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Momento Agrícola

O Arco Norte, o avanço da logística no MT, notícias e entrevistas são destaques

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A importância dos portos do Arco Norte e o avanço da logística em Mato Grosso, notícias comentadas e entrevistas são os destaques da primeira edição do Momento Agrícola em 2025, neste sábado, 04 de janeiro.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

O Arco Norte

Segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que acompanha mensalmente a atividade portuária no país, os portos do Arco Norte – que abrangem as regiões Norte e Nordeste – foram responsáveis por 39% das exportações brasileiras de milho e soja entre janeiro e outubro de 2024, movimentando 47,7 milhões de toneladas. (Na foto do topo, terminal portuário da Companhia Docas do Pará)

Segundo a ANTAQ, os estados do Pará e Amazonas foram os principais responsáveis pelo volume exportado no Arco Norte, com nada menos que 59,4% das exportações de milho e soja.

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Ricardo Arioli fala sobre essa importante logística de transportes brasileira e cita a concessão da Hidrovia do no Tramo Sul do Rio Paraguai, enquanto o Tramo Norte, que tem Cáceres como base, ficou de fora, ao menos por enquanto. A liberação desse trecho do rio Paraguai para navegabilidade comercial é essencial para o desenvolvimento econômico de todo o estado de Mato Grosso, principalmente a macrorregião Oeste-Sudoeste, cujos polos são Tangará da Serra e Cáceres.

Outras

O Momento Agrícola traz outras noticias comentadas, como o levantamento da Embrapa Milho e Sorgo sobre ranking nacional de agricultura irrigada através de pivôs centrais, e a situação da comercialização da soja na Argentina, além de observações sobre o clima, com a Europa vivenciando uma seca histórica em algumas regiões.

O programa traz, também, dois blocos de entrevistas com os temas “Os avanços da Logística em MT”, com Edeon Vaz Ferreira; e “A Nova Lei dos Bioinsumos”, com Eduardo Martins, do GAAS.

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo:

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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