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Clima & Meteorologia

Ventos do Sul devem trazer alívio no calorão de Mato Grosso a partir de quinta-feira

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Enfraquecimento do bloqueio atmosférico deve reduzir as temperaturas em Tangará da Serra, onde máxima pode cair de 38°C para cerca de 29°C; melhora na umidade do ar também é esperada

Depois de vários dias de calor intenso e baixa umidade do ar, Mato Grosso deve começar a registrar mudanças nas condições do tempo a partir desta quinta-feira (20). O enfraquecimento do bloqueio atmosférico responsável pela atual onda de calor deve permitir a entrada de ventos do Sul e Sudeste, proporcionando um alívio temporário nas temperaturas.

Em Tangará da Serra, a mudança deve ser mais perceptível entre quarta-feira (19) e quinta-feira (20). Após máximas próximas de 37°C e 38°C nos últimos dias, a previsão aponta redução gradual do calor, com temperatura máxima em torno de 33°C na quarta e possibilidade de chegar a cerca de 29°C na quinta-feira.

As temperaturas mínimas também devem cair. Para quinta, a previsão indica mínima próxima de 17°C, configurando o dia mais ameno da semana. Dados da plataforma Ventusky também apontam mudança na circulação dos ventos e recuperação temporária da umidade relativa do ar, que pode alcançar índices próximos de 56%. A previsão, no entanto, pode sofrer atualizações ao longo dos próximos dias.

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Calor ainda persiste até quarta-feira

O alívio, porém, deve ocorrer somente após mais alguns dias de temperaturas elevadas. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para terça-feira (18) e quarta-feira (19) mantém o predomínio de tempo estável, calor intenso e baixa umidade do ar em grande parte do Centro-Oeste.

Em Cuiabá, por exemplo, as temperaturas máximas podem chegar a 39°C, segundo a previsão divulgada nesta segunda-feira pelo Inmet. O cenário reforça a permanência do calor intenso em Mato Grosso antes da mudança esperada na circulação atmosférica.

Em Tangará da Serra, o início desta semana também segue marcado por tempo quente, com máximas que podem alcançar a faixa de 36°C a 38°C. O calor está associado a um sistema de alta pressão que se intensificou sobre o interior do Centro-Oeste e do Sudeste, formando um bloqueio atmosférico e dificultando o avanço de massas de ar mais frio sobre o país.

Alívio será temporário

A partir de quinta-feira, a tendência é de queda mais acentuada das temperaturas com a mudança dos ventos. O recuo do calor também deve proporcionar uma melhora transitória nas condições de umidade, depois de vários dias de índices considerados críticos em diversas áreas do estado.

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O refresco, entretanto, não deve durar muito. Entre sexta-feira (21) e domingo (23), os termômetros devem voltar a subir gradualmente em Tangará da Serra, com máximas novamente na faixa dos 31°C aos 33°C e mínimas entre 18°C e 19°C.

A mudança prevista ocorre no encerramento de um período de calor excepcional que atingiu amplas áreas do Brasil. O Inmet vinha monitorando a possibilidade de uma onda de calor no Centro-Oeste e em outras regiões, fenômeno caracterizado quando as temperaturas permanecem pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos.

Assim, a entrada dos ventos do Sul deve representar uma pausa no calorão, mas não o fim definitivo das temperaturas elevadas. Com o período seco ainda predominando em Mato Grosso, a atenção à umidade do ar e aos riscos associados ao calor e à vegetação ressecada continua necessária nos próximos dias.

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Calor de até 42°C e ar seco elevam risco de queimadas; Tangará da Serra deverá registrar 36°C

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Veranico que começou nesta semana deve se estender até o dia 19, com temperaturas em elevação, baixa umidade e ausência de chuvas; Tangará pode chegar aos 36°C

Uma nova sequência de dias de forte calor e tempo seco coloca Mato Grosso em estado de atenção a partir desta quinta-feira (13). O veranico que atua sobre o Centro-Oeste deve se prolongar até o próximo dia 19, elevando as temperaturas em diversas regiões e derrubando a umidade relativa do ar para níveis críticos, ao redor de 20%.

Em Tangará da Serra, os termômetros marcavam 34°C na tarde desta quinta-feira. A previsão, porém, indica elevação das temperaturas nos próximos dias, com máximas de até 36°C entre sexta-feira e o final de semana. Em Cuiabá, o calor deverá ser ainda mais intenso, com máximas que podem alcançar 38°C a partir de sábado (15).

Em algumas áreas de Mato Grosso, especialmente nas regiões mais quentes do estado, as temperaturas poderão se aproximar dos 40°C e, pontualmente, atingir até 42°C durante o período, segundo previsão da Climatempo. Em Tangará da Serra, a máxima prevista é de 36°C.

Tangará da Serra poderá registrar calor de 36°C neste final de semana.

O sistema de alta pressão favorece o predomínio de sol, reduz a nebulosidade e dificulta a entrada de ar mais frio, mantendo o tempo seco.

Além do desconforto provocado pelo calor, a baixa umidade aumenta os riscos à saúde, especialmente em razão do ressecamento das vias respiratórias, da poeira e da forte exposição ao sol. Em partes de Mato Grosso, os índices podem cair para a faixa entre 12% e 20%, considerada crítica. Não há previsão de chuva significativa para grande parte do estado durante esse período.

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Alerta para as queimadas

Mas uma das maiores preocupações da estação seca vai além dos efeitos diretos sobre a saúde. A combinação entre temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e vegetação ressecada cria condições favoráveis à rápida propagação do fogo, aumentando o risco de incêndios florestais.

Os números já demonstram a dimensão do problema em Mato Grosso. Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que o estado liderava o país em número de focos de calor detectados pelo satélite de referência entre 1º de janeiro e 12 de agosto deste ano, com 4.553 ocorrências. Tocantins aparecia na sequência, com 4.141 focos.

Calor intenso, baixa umidade e riscos de queimadas deixam região de Tangará da Serra e todo o Mato Grosso em alerta.

No cenário nacional, o Cerrado concentrava 43,3% dos focos de calor, seguido pela Amazônia, com 31%. A situação preocupa especialmente Mato Grosso, que reúne áreas dos dois biomas e entra agora no período mais crítico da estiagem.

O risco é agravado pela experiência recente. Em 2024, ano marcado por uma severa crise de seca e incêndios, Mato Grosso chegou a acumular cerca de 24,8 mil focos de calor, com forte concentração das ocorrências nos meses de agosto e setembro. Em 2025, houve redução expressiva da atividade de fogo, mas o atual período seco volta a exigir atenção. O boletim climático elaborado por órgãos oficiais, entre eles INMET e INPE, já apontava julho, agosto e setembro como trimestre de maior pressão sobre o Centro-Oeste e o arco sul da Amazônia em relação ao risco de incêndios.

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O cenário é reforçado pela permanência do El Niño, que, segundo o INMET, apresenta alta probabilidade de continuar ativo pelo menos até o início de 2027. As projeções oficiais também indicam elevada probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre, condição que pode ampliar a ocorrência de eventos de calor e incêndios florestais.

Período crítico exige prevenção

Durante a estiagem, qualquer foco de fogo pode encontrar condições favoráveis para se alastrar rapidamente. Por isso, o Corpo de Bombeiros reforça a necessidade de prevenção, especialmente com a proibição do uso do fogo para limpeza de áreas durante o período restritivo estabelecido no estado. Queimadas em áreas urbanas, por sua vez, são proibidas durante todo o ano.

A orientação é para que a população não utilize fogo para a queima de lixo, folhas ou limpeza de terrenos. Além de colocar áreas rurais e urbanas em risco, uma pequena queima pode ganhar grandes proporções em condições de calor intenso, ar seco e vegetação desidratada.

Ao identificar um incêndio ou uma situação de emergência, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

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