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Agronegócio & Produção

Produtor rural adquire fazenda da BrasilAgro, em Alto Taquari, por R$ 589 milhões

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A BrasilAgro anunciou a venda de 3.723 hectares da Fazenda Alto Taquari, de um total de 5.031 hectares no município homônimo de Mato Grosso, por R$ 589 milhões.

Da área total, 2.694 hectares são úteis para atividade agrícola. “Foi a maior negociação da história da companhia”, disse o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, em entrevista a jornalistas. A quantia supera, em valores não corrigidos, a captada por meio do IPO realizado em 2006, de R$ 582 milhões.

“Esta não é a maior área já vendida pela companhia, mas é a maior venda em valor imobiliário. Somos uma empresa que opera mais de 180 mil hectares e que está vendendo 2,7 mil (hectares de área útil), a serem entregues de forma fracionada. Então, apesar de a venda ter sido feita por um montante grande, o impacto no resultado operacional (referente à produção agrícola) é muito pequeno, porque a área é pequena”.

A Fazenda Alto Taquari foi comprada pela empresa em 2007 e produz cana-de-açúcar e grãos. Na época da aquisição, a BrasilAgro pagou o equivalente a 320 sacas de soja por hectare ou R$ 9 mil/hectare. Já o valor de venda anunciado agora corresponde a 1.100 mil sacas de soja por hectare, ou R$ 212 mil/hectare, de acordo com Guillaumon.

Há 14 anos, os 3.720 mil hectares valiam R$ 33,2 milhões. O valor de R$ 589 milhões também supera a avaliação interna da Alto Taquari reportado no último balanço da empresa, de agosto, de R$ 356,9 milhões, bem como o montante de R$ 301,4 milhões apontado por avaliação independente.

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Segundo o executivo, a diferença de mais de R$ 280 milhões entre a projeção independente e o valor de venda se explica por vários fatores. A avaliação de mercado se baseia em uma média do valor dos negócios na região em determinado período e considera pagamento à vista – não a prazo, como citado no acordo informado nesta quinta-feira. O fato de a propriedade ter toda a documentação regularizada também é algo raro e valorizado por compradores, segundo o executivo. “O preço também foi potencializado pela alta recente da soja”, afirmou.

Antes da venda da Fazenda Alto Taquari, a empresa já havia negociado, em valor de sacas de soja por hectare útil, outras três partes da propriedade nos últimos três anos, de 103 (2018), 85 (2019) e 105 hectares (2020), também por valor correspondente a 1,100 mil sacas de soja por hectare.

“A negociação desta área da Alto Taquari reforça a expertise da BrasilAgro na gestão combinada do imobiliário e da produção de alimentos com responsabilidade e sustentabilidade, já que os investimentos feitos nos últimos anos levaram a uma valorização da terra, permitindo uma venda acima do valor de avaliação e com uma TIR (Taxa Interna de Retorno) esperada de 19,9%”, destacou Guillaumon.

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De acordo com a companhia, a entrega da posse das áreas será realizada em duas etapas. A maior parcela, de 2.566 mil hectares (1.537 hectares úteis) será entregue FGORA, em outubro, no valor de aproximadamente R$ 336,0 milhões; a entrega da segunda, de 1.157 hectares úteis, ocorrerá em setembro de 2024, no valor de aproximadamente R$ 253,0 milhões.

O pagamento da área deve ser concluído em 2029, segundo Guillaumon. “A área que já não tem mais cana ou está no último ano de cultivo estamos entregando para o comprador. Já as áreas que ainda têm cana de açúcar vamos colher até 2024”, explicou o executivo.

O comprador da área, um produtor rural, já realizou o pagamento da primeira parcela, de R$ 16,5 milhões, e ainda este ano pagará outros R$ 31,4 milhões. O saldo remanescente é indexado em sacas de soja com pagamentos anuais. Com a negociação, todas as áreas de chapada da Fazenda Alto Taquari foram vendidas, permanecendo no portfólio da empresa 1.308 mil hectares, 809 úteis, que estão produzindo cana-de-açúcar. De acordo com a empresa, a área remanescente possui características de solo e altitude diferentes.

(Fonte: Estadão; Foto: EB Ilustrativa)

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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Crime de baderna, congelamento na Argentina e entrevistas são destaque

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Os atos de vandalismo contra uma entidade do Agro, as medidas para combate à inflação da vizinha Argentina, a tributação sobre os combustíveis e outros assuntos são os destaques do Momento Agrícola deste sábado.

O programa é produzido e apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli e transmitido pela rede de rádios do agro aos sábados. É, também, repercutido em formato de matéria jornalística pelo Enfoque Business, com o link da Soundcloud ao final do texto.

Baderna e afronta

O primeiro assunto abordado pelo Momento Agrícola foi a baderna promovida pela Via Campesina e pelo MST na sede da Aprosoja, em Brasília, na manhã da última quinta-feira (14).

Cerca de 50 integrantes da Via Campesina invadiram a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja, na capital federal, e picharam a fachada e paredes internas. A direção da entidade ligada ao Agro lamentou os atos de vandalismo e considerou uma afronta ao Estado Democrático de Direito.

Baderna da Via Campesina e do MST será investigada pela Polícia.

Segundo informações repassadas à imprensa pelos vândalos ligados à Via Campesina, a depredação foi motivada pelo veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei 823/2021 (PL Assis Carvalho). Ainda conforme a imprensa nacional, a Via Campesina alega que a proposta do projeto consiste numa iniciativa dos movimentos populares do campo para garantir a segurança alimentar e subsídios na agricultura familiar.

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Ricardo Arioli faz um comentário sobre o lamentável episódio de vandalismo ocorrido na capital federal.

Congelamento na Argentina

O governo da Argentina congelou os preços de 1.245 produtos de consumo em massa por 90 dias para tentar controlar a inflação. O secretário de Comércio, Roberto Feletti, pediu que as empresas enviem as tabelas de preços válidas até dia 1º de outubro.

Os preços permanecerão inalterados aos consumidores até 7 de janeiro, numa medida clara do governo para buscar a estabilização dos preços.

O Momento Agrícola comenta o assunto relacionado ao país vizinho.

Outras

Outra notícia comentada nesta edição do Momento Agrícola é a unificação das alíquotas do ICMS sobre os combustíveis nos estados, através de projeto de lei aprovado pela Câmara Federal e que, agora, está sob apreciação no Senado.

O decreto do MAPA para simplificação dos processos de pesquisa, análise e registro comercial de defensivos agrícolas é outra abordagem do Momento Agrícola, assim como as entrevistas.

No segundo bloco, o entrevistado é César Borges, do Instituto da Soja Livre. Na sequência, o tema abordado é “O ritmo de plantio e da entrega de insumos em Mato Grosso”. Concluindo o programa, Ricardo Arioli discorre sobre “A Crise dos Insumos”.

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Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

 

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