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Momento Agrícola

Pesquisa Fiesp sobre o agro, a choradeira dos franceses e entrevistas são destaques

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Uma interessante pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com informações importantes relacionadas ao agro é um dos destaques do Momento Agrícola deste sábado, assim como os blocos de entrevistas e uma análise da insistência dos franceses em atacar o setor agropecuário brasileiro e do Mercosul.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Monitor de Tendências

A pesquisa Monitor de Tendências do Agronegócio Brasileiro, contratada pela Fiesp, apurou  que 36% dos 514 produtores agropecuários brasileiros consultados não pretendem adquirir seguro para a próxima safra. A opinião é comum a 48% dos pecuaristas e 33% dos agricultores pesquisados. A principal justificativa é o custo elevado do seguro rural.

Na contramão daqueles que afirmaram que não vão contratar seguro para a próxima safra, 39% dos produtores responderam que pretendem adquirir o serviço, sendo 40% deles agricultores e 35% pecuaristas. Aqueles que disseram não saber somam 25%.

Ricardo Arioli comenta sobre o assunto e opina que com as catástrofes climáticas verificadas nos últimos anos no Brasil, era de se esperar que os produtores rurais aderissem em maior número ao seguro rural e que o governo federal viabilizasse uma modalidade mais acessível da cobertura. Afinal, segurar o agro é, sim, um interesse nacional prioritário. “Com certeza o nosso seguro agrícola precisa mudar, ou vamos continuar nesta lenga-lenga em que estamos até hoje: o produtor rural não contrata porque é caro, e o seguro fica caro porque o produtor não contrata”, observou Arioli, logo no início do primeiro bloco do programa deste sábado.

Importância das consultas

Outra informação importante do ‘Monitor’ é sobre a importância dos consultores para os produtores agropecuários.

Segundo o levantamento da Fiesp, 90% dos produtores de algodão entrevistados ouvem consultores para tomar decisões no momento de adquirir insumos e máquinas. Entre os sojicultores, 75% dos entrevistados dizem ouvir consultores, enquanto na pecuária de leite esse percentual é de 67%. Entre os produtores de milho e café e, também, na pecuária de corte, esse índice é de 50%.

O estudo da Fiesp também aponta que a maioria dos produtores usa canais tradicionais para a  comercialização da produção. Entre esses canais, figura o “spot”, ou mercado à vista, e as cooperativas.

Outras

Além de outras notícias comentadas, o Momento Agrícola deste sábado traz os blocos de entrevistas e reflexões, com os temas “Do que reclamam os produtores franceses?”, o “1o Network Gergelim Brasil”, com Rodrigo Piccinini; e “A produção de Soja no Paraguai”, com Eloir Antônio, da Conecta Corretora.

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Por segurança alimentar, China quer reduzir dependência da importação de alimentos

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O Momento Agrícola deste sábado traz uma análise profunda sobre as relações comerciais entre Brasil e China, com um alerta do consultor Ricardo Arioli sobre a estratégia chinesa de reduzir importações de alimentos. A edição também percorre as feiras de sementes em Mato Grosso, a presença chinesa no Pará e traz entrevistas exclusivas sobre a valorização da carne mato-grossense e a crise de rentabilidade na suinocultura.

Produzido e apresentado pelo engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli, de Tangará da Serra, o programa é referência para o setor e repercutido pelo portal Enfoque Business, unindo informação técnica e reflexões estratégicas sobre o agronegócio.

O alerta chinês

A China, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, está em plena execução de um plano estruturado para diminuir sua dependência de importações de alimentos. Como parte do seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030), o país asiático prioriza a segurança alimentar nacional, investindo em tecnologia e produtividade interna para reduzir a necessidade de compras externas de commodities como soja e milho.

Demanda chinesa por milho é impulsionada, principalmente, pela expansão de sua indústria de ração animal e, em menor escala, pelo processamento industrial.

Ricardo Arioli destaca que, enquanto a China se movimenta com clareza estratégica, o Brasil carece de um plano correspondente. “A China trabalha para diminuir suas importações de alimentos. Será possível? Enquanto isso, não temos um Plano no Brasil para dependermos menos da China”, provoca o consultor. A reflexão aponta para a necessidade urgente de diversificação de mercados e de uma política de Estado que proteja o produtor brasileiro de eventuais retrações na demanda chinesa.

Movimentações no Campo

O programa também destaca a intensa agenda de eventos no Mato Grosso, com foco na Feira de Sementes, que reforça o estado como polo de inovação genética. Paralelamente, Arioli comenta a crescente presença de investidores chineses no Pará, sinalizando que a estratégia de Pequim também passa pelo controle de infraestrutura e produção em solo brasileiro.

Entrevistas

O Momento Agrícola deste sábado apresenta três blocos de entrevistas essenciais para entender o mercado atual.

No primeiro bloco, Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), detalha as ações de promoção da carne de Mato Grosso. O foco está na sustentabilidade e na certificação, buscando agregar valor ao produto em mercados exigentes que priorizam a baixa emissão de carbono e o monitoramento socioambiental.

Na sequência, o tema é a crise na suinocultura. Frederico Tannure Filho, presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), revela um cenário paradoxal: apesar dos recordes de exportação da carne suína brasileira, o produtor enfrenta prejuízos severos. A combinação de custos de produção elevados — impulsionados pelo preço do milho e farelo de soja — e preços pagos ao produtor que não cobrem as despesas operacionais coloca a atividade em um momento de extrema fragilidade.

Por fim, o programa traz reflexões sobre o impacto da tecnologia e os desafios logísticos que continuam a testar a resiliência do produtor mato-grossense.

Clique abaixo e ouça na íntegra o Momento Agrícola deste sábado.

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