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Momento Agrícola

Negócios com o exterior, carne sem ésteres, notícias e entrevistas são destaques

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A queda nos preços da soja e a redução dos negócios do milho com o exterior; o aumento das exportações de café, açúcar e suco de laranja; a suspensão da compra de carne bovina de fêmeas pela União Europeia e o Reino Unido, várias notícias comentadas e os blocos com entrevistas integram o conteúdo do Momento Agrícola deste sábado, 14 de setembro.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro – entre elas a Enfoque Rádio Web – e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Negócios com o exterior

Os preços da soja estão 17% mais baixos em relação ao ano passado. A retração nos preços da commodity faz o volume de dinheiro diminuir nas negociações, ainda que as exportações estejam em alta esse ano. Já no milho, o volume de negócios reduziu cerca de 40% em decorrência da queda nas exportações.

Brasil lidera as exportações de suco de laranja.

Enquanto isso, os negócios com o exterior envolvendo café (47% a mais em relação ao ano anterior, com destaque para as compras dos Estados Unidos e da Europa), açúcar e suco de laranja aumentaram.

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Ricardo Arioli traz detalhes sobre essas movimentações no mercado logo no início do primeiro bloco do Momento Agrícola.

Ésteres de estradiol

Outro destaque desta edição do Momento Agrícola é a decisão da União Europeia e do Reino Unido em não mais comprar carne bovina de fêmeas do Brasil a partir de 6 de outubro. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) esclarece que a medida tem como objetivo evitar compra de carnes de fêmeas tratadas com ésteres de estradiol para fins reprodutivos ou zootécnicos.

A suspensão será mantida até que o Brasil faça vigorar um protocolo – em até 12 meses – que comprove a não utilização do hormônio.

Outras

Além de outras notícias comentadas, o Momento Agrícola traz à baila assuntos pontuais para o Agro e os produtores rurais. Um desses assuntos é o mutirão da Secretaria de Estado de Maio Ambiente (SEMA) para agilizar o CAR. Ricardo Arioli analisa a perda de direitos dos produtores em função da demora nas análises dos Cadastros Ambientais Rurais. Vale salientar, aliás, que a morosidade é um problema recorrente naquela pasta do governo estadual.

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O programa traz, ainda, dois blocos com entrevistas sobre os temas “Cuidados com o ITR”, com José Henrique, da CNA e “A Moratória da Soja no CADE”, com Thiago Rocha.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no podcast abaixo ou acesse a Enfoque Rádio Web, na parte superior da página deste site. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 07h00, com reprise aos domingos, no mesmo horário.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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