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Geopolítica Ambiental

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O evento patrocinado pelos Estados Unidos, para tratar das metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa, nos dias 22 e 23 de abril, serviu como demonstração da ação dos países centrais e maiores emissores, de qual é o pano de fundo dessas tratativas.

Há 50 anos ocorreu a Conferência de Estocolmo, que objetivou discutir a degradação ambiental e a busca do equilíbrio entre desenvolvimento econômico e o ambiental. Naqueles anos, já era motivo de discussões, de que a prática se diferenciava da teoria.

O Brasil naqueles anos 70, com grande expansão econômica recebia investimento em indústrias, que já na Europa e Estados Unidos eram ultrapassadas tecnologicamente e altamente poluidoras, motivo de severas críticas pelos discursos contraditórios, ironicamente, desses mesmos países, que ora fazem essa pregação.

No modelo de produção e consumo, que continua em vigor, quais são os países perdedores na corrida para atender essas demandas? Ora, são aqueles antes qualificados de “Terceiro Mundo” e atualmente, como “Países em Desenvolvimento”. No tempo presente os dados da emissão de gases de efeito estufa são a repetição do que ocorria no passado.

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Emissão de CO2 (em milhões de toneladas) – 2019

China 10.170

USA 5.280

União Européia 2.920

Índia 2.620

Rússia 1.680

Japão 1.110

Indonésia 617

Coréia do Sul 611

Canadá 576

Brasil 465

Dramaticamente, a realidade desse condenável modelo de produção e consumo fica exemplificada abaixo, qualificada também como “Pegada de Carbono”. Nesse quadro está estampada a irônica realidade das reiteradas cobranças sobre os Países em Desenvolvimento, quanto a poluição gerada:

Emissões de gases de efeito estufa per capita (em mil toneladas/habitante) – 2019

Estados Unidos 17,6

China 10,1

União Européia 7,4

Índia 2,5

Fontes: Rhodiun Group, World Bank, Global Energy Monitor

Qual país dos acima elencados quer reduzir seu padrão de consumo?

Como substituir de suas fontes de energia não renováveis o CARVÃO, que é o motor industrial para a China, Estados Unidos, União Europeia, Coréia do Sul e Japão só para citar alguns desses atores? Biden quer que sejam implantados nos Estados Unidos 500.000 postos de recarga de energia elétrica para veículos com baterias de íons de lítio. A pergunta que fica: qual será a fonte primária dessa energia?

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Enquanto isso o Brasil ostenta por exemplo situação bastante positiva na área de geração de energia limpa (hidroeletricidade, energia solar, eólica e biocombustíveis) e, uma agricultura crescentemente sustentável baseada em tecnologia tropical e no uso de bioinsumos, mas ainda tendo que conviver com a pecha em que estimados 50 mil grileiros fazem desmatamento ilegal denegrindo o trabalho e a imagem de 5 milhões de produtores que agem dentro das leis, as mais restritivas do mundo. É a batalha da comunicação, que o Brasil perde por falta de assertividade e de olhar geopolítico sobre as questões ambientais.

Rui Alberto Wolfart – Revista A GRANJA (Edição Maio/2021)

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Opinião

Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

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Tangará da Serra chega aos 50 anos de emancipação com uma trajetória marcada por expansão econômica, crescimento populacional e consolidação como polo regional do Sudoeste de Mato Grosso.

Com população estimada superior a 114,6 mil habitantes e PIB per capita acima de R$ 52 mil, o município apresenta indicadores que refletem dinamismo econômico e capacidade de geração de riqueza. A estrutura urbana avançou, o abastecimento de água atende mais de 94% da população e a cidade se firmou como referência regional em educação, comércio e serviços.

Os dados indicam um município que cresceu — e que continua crescendo. Mas os mesmos números também revelam outra realidade.

O acesso ao esgotamento sanitário ainda alcança apenas cerca de um terço da população. Mais de 70 mil pessoas vivem sem coleta de esgoto, e grande parte do volume gerado ainda é despejada sem tratamento adequado. Trata-se de um passivo estrutural que acompanha o desenvolvimento urbano e expõe um dos principais limites desse crescimento.

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Na saúde pública, a pressão sobre o sistema é constante. Na infraestrutura, a necessidade de expansão energética e melhoria da mobilidade acompanha o avanço da cidade. No campo econômico, permanece o desafio de ampliar a geração de empregos e diversificar a base produtiva.

Nada disso é desconhecido. Ao contrário, são demandas recorrentes, identificadas ao longo dos anos e amplamente diagnosticadas.

A experiência recente do próprio município demonstra que problemas estruturais podem ser enfrentados com resultados concretos quando há ação direcionada. A recuperação das nascentes que abastecem a cidade alterou um cenário que, até poucos anos atrás, era de crises hídricas frequentes.

Ao atuar sobre a causa, o problema deixou de se repetir. Esse exemplo não é isolado. Ele aponta um caminho.

Tangará da Serra chega aos 50 anos diante de uma escolha que não é apenas administrativa, mas estratégica: continuar reagindo a problemas já conhecidos ou antecipar soluções antes que esses problemas se agravem.

O crescimento do município não elimina riscos; ao contrário, amplia a necessidade de planejamento.

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A diferença entre avanço e crise, nos próximos anos, pode não estar apenas na capacidade de investimento, mas na capacidade de agir no momento certo.

Mais do que celebrar o que foi construído, o marco dos 50 anos coloca em evidência um ponto central: o futuro de Tangará da Serra depende menos do que ainda falta fazer e mais de quando essas ações serão realizadas.

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