a decisão do governo de Mato Grosso de retirar subsídios fiscais de empresas que permanecerem vinculadas à Moratória da Soja. A Lei nº 12.709/2024, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, proíbe a concessão de benefícios fiscais e a cessão de áreas públicas a companhias que participem de pactos que imponham restrições à expansão agropecuária além da legislação ambiental brasileira.

Entrevistas

O Momento Agrícola traz ainda entrevistas sobre:

  • Os bioinsumos em 2025, com Reginaldo Minaré, da ABBINS;
  • O ano do agro no Paraguai em 2025, com Eloir Antônio, da Conecta Agro;
  • O algodão do Brasil no exterior, com Marcelo Duarte.
Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Para ouvir o programa na íntegra, clique abaixo.

Comentários Facebook
Advertisement

Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Published

on

O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana