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Momento Agrícola

Dumping no leite, mais álcool na Índia, visita do Reino Unido e entrevistas são destaques

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O velho golpe do dumping que começa a ser investigado pelo governo brasileiro, uma nova oportunidade na Índia, várias notícias comentadas e entrevistas integram o conteúdo do Momento Agrícola deste final de semana.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Dumping

O assunto de abertura do Momento Agrícola deste sábado (14) e uma investigação aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para apurar prática de dumping nas exportações de leite em pó, integral ou desnatado, não fracionado, oriundas da Argentina e Uruguai.

Uma petição protocolada pela Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA) motivou a investigação.

Dumping comercial é uma prática desleal de venda de produtos – no caso em tele, o leite em pó argentino e uruguaio – a preços abaixo do custo de produção ou do preço de mercado do país exportador. O objetivo é prejudicar a concorrência local e conquistar uma posição dominante no mercado. Após tomarem o mercado alvo, elevam os preços no sentido de  recuperar eventuais prejuízos com os preços abaixo praticados no início do golpe.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Ricardo Arioli comenta sobre essa velha prática que, no caso do leite nacional, sufoca os produtores locais.

Mais álcool na Índia

A Índia é um mercado consumidor gigantesco com sua população de 1,44 bilhão de habitantes. O país do sul asiático passou recentemente a ser o mais populoso do planeta, superando os 1,41 bilhão de habitantes da China.

Então, a Índia se configura num mercado consumidor gigantesco que precisa receber a devida atenção.

Sob esse prisma, uma notícia chamou atenção, em especial do setor sucroalcooleiro. O governo indiano determinou um mínimo de 20% de álcool misturado à gasolina até 2026. Isso  pode criar oportunidades para o Brasil na produção adicional de açúcar e na exportação de etanol brasileiro para a Índia.

Arioli comenta sobre essa oportunidade.

Outras

Além de outras notícias comentadas – como os juros básicos mais caros, assim como os juros agrícolas também, os recordes de exportação de café e a visita de um grupo do Reino Unido ao Mato Grosso – os blocos de entrevistas também chamam atenção com os temas “Os 30 anos da  Genética da Agronorte”, com Ângelo Maronezzi, e “Tem Vinhos Finos na Chapada”, com Luiz Oliveira.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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