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Opinião

Diagnóstico rápido de câncer pode fazer diferença entre a vida e a morte

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* Por: Carlos Aburad

O Brasil deve ter 704 mil novos casos de câncer por ano em 2024 e 2025. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em um estudo que abrange o triênio de 2023 a 2025. O câncer mais incidente no país é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%). Em homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões do Brasil, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Os números da publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Inca, causam espanto, mas é preciso fazer um alerta importante. A descoberta precoce do câncer pode fazer a diferença entre a vida e a morte. O trabalho de uma equipe multidisciplinar tem se mostrado extremamente eficaz nesse processo.

Com médicos especialistas e patologistas atuando de forma integrada, é possível realizar a primeira análise e definir rapidamente o tipo de tratamento adequado para cada paciente. Essa prática garante qualidade, segurança e confiabilidade nos resultados dos exames. O tratamento é mais assertivo dessa forma e, certamente, há maior chance de recuperação do paciente.

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A estatística do INCA mostrou que foram estimadas as ocorrências para 21 tipos de câncer mais incidentes no país, dois a mais do que no levantamento anterior. A inclusão do câncer de pâncreas e de fígado na lista dos mais incidentes reflete a preocupação com problemas de saúde pública em diversas regiões.

Se for analisar por região, o câncer de fígado aparece entre os 10 mais incidentes na região Norte. Ele está relacionado a infecções hepáticas e doenças hepáticas crônicas. O câncer de pâncreas está entre os 10 mais incidentes na região Sul. Os seus principais fatores de risco são a obesidade e o tabagismo.

Nas regiões de maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o câncer de cólon e reto estão na segunda ou terceira posição. Nas regiões de menor IDH, o câncer de estômago é o segundo ou o terceiro mais frequente entre a população masculina. Nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente (depois do de pele não melanoma), com 74 mil casos novos previstos por ano até 2025. Nas regiões mais desenvolvidas, em seguida vem o câncer colorretal. Nas de menor IDH, o câncer do colo do útero ocupa essa posição.

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Neste cenário numérico, a biópsia é um procedimento fundamental para o diagnóstico do câncer. O paciente tem um fragmento de tecido coletado para análise para confirmar se a suspeita de câncer é procedente. O material coletado é encaminhado para exames mais complexos, como os anatomopatológicos, os citopatológicos e os imunohistoquímicos. São estes exames que vão definir o tipo de doença. A partir desses resultados, os médicos oncologistas e especialistas vão resolver qual é o melhor tratamento para os pacientes.

É importante ressaltar que um diagnóstico preciso e rápido, que acontece quando existe uma equipe multidisciplinar, é essencial. Essa atuação conjunta de especialistas melhora as chances de recuperação do paciente.

O combate ao câncer no Brasil depende da implementação dessa prática e do apoio a políticas públicas. Com 704 mil novos casos anuais, a luta contra o câncer exige um esforço conjunto e estratégias eficazes para garantir a melhor resposta possível aos pacientes.

(*) Carlos Aburad é médico patologista do CPC Aburad Diagnóstico

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Opinião

Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

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Tangará da Serra chega aos 50 anos de emancipação com uma trajetória marcada por expansão econômica, crescimento populacional e consolidação como polo regional do Sudoeste de Mato Grosso.

Com população estimada superior a 114,6 mil habitantes e PIB per capita acima de R$ 52 mil, o município apresenta indicadores que refletem dinamismo econômico e capacidade de geração de riqueza. A estrutura urbana avançou, o abastecimento de água atende mais de 94% da população e a cidade se firmou como referência regional em educação, comércio e serviços.

Os dados indicam um município que cresceu — e que continua crescendo. Mas os mesmos números também revelam outra realidade.

O acesso ao esgotamento sanitário ainda alcança apenas cerca de um terço da população. Mais de 70 mil pessoas vivem sem coleta de esgoto, e grande parte do volume gerado ainda é despejada sem tratamento adequado. Trata-se de um passivo estrutural que acompanha o desenvolvimento urbano e expõe um dos principais limites desse crescimento.

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Na saúde pública, a pressão sobre o sistema é constante. Na infraestrutura, a necessidade de expansão energética e melhoria da mobilidade acompanha o avanço da cidade. No campo econômico, permanece o desafio de ampliar a geração de empregos e diversificar a base produtiva.

Nada disso é desconhecido. Ao contrário, são demandas recorrentes, identificadas ao longo dos anos e amplamente diagnosticadas.

A experiência recente do próprio município demonstra que problemas estruturais podem ser enfrentados com resultados concretos quando há ação direcionada. A recuperação das nascentes que abastecem a cidade alterou um cenário que, até poucos anos atrás, era de crises hídricas frequentes.

Ao atuar sobre a causa, o problema deixou de se repetir. Esse exemplo não é isolado. Ele aponta um caminho.

Tangará da Serra chega aos 50 anos diante de uma escolha que não é apenas administrativa, mas estratégica: continuar reagindo a problemas já conhecidos ou antecipar soluções antes que esses problemas se agravem.

O crescimento do município não elimina riscos; ao contrário, amplia a necessidade de planejamento.

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A diferença entre avanço e crise, nos próximos anos, pode não estar apenas na capacidade de investimento, mas na capacidade de agir no momento certo.

Mais do que celebrar o que foi construído, o marco dos 50 anos coloca em evidência um ponto central: o futuro de Tangará da Serra depende menos do que ainda falta fazer e mais de quando essas ações serão realizadas.

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