TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Opinião

Na Lupa: Os camaleões do PSD, a cortina de fumaça, ‘Cores’ de Babel e ‘Efeito Globo’

Publicado em

Saiu na Capital: “PSD e seus candidatos camaleões”

Acima: Imagem do post no RD News.

O site RD News, de Cuiabá, publicou essa semana que “os candidatos proporcionais do PSD, que é presidido em Mato Grosso pelo senador Carlos Fávaro, estão em apuros”. Isso consta na coluna “Blog do Romílson”.

Segundo o site, “nas andanças à caça de voto, toda hora eles – sejam os que concorrem a estadual, sejam os que buscam vaga de federal – têm que explicar por que foram parar no palanque de Lula. Antes das convenções, o PSD estava com Bolsonaro”.

A publicação segue: “Alguns tentam tirar proveito de ocasião. Quando se deparam com plateia lulista, dizem ser Lula de carteirinha. Mas quando são encurralados por bolsonaristas, fazem juras de amor ao presidente da República. Por isso, estão sendo chamados de camaleões”.

Ou seja, mudam de cor conforme a ocasião. Por composição partidária, são de Lula. Por conveniência, dependendo da situação, juram que são Bolsonaro. Quanto à nominação, há quem os chame de “melancias”.

Cortina de fumaça

O RD News observa: “Ora Lula, ora Bolsonaro”, conforme a ocasião.  Vale tudo para ludibriar o eleitor nestas eleições, que já se mostram acirradas. Nos santinhos dos candidatos do PSD, por exemplo, na “colinha” o número do candidato à Presidência da República está em branco.

Leia mais:  Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

Sempre é bom lembrar que o PSD está aliado à federação de esquerda para, através do senador licenciado Carlos Fávaro, coordenar a campanha de Lula, do PT, em Mato Grosso. Logo, o PSD é uma sigla agregada ao PT de Lula, na órbita da esquerda.

Então, deveria (em tese) constar o número da legenda petista nos santinhos dos candidatos pessedistas. Mas a intenção é não desagradar nem “gregos”, nem “troianos”, estratégia que, evidentemente, não está pegando bem no eleitorado…

Cores de Babel

Falando em mudar de cor conforme a ocasião, certo candidato a deputado estadual foi bastante original na tentativa de esconder a cor vermelha do seu partido. Seu santinho está ilustrado com uma estrela… AMARELA (imagem ao lado). Pois é… O candidato literalmente “amarelou” na hora de assumir a tendência socialista-lulista do seu partido.

Como nos tempos bíblicos – quando a Babilônia abrigava a Torre de Babel e as diferentes línguas faladas causaram irreparável confusão -, nestas eleições alguns candidatos manipulam as cores das suas legendas para confundir o eleitor. Parodiando o conto daqueles tempos longínquos, entram em cena as “Cores de Babel” para ludibriar o cidadão que levará seu voto à urna.

Efeito Globo I

A Globo não gosta de Bolsonaro. Bolsonaro não gosta da Globo. A mais poderosa emissora brasileira entrevistou Bolsonaro na última segunda-feira, em seu tradicional jornal noturno. Os apresentadores da TV, William Bonner e Renata Vasconcellos, falaram mais que o ilustre entrevistado e se negaram, visivelmente, a mencionar Bolsonaro como Presidente da República, limitando-se ao vocativo “candidato”. Perguntavam e antecipavam a resposta. Bolsonaro, imperturbável, respondeu a tudo.

Leia mais:  Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

Bonner e Renata foram fracos entrevistadores. Deixaram de explorar mais sobre a questão ‘economia’ (não se sabe porque, fugiram desse tema…). Poderiam ter aprofundado sobre Educação e a péssima qualidade (com a doutrinação imposta por professores petistas/comunistas) resultante dos 14 anos do PT no poder.

Efeito Globo II

Numa comparação com a entrevista de ontem (terça, 23) com Ciro Gomes, candidato do PDT, os apresentadores da Globo deixaram de lado o ar de deboche e verbalizaram menos. Foram duas ‘flores’ de gentileza com o pedetista, que falou por 30 minutos, enquanto Bolsonaro teve a palavra por menos de 27 minutos.

Na boa: Muitos brasileiros não gostaram do tratamento dispensado pelos apresentadores a Bolsonaro. Não gostaram da postura da Globo e dos seus apresentadores Bonner e Renata. Veremos se a entrevista terá os mesmos ingredientes quando Lula for ao estúdio.

A Globo pode ter catapultado Bolsonaro. E poderá “quebrar” Lula se resolver fazer algum “teatro” amanhã, quinta (25), quando entrevistará o petista.

A Globo está forçando a barra contra Bolsonaro. E a audiência – que é grande – já percebeu a jogada há tempos. O “Efeito Globo” poderá ser um tiro que já saiu pela “culatra” nestas eleições.

Comentários Facebook
Advertisement

Opinião

Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

Published

on

Tangará da Serra chega aos 50 anos de emancipação com uma trajetória marcada por expansão econômica, crescimento populacional e consolidação como polo regional do Sudoeste de Mato Grosso.

Com população estimada superior a 114,6 mil habitantes e PIB per capita acima de R$ 52 mil, o município apresenta indicadores que refletem dinamismo econômico e capacidade de geração de riqueza. A estrutura urbana avançou, o abastecimento de água atende mais de 94% da população e a cidade se firmou como referência regional em educação, comércio e serviços.

Os dados indicam um município que cresceu — e que continua crescendo. Mas os mesmos números também revelam outra realidade.

O acesso ao esgotamento sanitário ainda alcança apenas cerca de um terço da população. Mais de 70 mil pessoas vivem sem coleta de esgoto, e grande parte do volume gerado ainda é despejada sem tratamento adequado. Trata-se de um passivo estrutural que acompanha o desenvolvimento urbano e expõe um dos principais limites desse crescimento.

Leia mais:  Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

Na saúde pública, a pressão sobre o sistema é constante. Na infraestrutura, a necessidade de expansão energética e melhoria da mobilidade acompanha o avanço da cidade. No campo econômico, permanece o desafio de ampliar a geração de empregos e diversificar a base produtiva.

Nada disso é desconhecido. Ao contrário, são demandas recorrentes, identificadas ao longo dos anos e amplamente diagnosticadas.

A experiência recente do próprio município demonstra que problemas estruturais podem ser enfrentados com resultados concretos quando há ação direcionada. A recuperação das nascentes que abastecem a cidade alterou um cenário que, até poucos anos atrás, era de crises hídricas frequentes.

Ao atuar sobre a causa, o problema deixou de se repetir. Esse exemplo não é isolado. Ele aponta um caminho.

Tangará da Serra chega aos 50 anos diante de uma escolha que não é apenas administrativa, mas estratégica: continuar reagindo a problemas já conhecidos ou antecipar soluções antes que esses problemas se agravem.

O crescimento do município não elimina riscos; ao contrário, amplia a necessidade de planejamento.

Leia mais:  Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

A diferença entre avanço e crise, nos próximos anos, pode não estar apenas na capacidade de investimento, mas na capacidade de agir no momento certo.

Mais do que celebrar o que foi construído, o marco dos 50 anos coloca em evidência um ponto central: o futuro de Tangará da Serra depende menos do que ainda falta fazer e mais de quando essas ações serão realizadas.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana