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Restrições impostas pelo TSE citadas em relatório mancham alegada credibilidade das eleições

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O relatório do Ministério da Defesa, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) semana passada, era o último e definitivo bastião da confiabilidade do processo eleitoral em que as urnas (eletrônicas) apontaram a vitória nas eleições presidenciais do Brasil de um candidato – Luís Inácio Lula da Silva – que está (muito) longe de ser incontestável entre os brasileiros, seja quanto à sua eficiência, seja quanto à sua idoneidade.

Pelos números apontados nos primeiro e segundo turnos do pleito, referendados pelo TSE, Lula (PT) foi o vencedor.

O resultado auferido pelas urnas está, portanto, publicado, sacramentado e oficializado. Mas não está referendado na consciência de boa parte da população brasileira.

As afirmações contidas no artigo publicado pela Agência Brasil, sob título “RELATÓRIO das Forças Armadas NÃO EXCLUIU a possibilidade de FRAUDE OU INCONSISTÊNCIA nas urnas eletrônicas” (sim, o grifo é nosso), nos leva a duvidar logicamente do resultado proclamado pelo TSE. Os motivos das dúvidas estão nos trechos grifados (pelo Enfoque Business) do artigo assinado pelo Ministério. (

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Francamente, quando há restrições de qualquer ordem em trabalhos de fiscalização em qualquer processo, em qualquer área (especialmente na área pública), ficam claros os sinais de falta de transparência. Lamentavelmente, é essa a constatação de boa parte da opinião pública em torno das eleições presidenciais desse ano.

Esta constatação fica ainda mais preocupante quando olhamos para o primeiro turno, quando houve mais cargos em disputa: governadores, senadores e deputados estaduais e federais.

É preciso destacar que essa falta de confiança num processo eleitoral que em muito significa a uma nação democrática como o Brasil não é culpa da grande parte da população que desconfia. A responsabilidade é, sim senhor, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ao impor restrições à fiscalização não se fez merecedor de tal confiança.

Também colabora para a desconfiança em torno do processo o presidente da corte eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, que se mostrou autoritário com a imposição de censuras a muitos, mesmo tendo à sua vista a Constituição Federal, que garante ao cidadão a liberdade de expressão e de pensamento (Art. 220) e, assim, permite até mesmo críticas (desde que não ofensivas) a qualquer um dos poderes e dos agentes neles lotados. Afinal, Alexandre de Moraes, antes de ser um ministro, é um empregado do povo, de onde saem, através de impostos pagos pelos cidadãos, os proventos que constam em seu contracheque.

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Se por um lado é dever do cidadão, por lei e por bem, respeitar o TSE e seus ministros, por outro confiar ou não no trabalho realizado pela corte eleitoral são prerrogativas que cabem exclusivamente aos cidadãos de um país democrático, constituinte e livre, de acordo com as impressões de cada um. No caso do TSE, para infelicidade e tristeza de parte significativa dos brasileiros que vivem e labutam nas 27 unidades da Federação, a falta de transparência entra em conflito com a ideia de confiança.

Fica, assim, pela falta de transparência, manchado o processo eleitoral que vivenciamos em 2022.

Sigamos adiante, indignados, mas confiantes. Pois o futuro a Deus pertence.

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Opinião

Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

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Tangará da Serra chega aos 50 anos de emancipação com uma trajetória marcada por expansão econômica, crescimento populacional e consolidação como polo regional do Sudoeste de Mato Grosso.

Com população estimada superior a 114,6 mil habitantes e PIB per capita acima de R$ 52 mil, o município apresenta indicadores que refletem dinamismo econômico e capacidade de geração de riqueza. A estrutura urbana avançou, o abastecimento de água atende mais de 94% da população e a cidade se firmou como referência regional em educação, comércio e serviços.

Os dados indicam um município que cresceu — e que continua crescendo. Mas os mesmos números também revelam outra realidade.

O acesso ao esgotamento sanitário ainda alcança apenas cerca de um terço da população. Mais de 70 mil pessoas vivem sem coleta de esgoto, e grande parte do volume gerado ainda é despejada sem tratamento adequado. Trata-se de um passivo estrutural que acompanha o desenvolvimento urbano e expõe um dos principais limites desse crescimento.

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Na saúde pública, a pressão sobre o sistema é constante. Na infraestrutura, a necessidade de expansão energética e melhoria da mobilidade acompanha o avanço da cidade. No campo econômico, permanece o desafio de ampliar a geração de empregos e diversificar a base produtiva.

Nada disso é desconhecido. Ao contrário, são demandas recorrentes, identificadas ao longo dos anos e amplamente diagnosticadas.

A experiência recente do próprio município demonstra que problemas estruturais podem ser enfrentados com resultados concretos quando há ação direcionada. A recuperação das nascentes que abastecem a cidade alterou um cenário que, até poucos anos atrás, era de crises hídricas frequentes.

Ao atuar sobre a causa, o problema deixou de se repetir. Esse exemplo não é isolado. Ele aponta um caminho.

Tangará da Serra chega aos 50 anos diante de uma escolha que não é apenas administrativa, mas estratégica: continuar reagindo a problemas já conhecidos ou antecipar soluções antes que esses problemas se agravem.

O crescimento do município não elimina riscos; ao contrário, amplia a necessidade de planejamento.

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A diferença entre avanço e crise, nos próximos anos, pode não estar apenas na capacidade de investimento, mas na capacidade de agir no momento certo.

Mais do que celebrar o que foi construído, o marco dos 50 anos coloca em evidência um ponto central: o futuro de Tangará da Serra depende menos do que ainda falta fazer e mais de quando essas ações serão realizadas.

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