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Audiência pública tratará sobre serviços da concessionária de energia em Tangará da Serra

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Evento será no dia 02 de outubro, às 19h, na OAB e vai ouvir consumidores e discutir o futuro do contrato com a concessionária

Os serviços prestados pela concessionária dos serviços de fornecimento de energia elétrica – Energisa – serão tema de audiência pública no próximo dia 02 (quinta-feira), 19h00, em Tangará da Serra. A audiência foi convocada pelo deputado estadual Chico Guarnieri e terá por local o auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O objetivo será colocar em discussão pública as demandas urgentes relacionadas aos serviços prestados pela concessionária o município e também sobre o futuro do contrato com a empresa.

O requerimento foi apresentado na sessão dessa quarta-feira (17.09), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e também foi assinado pelos deputados estaduais Dr. João e Wilson Santos. A ideia de fazer a audiência pública é resultado das reuniões que Chico Guarnieri participou, esta semana, em Brasília. O parlamentar integra a Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que vai tratar do contrato de concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica no estado, prestados pela Energisa.

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A viagem à Brasília foi realizada pela Comissão Especial e contou com agendas no Ministério de Minas e Energia, além da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tratar do contrato vigente com a Energisa, que será encerrado em 2027, e que conta com muitas reclamações por parte dos consumidores mato-grossenses.

“O nosso contrato é responsável por um grande lucro para a empresa, que tem ainda mais de 10 contratos no país. É preciso uma forma melhor de investimento por parte da concessionária, principalmente na manutenção das redes. Outra questão é que o preço praticado pela empresa foge do praticado, é muito acima do mercado”, pontua o deputado Chico Guarnieri.

Mais um problema já foi indicado pelo parlamentar: mais de 70% da rede mato-grossense ainda é monofásica e isso prejudica a agroindústria, desde os pequenos aos grandes produtores.  Para o dia 2 de outubro, o parlamentar espera a participação de Tangará da Serra e dos demais municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, entre outros, para que possam elencar as dificuldades que têm sido enfrentadas localmente. A exemplo das agroindústrias que não conseguem funcionar plenamente

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“A problemática é geral e é preciso dar voz aos consumidores do serviço prestado pela concessionária, a empresa atender com qualidade, ter um investimento condizente com o nosso estado que segue em desenvolvimento. Esperamos todos vocês, dia 02 de outubro, às 19h, na OAB, em Tangará da Serra”, convida.

(Redação, com Assessoria)

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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