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Momento Agrícola

Mobilização no RS, revés dos invasores, lucro líquido da JBS e entrevistas são destaques

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A mobilização dos segmentos empresariais do Rio Grande do Sul em prol da reconstrução do estado após as tragédias das enchentes de maio, o projeto de lei que coíbe invasões de terras, o lucro bilionário de uma empresa impulsionada com dinheiro do BNDES, outras notícias comentadas e entrevistas compõem as pautas do Momento Agrícola deste final de semana.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro – entre elas a Enfoque Rádio Web – e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Mobilização no Sul

Depois do “Tratoraço” realizado em 08 de agosto, o movimento SOS Agro RS articulou ontem (sexta, 16) um dia de luto pelas dificuldades enfrentadas pela agropecuária gaúcha em razão do endividamento. O comércio de todo o Rio Grande do Sul ficou fechado por uma hora.

Segundo a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), são mais de 100 dias sem a chegada de recursos para a reconstrução do RS. Em razão disso, os produtores rurais continuam mobilizados em dezenas de municípios gaúchos, com a orientação de deslocar tratores e outras máquinas para a área urbana das cidades.

Ricardo Arioli comenta a respeito, e menciona, também, a Resolução do Conselho Monetário Nacional que permite a prorrogação das dívidas bancárias dos produtores rurais gaúchos.

Invasores penalizados

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (14.08) o relatório da deputada Ana Paula Leão (PP-MG) sobre o Projeto de Lei 1373/2023, de autoria do deputado Lázaro Botelho (PP-TO). O projeto visa barrar o acesso de invasores de propriedades rurais a programas de reforma agrária e linhas de crédito com subvenções.

O objetivo do projeto de lei é desestimular invasões e prevenir a exploração de pessoas vulneráveis (massa de manobra) nessas ações criminosas. “As invasões causam prejuízo, terros e pânico ao homem do campo”, diz Ricardo Arioli, ainda no primeiro bloco do Momento Agrícola.

Outras

O lucro líquido de R$ 1,7 bilhão da JBS, dos irmãos Batista, no segundo trimestre desse ano. A empresa é uma das maiores redes de frigoríficos do mundo e foi impulsionada com apoio do governo do PT, que autorizou desembolsos do BNDES na ordem de R$ 17,6 bilhões entre 2003 e 2017.

Vale destacar que o expressivo valor destinado ao grupo J & F foi considerado “regular” pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que denomina as operações como “apoio financeiro”.

O Momento Agrícola traz outras notícias comentadas também no segundo bloco. Nos dois últimos, o programa traz entrevistas com os temas “O Etanol de Milho no Brasil”, com Guilherme Nolasco, da UNEM; e “Oposição aos Bioinsumos On Farm”, com Reginaldo Minaré, da ABINS.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no podcast abaixo ou acesse a Enfoque Rádio Web, na parte superior da página deste site. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 07h00, com reprise aos domingos, no mesmo horário.

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Momento Agrícola

Por segurança alimentar, China quer reduzir dependência da importação de alimentos

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O Momento Agrícola deste sábado traz uma análise profunda sobre as relações comerciais entre Brasil e China, com um alerta do consultor Ricardo Arioli sobre a estratégia chinesa de reduzir importações de alimentos. A edição também percorre as feiras de sementes em Mato Grosso, a presença chinesa no Pará e traz entrevistas exclusivas sobre a valorização da carne mato-grossense e a crise de rentabilidade na suinocultura.

Produzido e apresentado pelo engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli, de Tangará da Serra, o programa é referência para o setor e repercutido pelo portal Enfoque Business, unindo informação técnica e reflexões estratégicas sobre o agronegócio.

O alerta chinês

A China, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, está em plena execução de um plano estruturado para diminuir sua dependência de importações de alimentos. Como parte do seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030), o país asiático prioriza a segurança alimentar nacional, investindo em tecnologia e produtividade interna para reduzir a necessidade de compras externas de commodities como soja e milho.

Demanda chinesa por milho é impulsionada, principalmente, pela expansão de sua indústria de ração animal e, em menor escala, pelo processamento industrial.

Ricardo Arioli destaca que, enquanto a China se movimenta com clareza estratégica, o Brasil carece de um plano correspondente. “A China trabalha para diminuir suas importações de alimentos. Será possível? Enquanto isso, não temos um Plano no Brasil para dependermos menos da China”, provoca o consultor. A reflexão aponta para a necessidade urgente de diversificação de mercados e de uma política de Estado que proteja o produtor brasileiro de eventuais retrações na demanda chinesa.

Movimentações no Campo

O programa também destaca a intensa agenda de eventos no Mato Grosso, com foco na Feira de Sementes, que reforça o estado como polo de inovação genética. Paralelamente, Arioli comenta a crescente presença de investidores chineses no Pará, sinalizando que a estratégia de Pequim também passa pelo controle de infraestrutura e produção em solo brasileiro.

Entrevistas

O Momento Agrícola deste sábado apresenta três blocos de entrevistas essenciais para entender o mercado atual.

No primeiro bloco, Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), detalha as ações de promoção da carne de Mato Grosso. O foco está na sustentabilidade e na certificação, buscando agregar valor ao produto em mercados exigentes que priorizam a baixa emissão de carbono e o monitoramento socioambiental.

Na sequência, o tema é a crise na suinocultura. Frederico Tannure Filho, presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), revela um cenário paradoxal: apesar dos recordes de exportação da carne suína brasileira, o produtor enfrenta prejuízos severos. A combinação de custos de produção elevados — impulsionados pelo preço do milho e farelo de soja — e preços pagos ao produtor que não cobrem as despesas operacionais coloca a atividade em um momento de extrema fragilidade.

Por fim, o programa traz reflexões sobre o impacto da tecnologia e os desafios logísticos que continuam a testar a resiliência do produtor mato-grossense.

Clique abaixo e ouça na íntegra o Momento Agrícola deste sábado.

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