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Momento Agrícola

Brasil reduz área de plantio do feijão em 39%, mas produção cresce quase um terço

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“Dez entre dez brasileiros preferem feijão // Esse sabor bem Brasil // Verdadeiro fator de união da família // Esse sabor de aventura // O famoso Pretão Maravilha”. A composição “O preto que satisfaz” é de 1978 e é obra de Gonzaguinha, numa combinação de MPB com forró.

Pois, o feijão, que sacia a fome e inspira a arte, é assunto de abertura do Momento Agrícola deste sábado.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias pelo Enfoque Business e, também, com podcast Soundcloud, Spotfy ou em arquivo no Dropbox, também aos finais de semana.

Menor área, maior produção

O feijão é uma das principais fontes alimentares do Brasil e, por isso, sua produção é fundamental para o mercado interno. E a tecnologia elevou a produtividade e diminuiu a área plantada.

Segundo a Embrapa, apesar da redução expressiva na área de cultivo, a produção de feijão aumentou consideravelmente, graças ao uso de novas tecnologias agrícolas. Entre 1974 e 2021, a área plantada de feijão diminuiu 39%, enquanto a produção total cresceu 30% nesse período.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

A irrigação por gotejamento, por exemplo, é uma destas tecnologias que ampliam a produtividade nas lavouras de feijão. O sistema por gotejamento otimiza o uso da água e dos nutrientes, resultando numa colheita maior e dispensando a expansão das áreas de plantio.

Ricardo Arioli comenta essa notícia no Momento Agrícola. Para ouvir, clique no link informado ao final do texto.

Outras

Além da variedade de notícias comentadas relacionadas ao Agro, o Momento Agrícola traz temas relevantes do setor na forma de entrevistas e reflexões.

Do segundo ao quarto bloco, os temas abordados são: “Acompanhe os Preços do Feijão”, com Lucílio Alves, do CEPEA; “A Conferência do Clima e o Agro”, com Nélson Ananias, da CNA e o especial “Conheça a China Agrícola”.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no link abaixo:

https://www.dropbox.com/scl/fo/v9s0qaco1mwsdaahrg9fw/AJy8Y88HH8J2iYrx4iwofMk?rlkey=f4stt7uuzohp2wp359lzup67i&e=1&st=if15e9wv&dl=0

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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