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Circuito Rural

Mato Grosso lidera o ranking nacional de queimadas e acende alerta no campo

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O avanço acelerado das queimadas em Mato Grosso é a abordagem da edição desta sexta-feira (21) da coluna Circuito Rural, do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra. O fogo traz à tona um dos problemas mais graves e urgentes enfrentados pelo agronegócio nesta fase climática.

Com o registro de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, o estado de Mato Grosso presencia um crescimento alarmante no número de focos de incêndio, liderando o ranking nacional e impondo severos desafios aos produtores rurais.

Segundo os dados apresentados por Cividini, a situação exige atenção imediata. Somente no mês de agosto, Mato Grosso contabilizou 2.239 focos de calor, contra 980 registrados no mesmo período do ano anterior, o que representa um salto expressivo de aproximadamente 130%.

Em Mato Grosso, somente em agosto já foram registrados 2.239 focos de calor.

No acumulado do ano, o estado já soma 5.780 focos de incêndio, posicionando-se no topo do ranking nacional de queimadas, à frente de estados como Tocantins e Pará . Municípios como Colniza e Nova Nazaré destacam-se entre os mais atingidos, evidenciando que o problema está pulverizado por diversas regiões do território mato-grossense.

A vulnerabilidade e o papel do produtor rural

Diante desse cenário adverso, o produtor rural figura como o principal prejudicado, amargando prejuízos incalculáveis com a destruição de pastagens, cercas, lavouras e áreas de preservação. Cividini ressalta que, além de ser a maior vítima dos incêndios, o produtor é também a primeira linha de defesa contra o fogo, sendo imprescindível que mantenha estruturas de combate prontas para uso, como aceiros limpos, equipamentos revisados e sistemas de captação de água operacionais.

Contudo, a atuação do produtor não deve se restringir apenas ao combate direto às chamas. O jornalista enfatiza a importância de adotar medidas rigorosas de proteção jurídica e documental. Como muitas vezes os incêndios têm origem fora das propriedades, o produtor deve registrar ocorrências junto ao Corpo de Bombeiros, documentar os estragos com fotos, vídeos e imagens aéreas, e buscar laudos técnicos para delimitar a área afetada. Essa postura proativa é fundamental para resguardar o agricultor e o pecuarista de eventuais responsabilizações indevidas, garantindo segurança jurídica em um momento de alta vulnerabilidade para o campo.

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Circuito Rural

Fim da escala 6 x 1 pode exigir 34 mil trabalhadores no agro de Mato Grosso

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Coluna Circuito Rural alerta para os impactos da redução da jornada no agronegócio mato-grossense e questiona a falta de mão de obra para atender à nova demanda do setor.

O início das discussões no Senado sobre a proposta que acaba com a escala de trabalho 6 x 1 mobiliza o setor produtivo. A medida prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado.

Na edição desta sexta-feira (9), da coluna Circuito Rural, o jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra, chama a atenção para os possíveis reflexos da mudança no agronegócio.

Segundo estudo apresentado pela Famato e pela Aliança do Setor Produtivo à bancada federal de Mato Grosso, a jornada de 40 horas semanais exigiria mais de 15 mil novas contratações somente na agropecuária do Estado para manter o atual nível de atividade.

Caso a jornada seja reduzida para 36 horas semanais, a necessidade poderia chegar a 34 mil trabalhadores. O levantamento, elaborado com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), também aponta aumento dos custos operacionais, elevação do ponto de equilíbrio das lavouras e pressão sobre as margens de lucro.

Na pecuária, o custo adicional com horas extras para compensar a redução da jornada pode superar R$ 1 bilhão por ano em Mato Grosso.

Cividini observa que a atividade rural não depende apenas do relógio, mas também das condições climáticas, das janelas de plantio e colheita e do manejo dos animais.

Outro questionamento é sobre a origem da mão de obra necessária. O mercado de trabalho mato-grossense já enfrenta escassez de trabalhadores em várias atividades. Além disso, cerca de 31% dos trabalhadores do Estado estão na informalidade, segundo a Aliança do Setor Produtivo.

Para o jornalista, o aumento expressivo do custo da contratação formal pode reduzir as oportunidades e estimular ainda mais a informalidade. Ele ressalta que não é contrário à redução da jornada, mas defende uma discussão técnica, ampla e sem viés político.

Cividini também cita a defesa, feita pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Pedro Lupion, de uma transição que permita a adaptação das empresas.

Na avaliação do colunista, uma mudança constitucional dessa dimensão não pode ser aprovada sem que seus impactos estejam devidamente mensurados. Caso contrário, alerta, o trabalhador poderá ser o principal prejudicado.

Ouça o Circuito Rural desta sexta-feira (09) na íntegra:

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