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Momento Agrícola

Carne suína vende mais, carne bovina tem nova dinâmica global, notícias e entrevistas são destaques

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O aumento das exportações de carne suína e as novas movimentações do comércio global de carne bovina com o tarifaço de Donald Trump, notícias comentadas e entrevistas são os destaques do Momento Agrícola deste sábado (27.09).

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Carne Suína Vende Mais

O volume de carne suína exportada pelo Brasil cresceu 72% entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados divulgados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da USP.

Durante o programa, Arioli citou dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que, de janeiro a agosto, as exportações de carne suína alcançaram 970,3 mil toneladas, um saldo 11,5% maior que o total embarcado no ano passado (870,2 mil toneladas).

Nova Dinâmica de Exportação

  • O Chile se tornou o segundo maior destino da carne suína brasileira em julho e agosto, ultrapassando a China.
  • Em janeiro, o Chile havia importado 7,7 mil toneladas, número que saltou para 14,5 mil toneladas em julho. Em agosto, o ritmo se desacelerou para 13,3 mil toneladas.
  • As Filipinas continuam sendo o principal destino desta proteína produzida no Brasil.
Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Efeito do Tarifaço na Carne Bovina

O tarifaço de 50% dos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira criou um novo cenário no comércio internacional de proteínas. A medida reduziu a competitividade do Brasil no acesso direto ao mercado americano, mas não impediu que o país continuasse a influenciar fortemente a oferta global.

Reorganização do Comércio Global

  • Com o menor rebanho dos últimos 70 anos, os EUA enfrentam um desafio de abastecimento interno.
  • Para suprir sua demanda, os EUA passaram a recorrer a fornecedores alternativos no Mercosul — principalmente Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • Esses países, por sua vez, direcionaram parte significativa de sua produção ao mercado norte-americano e passaram a recorrer ao Brasil para recompor o consumo doméstico.

Notícias e Entrevistas

Além de outras notícias comentadas, o programa traz entrevistas com os seguintes temas:

  • “Por onde anda o seguro agrícola?” com Pedro Loyolla.
  • “O cooperativismo avança em Mato Grosso” com Fred Azevedo, da OCB-MT.

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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