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Circuito Rural

Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Coluna Circuito Rural destaca preocupação do agro com a segurança jurídica e os efeitos da volta da China ao mercado americano de soja.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (18), do jornalista Olmir Cividini, começa com uma análise crítica do julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (16), classificado pelo comentarista como “patético”.

Segundo Cividini, entidades do setor manifestaram preocupação com o ambiente institucional e os possíveis reflexos de uma crise no Supremo sobre a segurança jurídica no país. Para o agro, regras claras e previsíveis são fundamentais para garantir investimentos, produção, emprego e renda.

A coluna lembra que decisões do STF sobre marco temporal, direito de propriedade, conflitos fundiários e legislação ambiental podem interferir diretamente na atividade rural e no patrimônio dos produtores. Na avaliação do jornalista, a instabilidade institucional deixa de ser apenas uma questão política ou jurídica e passa a representar também um risco econômico.

Na sequência, o comentário aborda a retomada das compras de soja dos Estados Unidos pela China, justamente no início do plantio da safra 2026/27 em Mato Grosso. Os chineses já teriam contratado quase 9 milhões de toneladas da próxima temporada americana, movimento que ajudou a elevar as cotações da oleaginosa em Chicago.

A valorização é positiva para a formação dos preços no Brasil, mas também aumenta a concorrência pelo maior mercado consumidor mundial. Até julho, 72% da soja importada pela China tinham origem brasileira.

O Rabobank alerta que a entrada da soja americana e a possibilidade de novas vendas dos Estados Unidos aos chineses podem limitar as exportações brasileiras no quarto trimestre. Por isso, o produtor mato-grossense inicia a safra com atenção redobrada a quatro fatores: chuva, produtividade, custos e comportamento da China.

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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Circuito Rural

Mato Grosso lidera o ranking nacional de queimadas e acende alerta no campo

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O avanço acelerado das queimadas em Mato Grosso é a abordagem da edição desta sexta-feira (21) da coluna Circuito Rural, do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra. O fogo traz à tona um dos problemas mais graves e urgentes enfrentados pelo agronegócio nesta fase climática.

Com o registro de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, o estado de Mato Grosso presencia um crescimento alarmante no número de focos de incêndio, liderando o ranking nacional e impondo severos desafios aos produtores rurais.

Segundo os dados apresentados por Cividini, a situação exige atenção imediata. Somente no mês de agosto, Mato Grosso contabilizou 2.239 focos de calor, contra 980 registrados no mesmo período do ano anterior, o que representa um salto expressivo de aproximadamente 130%.

Em Mato Grosso, somente em agosto já foram registrados 2.239 focos de calor.

No acumulado do ano, o estado já soma 5.780 focos de incêndio, posicionando-se no topo do ranking nacional de queimadas, à frente de estados como Tocantins e Pará . Municípios como Colniza e Nova Nazaré destacam-se entre os mais atingidos, evidenciando que o problema está pulverizado por diversas regiões do território mato-grossense.

A vulnerabilidade e o papel do produtor rural

Diante desse cenário adverso, o produtor rural figura como o principal prejudicado, amargando prejuízos incalculáveis com a destruição de pastagens, cercas, lavouras e áreas de preservação. Cividini ressalta que, além de ser a maior vítima dos incêndios, o produtor é também a primeira linha de defesa contra o fogo, sendo imprescindível que mantenha estruturas de combate prontas para uso, como aceiros limpos, equipamentos revisados e sistemas de captação de água operacionais.

Contudo, a atuação do produtor não deve se restringir apenas ao combate direto às chamas. O jornalista enfatiza a importância de adotar medidas rigorosas de proteção jurídica e documental. Como muitas vezes os incêndios têm origem fora das propriedades, o produtor deve registrar ocorrências junto ao Corpo de Bombeiros, documentar os estragos com fotos, vídeos e imagens aéreas, e buscar laudos técnicos para delimitar a área afetada. Essa postura proativa é fundamental para resguardar o agricultor e o pecuarista de eventuais responsabilizações indevidas, garantindo segurança jurídica em um momento de alta vulnerabilidade para o campo.

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