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Guerra no Oriente Médio deve encarecer carnes de frango, suína e ovos, prevê ABPA

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Os preços das carnes de frango, suína e dos ovos tendem a subir com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O principal fator é o aumento dos custos logísticos e de embalagens, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Levantamento da entidade aponta alta de 10% a 20% no frete, a depender da rota. Já o transporte de grãos, como milho e soja — base da ração animal — registra elevação ainda maior. Nas embalagens, impactadas pelo petróleo, os reajustes chegam a 30%.

A ABPA destaca ainda a cobrança de “taxas de guerra”, maior tempo de trânsito dos navios e outros entraves logísticos, com reflexos no mercado interno.

No caso dos ovos, a expectativa é de equilíbrio entre oferta e demanda, diferente do cenário de forte procura registrado na quaresma do ano passado. Mesmo assim, os custos ao longo da cadeia devem pressionar os preços.

“É possível que ocorram repasses ao consumidor nos próximos dias, tanto para ovos quanto para carne de frango e suína”, informou a entidade.

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Medidas emergenciais
Para mitigar os impactos, a ABPA defende a adoção de um plano emergencial pelo governo federal, com foco em capital de giro para empresas exportadoras.

Entre as propostas estão a ampliação de linhas de crédito, flexibilização de financiamentos ao comércio exterior, oferta de crédito pré e pós-embarque em condições diferenciadas e mecanismos de mitigação de riscos logísticos e financeiros.

Segundo a entidade, as medidas visam garantir liquidez temporária e manter o fluxo de exportações enquanto as rotas internacionais são ajustadas.

(Redação EB, com Brasil 61)

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Presidente do TCE atribui à Energisa entraves à industrialização em Mato Grosso

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A falta de energia trifásica é apontada como um dos principais fatores que limitam a industrialização em Mato Grosso. A afirmação foi feita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sergio Ricardo, na terça-feira (24), durante sessão ordinária do órgão, e tem sido repetida em entrevistas na imprensa.

Na ocasião, foram apresentados os próximos passos para a estruturação do Plano Estratégico Mato Grosso 2050. Elaborado pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), o estudo considera a Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal dos municípios.

Para Sergio Ricardo, a concessionária não consegue investir na ampliação da rede trifásica do estado, o que representa entrave à economia.

Sergio Ricardo atribuiu à concessionária Energisa a responsabilidade pelos entraves ao desenvolvimento industrial. Segundo ele, a limitação da rede trifásica restringe a instalação e a expansão de indústrias, que dependem de energia estável e de maior potência. Em diversas regiões, a oferta é insuficiente, o que desestimula investimentos e reduz o potencial de agregação de valor à produção local.

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A limitação, no entanto, envolve outros fatores. O modelo de concessão, os custos de expansão em áreas de baixa densidade populacional e a estrutura econômica do estado também influenciam o cenário. A economia mato-grossense é marcada pela dispersão territorial e pela predominância do setor agropecuário, o que eleva o custo da infraestrutura.

O contrato de concessão do serviço de distribuição de energia é da década de 1990 e não acompanha o ritmo de crescimento do estado. A ampliação da rede trifásica depende de regras da Agência Nacional de Energia Elétrica, além de planejamento e viabilidade econômica. Em áreas rurais, a expansão da rede tem custo elevado e nem sempre encontra incentivos regulatórios.

Insumo fundamental

A energia trifásica é utilizada em equipamentos de maior demanda, como motores industriais, maquinário agrícola e sistemas de climatização. O sistema permite maior estabilidade no fornecimento e suporte a cargas elevadas, sendo necessário para atividades industriais e operações de maior escala no campo.

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