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Infraestrutura & Logística

Rumo conclui ponte sobre córrego e avança com as obras da Ferrovia de Mato Grosso

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A Rumo concluiu as obras da ponte sobre o Córrego São Paulo, entre os municípios de São Pedro da Cipa e Poxoréu, na região sudeste de Mato Grosso. A estrutura, com 120 metros de extensão, foi iniciada em outubro de 2024 e mobilizou 150 trabalhadores.

A ponte é estratégica para a continuidade da Ferrovia de Mato Grosso, pois permite a ligação do trecho sul com o trecho norte da obra. Inicialmente, as equipes precisavam realizar um desvio de aproximadamente 70 quilômetros pela MT-373 para interligar as frentes de trabalho. Após a abertura dos acessos pelo eixo da ferrovia, essa distância foi reduzida 55km. Para execução da ponte foi instalada uma passarela provisória para pedestres, mas a circulação de máquinas continuava sendo um desafio.

Com a conclusão da ponte, a distância entre os trechos caiu para apenas 120 metros, viabilizando uma logística mais eficiente, segura e adequada ao transporte de equipamentos pesados. “Foram grandes os desafios de engenharia para que a ponte fosse concluída com excelência.  Essa conquista fortalece a integração das frentes de trabalho e contribui diretamente para o avanço das obras de infraestrutura ferroviária”, afirmou o diretor da Ferrovia de Mato Grosso, Ângelo Kury Deves.

A ponte do Córrego São Paulo integra um pacote de 25 obras de arte especiais previstas na primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso. Esta etapa inicial contempla 162 km de novos trilhos, partindo de Rondonópolis até o terminal em construção na BR-070, no município de Dom Aquino, entre Primavera do Leste e Campo Verde — um investimento que reforça a relevância logística da região e prepara o estado para um novo ciclo de desenvolvimento ferroviário.

Rumo

A Rumo é a maior operadora privada de ferrovias de carga do país e administra mais de 13 mil quilômetros de ferrovias nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

A base de ativos é formada por 1.200 locomotivas e 33 mil vagões. São mais de 8 mil colaboradores em todo o Brasil, 10 terminais de transbordo ao longo da malha e 6  terminais nos principais portos brasileiros.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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