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Circuito Rural

Famato: Ampliações de áreas protegidas sem debate gera insegurança jurídica e territorial

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A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (27) aborda o anúncio da ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e da Estação Ecológica de Taiamã, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (22).

O anúncio ocorreu durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), realizada em Campo Grande (MS). Além das ampliações, foi anunciada a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, em Minas Gerais. As três áreas somam mais de 148 mil hectares.

Insegurança jurídica e territorial

A medida provocou reação de entidades, que apontam ausência de debate com organizações do setor. Em Mato Grosso, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso manifestou posicionamento contrário aos Decretos Federais nº 12.886/2026 e nº 12.887/2026, que tratam da ampliação das unidades de conservação.

Segundo a entidade, a ampliação de áreas protegidas no bioma exige análise técnica, diálogo institucional e avaliação dos impactos sobre o território, a atividade produtiva e o desenvolvimento regional. A federação cita preocupações relacionadas a desapropriações, indenizações, logística e efeitos sobre populações e setores econômicos ligados ao Pantanal.

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso também defende que o debate considere estudos técnicos e a realidade regional. Nesse contexto, menciona o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na produção de conhecimento sobre o bioma e aponta a necessidade de conciliar a preservação ambiental com iniciativas estratégicas, como a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.

O Circuito Rural é assinado pelo jornalista Olimir Cividini, de Tangará da Serra. Para ouvir a íntegra, acesse o conteúdo disponibilizado pela coluna.

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Circuito Rural

Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Coluna Circuito Rural destaca preocupação do agro com a segurança jurídica e os efeitos da volta da China ao mercado americano de soja.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (18), do jornalista Olmir Cividini, começa com uma análise crítica do julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (16), classificado pelo comentarista como “patético”.

Segundo Cividini, entidades do setor manifestaram preocupação com o ambiente institucional e os possíveis reflexos de uma crise no Supremo sobre a segurança jurídica no país. Para o agro, regras claras e previsíveis são fundamentais para garantir investimentos, produção, emprego e renda.

A coluna lembra que decisões do STF sobre marco temporal, direito de propriedade, conflitos fundiários e legislação ambiental podem interferir diretamente na atividade rural e no patrimônio dos produtores. Na avaliação do jornalista, a instabilidade institucional deixa de ser apenas uma questão política ou jurídica e passa a representar também um risco econômico.

Na sequência, o comentário aborda a retomada das compras de soja dos Estados Unidos pela China, justamente no início do plantio da safra 2026/27 em Mato Grosso. Os chineses já teriam contratado quase 9 milhões de toneladas da próxima temporada americana, movimento que ajudou a elevar as cotações da oleaginosa em Chicago.

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A valorização é positiva para a formação dos preços no Brasil, mas também aumenta a concorrência pelo maior mercado consumidor mundial. Até julho, 72% da soja importada pela China tinham origem brasileira.

O Rabobank alerta que a entrada da soja americana e a possibilidade de novas vendas dos Estados Unidos aos chineses podem limitar as exportações brasileiras no quarto trimestre. Por isso, o produtor mato-grossense inicia a safra com atenção redobrada a quatro fatores: chuva, produtividade, custos e comportamento da China.

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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