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Economia & Mercado

Presidente do TCE atribui à Energisa entraves à industrialização em Mato Grosso

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A falta de energia trifásica é apontada como um dos principais fatores que limitam a industrialização em Mato Grosso. A afirmação foi feita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sergio Ricardo, na terça-feira (24), durante sessão ordinária do órgão, e tem sido repetida em entrevistas na imprensa.

Na ocasião, foram apresentados os próximos passos para a estruturação do Plano Estratégico Mato Grosso 2050. Elaborado pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), o estudo considera a Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal dos municípios.

Para Sergio Ricardo, a concessionária não consegue investir na ampliação da rede trifásica do estado, o que representa entrave à economia.

Sergio Ricardo atribuiu à concessionária Energisa a responsabilidade pelos entraves ao desenvolvimento industrial. Segundo ele, a limitação da rede trifásica restringe a instalação e a expansão de indústrias, que dependem de energia estável e de maior potência. Em diversas regiões, a oferta é insuficiente, o que desestimula investimentos e reduz o potencial de agregação de valor à produção local.

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A limitação, no entanto, envolve outros fatores. O modelo de concessão, os custos de expansão em áreas de baixa densidade populacional e a estrutura econômica do estado também influenciam o cenário. A economia mato-grossense é marcada pela dispersão territorial e pela predominância do setor agropecuário, o que eleva o custo da infraestrutura.

O contrato de concessão do serviço de distribuição de energia é da década de 1990 e não acompanha o ritmo de crescimento do estado. A ampliação da rede trifásica depende de regras da Agência Nacional de Energia Elétrica, além de planejamento e viabilidade econômica. Em áreas rurais, a expansão da rede tem custo elevado e nem sempre encontra incentivos regulatórios.

Insumo fundamental

A energia trifásica é utilizada em equipamentos de maior demanda, como motores industriais, maquinário agrícola e sistemas de climatização. O sistema permite maior estabilidade no fornecimento e suporte a cargas elevadas, sendo necessário para atividades industriais e operações de maior escala no campo.

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Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de intensas transformações e desafios estruturais neste início de agosto. Conforme destaca o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, autor das reflexões e registros do programa Momento Agrícola deste sábado, o setor produtivo enfrenta uma tempestade perfeita caracterizada pela inadimplência recorde, margens estreitas e um cenário macroeconômico de incertezas. Arioli ressalta que o crescimento vertiginoso dos índices de atrasos nos pagamentos, que saltaram mais de nove vezes no intervalo de apenas três safras, é o reflexo direto de custos de produção elevados e uma política de juros que ainda sufoca o reinvestimento no campo.

A crise de liquidez, desencadeada por safras frustradas em regiões estratégicas e pela queda nos preços das principais commodities, é agravada por uma taxa Selic que, apesar do recente corte, permanece em patamares considerados proibitivos para a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse contexto, a sanção de novas legislações e as movimentações do Banco Central tornam-se o centro das atenções para quem planeja o próximo ciclo produtivo.

A sanção da lei 15.485 e o novo controle dos fretes

Um dos marcos regulatórios mais importantes da semana foi a sanção da Lei nº 15.485/2026, que estabelece o controle rigoroso e o uso do piso mínimo de fretes fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova legislação, originada da MP 1.343/2026, visa dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos caminhoneiros e transportadoras, proibindo a prática de valores inferiores à tabela oficial e prevendo multas severas para o descumprimento.

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Para o agronegócio, que depende fortemente da logística rodoviária para o escoamento da produção, a medida traz um misto de proteção ao elo transportador e preocupação com o aumento dos custos logísticos. A lei garante reajustes automáticos sempre que o preço do óleo diesel oscilar, o que exige do produtor rural uma gestão ainda mais fina dos custos de comercialização.

Economia sob pressão: selic a 14% e dívida pública em alta

No cenário macroeconômico, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Entretanto, a medida foi recebida com desconfiança pelo setor produtivo. Em suas reflexões, Ricardo Arioli aponta que a redução é insuficiente para alterar o panorama de endividamento e estimular a economia real, mantendo o Brasil com um dos maiores juros reais do mundo.

Outro dado que acende o alerta é a dívida bruta do país, que atingiu a marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse nível de endividamento público limita o espaço para políticas de incentivo e subsídios ao crédito rural, pressionando o governo a manter juros elevados para controlar a inflação, criando um ciclo vicioso que atinge diretamente o caixa das propriedades rurais.

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Indicadores Econômicos – Agosto 2026:

Entrevistas técnicas: jardinagem, sementes e gestão de pessoas

O segundo bloco do Momento Agrícola trouxe discussões técnicas essenciais para a profissionalização do setor:

  • Jardinagem e paisagismo: Milton Braida detalhou os preparativos para o Encontro Nacional de Jardinagem (ENJAR), destacando como o setor tem se integrado à arquitetura urbana e ao bem-estar no campo.
  • Tecnologia em sementes: Fernando Henning, da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), trouxe as novidades do Congresso Brasileiro de Sementes, focando na qualidade fisiológica e nos avanços genéticos que garantem o vigor das lavouras.
  • Gestão de pessoas: Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou a importância da liderança e da retenção de talentos no agro. Em um momento de crise financeira, a gestão eficiente do capital humano torna-se um diferencial competitivo para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.

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Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 08 de agosto, acesse o link abaixo:

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