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Guerra no Oriente Médio deve encarecer carnes de frango, suína e ovos, prevê ABPA

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Os preços das carnes de frango, suína e dos ovos tendem a subir com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O principal fator é o aumento dos custos logísticos e de embalagens, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Levantamento da entidade aponta alta de 10% a 20% no frete, a depender da rota. Já o transporte de grãos, como milho e soja — base da ração animal — registra elevação ainda maior. Nas embalagens, impactadas pelo petróleo, os reajustes chegam a 30%.

A ABPA destaca ainda a cobrança de “taxas de guerra”, maior tempo de trânsito dos navios e outros entraves logísticos, com reflexos no mercado interno.

No caso dos ovos, a expectativa é de equilíbrio entre oferta e demanda, diferente do cenário de forte procura registrado na quaresma do ano passado. Mesmo assim, os custos ao longo da cadeia devem pressionar os preços.

“É possível que ocorram repasses ao consumidor nos próximos dias, tanto para ovos quanto para carne de frango e suína”, informou a entidade.

Leia mais:  Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

Medidas emergenciais
Para mitigar os impactos, a ABPA defende a adoção de um plano emergencial pelo governo federal, com foco em capital de giro para empresas exportadoras.

Entre as propostas estão a ampliação de linhas de crédito, flexibilização de financiamentos ao comércio exterior, oferta de crédito pré e pós-embarque em condições diferenciadas e mecanismos de mitigação de riscos logísticos e financeiros.

Segundo a entidade, as medidas visam garantir liquidez temporária e manter o fluxo de exportações enquanto as rotas internacionais são ajustadas.

(Redação EB, com Brasil 61)

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Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de intensas transformações e desafios estruturais neste início de agosto. Conforme destaca o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, autor das reflexões e registros do programa Momento Agrícola deste sábado, o setor produtivo enfrenta uma tempestade perfeita caracterizada pela inadimplência recorde, margens estreitas e um cenário macroeconômico de incertezas. Arioli ressalta que o crescimento vertiginoso dos índices de atrasos nos pagamentos, que saltaram mais de nove vezes no intervalo de apenas três safras, é o reflexo direto de custos de produção elevados e uma política de juros que ainda sufoca o reinvestimento no campo.

A crise de liquidez, desencadeada por safras frustradas em regiões estratégicas e pela queda nos preços das principais commodities, é agravada por uma taxa Selic que, apesar do recente corte, permanece em patamares considerados proibitivos para a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse contexto, a sanção de novas legislações e as movimentações do Banco Central tornam-se o centro das atenções para quem planeja o próximo ciclo produtivo.

A sanção da lei 15.485 e o novo controle dos fretes

Um dos marcos regulatórios mais importantes da semana foi a sanção da Lei nº 15.485/2026, que estabelece o controle rigoroso e o uso do piso mínimo de fretes fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova legislação, originada da MP 1.343/2026, visa dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos caminhoneiros e transportadoras, proibindo a prática de valores inferiores à tabela oficial e prevendo multas severas para o descumprimento.

Leia mais:  Agro vive debate sobre a exportação de animais vivos e o fechamento da safra de milho

Para o agronegócio, que depende fortemente da logística rodoviária para o escoamento da produção, a medida traz um misto de proteção ao elo transportador e preocupação com o aumento dos custos logísticos. A lei garante reajustes automáticos sempre que o preço do óleo diesel oscilar, o que exige do produtor rural uma gestão ainda mais fina dos custos de comercialização.

Economia sob pressão: selic a 14% e dívida pública em alta

No cenário macroeconômico, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Entretanto, a medida foi recebida com desconfiança pelo setor produtivo. Em suas reflexões, Ricardo Arioli aponta que a redução é insuficiente para alterar o panorama de endividamento e estimular a economia real, mantendo o Brasil com um dos maiores juros reais do mundo.

Outro dado que acende o alerta é a dívida bruta do país, que atingiu a marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse nível de endividamento público limita o espaço para políticas de incentivo e subsídios ao crédito rural, pressionando o governo a manter juros elevados para controlar a inflação, criando um ciclo vicioso que atinge diretamente o caixa das propriedades rurais.

Leia mais:  Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

Indicadores Econômicos – Agosto 2026:

Entrevistas técnicas: jardinagem, sementes e gestão de pessoas

O segundo bloco do Momento Agrícola trouxe discussões técnicas essenciais para a profissionalização do setor:

  • Jardinagem e paisagismo: Milton Braida detalhou os preparativos para o Encontro Nacional de Jardinagem (ENJAR), destacando como o setor tem se integrado à arquitetura urbana e ao bem-estar no campo.
  • Tecnologia em sementes: Fernando Henning, da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), trouxe as novidades do Congresso Brasileiro de Sementes, focando na qualidade fisiológica e nos avanços genéticos que garantem o vigor das lavouras.
  • Gestão de pessoas: Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou a importância da liderança e da retenção de talentos no agro. Em um momento de crise financeira, a gestão eficiente do capital humano torna-se um diferencial competitivo para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.

Leia mais: Celebração e Crítica: Dia do Agricultor marca balanço de recordes e desafios na política setorial

Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 08 de agosto, acesse o link abaixo:

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