Vários eventos movimentaram os Rotary de Tangará da Serra e da região na última semana, abrindo a movimentação do ano rotário 2023/2024, iniciado em 01 de julho para toda a família rotária, no mundo inteiro.
O Rotary International, neste novo ano rotário, é presidido por Gordon MacInally, do Rotary Club de South Queensferry, Escócia. MacInally, que assumiu em lugar da rotariana canadense Jennifer Jones, marcará sua gestão com o lema “Crie esperança no mundo”.
No Distrito 4440, o ano rotário começou também no último dia 1º, com a posse do Governador Jânio Bonfochi, do Rotary Club de Mirassol D’Oeste.
Como Governador Assistente da Região 5 (Tangará e região anexa) do Distrito 4440 para o ano rotário 2023/2024, assumiu o rotariano tangaraense Fernando Lamounier Paim. Ele assume em lugar do empresário Alfredo Acácio Nuernberg, também de Tangará da Serra.
Tangará da Serra
Entre os clubes rotarianos de Tangará da Serra, as movimentações do ano rotário iniciaram na noite da terça-feira da semana passada (04.07), com a posse da nova diretoria da Associação de Senhoras Rotarianas (ASR), liderada pela empresária Eliane Maria Lorenzetti (foto acima, ao centro).
Na quinta-feira (06.07), também na Casa da Amizade, foram empossadas as diretorias do Rotary Club Tangará da Serra Cidade Alta (presidente ano rotário 2023/2024, Vitor Azarias Campos – foto acima), Rotary Club Tangará da Serra Centro (presidenta Mara Fernanda Oliveira, posse na sexta, dia 07 – foto na sequência) e Rotary Club Tangará da Serra (Alisson Dias Toniazzo, posse no sábado, dia 08).
Ainda no sábado, também na Casa da Amizade, houve as posses do Rotaract (presidente Laura Beatriz Massaroli), do Interact (Laura Moura Delabenetti) e Rotakids (Alice Maldonado Toniazzo).
O Rotary Club Tangará da Serra Águas do Sepotuba, que mantém na presidência o empresário Giovane Horn, marcará posse de sua nova diretoria ainda essa semana.
Região
Na região, várias posses de novas diretorias já aconteceram e estão programadas para acontecer.
A nova diretoria do Rotary Club de Barra do Bugres empossou sua nova diretoria no dia 24 de junho, quando Bernadete Fernandes Gregolin, presidente no ano rotário 2022/2023 empossou o novo gestor, Admilson Louzada, para 2023/2024. Ainda em Barra do Bugres, na mesma data e local, assumiram Célia Aparecida na ASR, e Carla Gabriele Esteves no Interact.
No Rotary Club Arenápolis, a posse foi no dia 06 de julho, com Aloir Jardim da presidência. Lúcia Ribeiro da Silva assumiu a Casa da Amizade.
Já em Denise, o Rotary Club tem como novo presidente Délio Pires de Oliveira.
O próximo dia 15 marcará a posse da nova diretoria do Rotary Club de Nova Olímpia, com José Geraldo Barbosa de Sousa à frente da gestão. Maria Aparecida Poliselli Bruniera assumirá como presidente da ASR.
O leite é um dos alimentos mais antigos incorporados à alimentação humana e acompanha a própria evolução das sociedades. Seu consumo começou há milhares de anos, ainda no período Neolítico, quando os seres humanos passaram a domesticar animais e a desenvolver formas mais permanentes de produção de alimentos.
Vestígios arqueológicos encontrados em antigas cerâmicas indicam que o consumo de leite e de seus derivados já fazia parte da vida de comunidades do Oriente Médio e de outras regiões do Crescente Fértil há pelo menos 10 mil anos. A criação de ovelhas, cabras e bovinos ampliou as possibilidades de aproveitamento dos animais, incorporando o leite à alimentação cotidiana.
Em Tangará da Serra, o leite também representa uma importante atividade da agricultura familiar. Além do produto in natura, a produção leiteira dá origem a uma variedade de alimentos de grande aceitação no mercado, como queijos, requeijões, doces, nata e outros derivados.
Na Feira do Produtor do Centro, o leite está entre os produtos procurados pelos consumidores. Vendido in natura, chega à feira em quantidade considerável e, segundo os próprios feirantes, costuma ter boa procura. Os derivados também conquistam espaço entre os consumidores.
Um dos feirantes que comercializa leite e derivados é Valdeci Ferraz Aquino (na foto abaixo, em seu box), presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ele confirma a procura pelo produto.
“Se o consumidor não chegar cedo, pode ficar sem o leite, porque vende muito bem”, revela.
Entre as principais regiões produtoras de leite do município estão a Linha 12, Córrego das Pedras, Acampamento e Gleba Bandeirantes. O rebanho leiteiro é formado principalmente por animais da raça Girolando, conhecida pela aptidão para a produção de leite e pela adaptação às condições climáticas brasileiras.
Benefícios
O leite e seus derivados integram um grupo de alimentos de importante valor nutricional. São fontes de proteínas e cálcio e também fornecem minerais como fósforo e potássio, além de vitaminas.
O cálcio presente nos alimentos lácteos apresenta elevada biodisponibilidade, o que significa que pode ser bem aproveitado pelo organismo. Por isso, o leite e seus derivados fazem parte de uma alimentação associada à manutenção da saúde óssea e ao fornecimento de proteínas importantes para a formação e manutenção da massa muscular.
A quantidade e a frequência adequadas de consumo, entretanto, variam conforme a idade, as necessidades nutricionais e as condições individuais de cada pessoa.
A “cachorrada”
O leite faz parte da alimentação de muitas pessoas desde a infância. Por isso, também está presente em lembranças, histórias e tradições familiares. É o caso de Valdeci Ferraz Aquino, que transformou uma lembrança da infância em um dos produtos que hoje comercializa na feira.
Era 1969. Valdeci ainda era criança e acompanhava os pais, Dona Noemi e ‘Seo’ Juanir, na rotina da propriedade rural da família, no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.
Numa manhã, Dona Noemi colocou para ferver uma grande panela de leite recém-ordenhado das vacas da propriedade. Naquele dia, porém, algo saiu diferente do esperado: o leite coalhou.
Para não desperdiçar o produto, Dona Noemi acrescentou açúcar à coalhada e improvisou um doce. O que poderia ter sido apenas uma solução para aproveitar o leite acabou se transformando em uma tradição culinária da família.
Quando voltou da lida, Juanir entrou na cozinha e pediu leite para beber. A resposta da esposa foi direta: “Coalhou!”
Frustrado, Juanir reagiu: “Que cachorrada!”
E o nome ficou.
Décadas depois, a “cachorrada” é um dos produtos comercializados por Valdeci e sua esposa, Dª Cleide, no Box 81 da Feira do Produtor do Centro. Semelhante à ambrosia, mas preparada sem a adição de ovos, o doce mantém a receita que nasceu de uma situação corriqueira na propriedade da família e hoje desperta a curiosidade e o paladar dos frequentadores da feira.
Morador da localidade do Acampamento, Valdeci também oferece leite de vaca, queijo, doce pastoso, doce em cubos e nata.
Assim, entre o leite que chega fresco à banca e os produtos que carregam receitas transmitidas ao longo do tempo, a feira preserva não apenas uma tradição alimentar, mas também um pouco da memória de quem vive da produção rural.