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Feira do Produtor inicia nova fase com assinatura da ordem de serviço para modernização

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O domingo (14.06) foi marcado por um momento especial para a agricultura familiar de Tangará da Serra com a assinatura da ordem de serviço para as obras de reforma e modernização da Feira do Produtor do Centro.

Em meio à tradicional grande movimentação de consumidores aos domingos, autoridades municipais, estaduais e representantes dos feirantes participaram do ato. Estiveram presentes o prefeito Vander Masson; os secretários municipais Alceu Grapeggia (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Silvio Sommavilla (Desenvolvimento Econômico); e a deputada federal Coronel Fernanda, autora da emenda parlamentar que viabilizou parte dos recursos destinados à obra.

Também participaram da solenidade os vereadores Maurício Escobar, Romer Japonês e Sarah Botelho.

Ordem de serviço foi assinada em ato oficial, na manhã de domingo (14)., no local onde acontecerão as obras.

Representando a agricultura familiar, o presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet), Valdeci Ferraz Aquino, também assinou a ordem de serviço.

A reforma e modernização da Feira do Produtor do Centro são resultado de uma articulação da atual diretoria da Asfet, com apoio da Prefeitura de Tangará da Serra e da deputada federal Coronel Fernanda.

Estrutura

As obras terão início nos próximos dias e correspondem à primeira etapa da nova configuração da Feira do Produtor. O investimento total é de R$ 1,9 milhão, sendo R$ 1 milhão provenientes de emenda parlamentar da deputada Coronel Fernanda e R$ 900 mil de contrapartida do município. Os trabalhos serão realizados pela Construtora Tangará, vencedora da licitação.

O projeto contempla a construção de uma nova estrutura administrativa sob o atual pavilhão, em área próxima à esquina das ruas Celso Rosa Lima (26) e Antônio José da Silva (07). O espaço contará com recepção, sala administrativa, sala de atendimento especializado, elevador, auditório e sala da diretoria.

Também serão construídos novos banheiros masculino e feminino, ambos adaptados às normas de acessibilidade.

O projeto prevê ainda a modernização da rede elétrica, a instalação de iluminação em LED e a implantação de uma nova praça de alimentação no espaço atualmente ocupado pela área administrativa.

A nova estrutura levará o nome do pioneiro José Pereira Neto, o popular Zé Raizeiro (in memoriam). Durante a solenidade, sua trajetória foi homenageada com a presença da esposa, Maria de Fátima (foto acima). Ao seu lado esteve a vereadora Sarah Botelho, sobrinha do casal de pioneiros.

Em uma segunda etapa, serão realizadas a padronização dos boxes e a substituição do piso existente.

(Assessoria Especial)

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Aripuanã vê duas obras milionárias travadas por decisões da Justiça e do Tribunal de Contas

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Usina solar de R$ 30 milhões tem pagamentos suspensos pelo Tribunal de Contas, enquanto licitação da nova Prefeitura é barrada pela Justiça; investimentos somam mais de R$ 40 milhões e pressionam município de 26 mil habitantes

Dois grandes investimentos da gestão da prefeita Seluir Peixer Reghin (União) estão sob intervenção dos órgãos de controle e ampliam a preocupação com a questão da regularidade e, também, quanto aos impactos financeiros para Aripuanã. Enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspendeu os pagamentos restantes da usina solar de aproximadamente R$ 30 milhões, a Justiça determinou a paralisação da licitação para a construção da nova sede da Prefeitura por indícios de irregularidades no edital.

Juntas, as duas obras ultrapassam R$ 40 milhões em investimentos previstos — valor expressivo para um município de pouco mais de 26 mil habitantes e orçamento anual de cerca de R$ 250 milhões. Apenas a usina fotovoltaica representa cerca de 12% de toda a receita orçamentária do município.

No caso da usina solar, o TCE concedeu medida cautelar suspendendo o pagamento dos cerca de R$ 2,32 milhões ainda pendentes do contrato, diante de indícios de sobrepreço e outras possíveis irregularidades. Segundo a decisão, aproximadamente R$ 27,67 milhões já foram desembolsados à empresa contratada, enquanto a Corte instaurou Tomada de Contas para apurar eventual dano ao erário.

Prefeita Seluit Peixer Reghin: Obras milionárias de sua gestão são alvos de embargo por supostas irregularidades.

A situação financeira preocupa porque, apesar do elevado investimento, a usina ainda não entrou em operação. Desde dezembro de 2025, a Prefeitura já paga os juros do financiamento contratado para executar a obra e, agora, começam a vencer também as parcelas do empréstimo, embora o empreendimento ainda não produza energia para abastecer os prédios públicos.

Outro obstáculo é a inexistência do parecer de acesso da Energisa, documento indispensável para autorizar a conexão da usina ao sistema elétrico. Sem essa autorização, a energia gerada não pode ser injetada na rede, impedindo a compensação dos créditos e adiando a economia prometida.

Na prática, o município corre o risco de enfrentar uma dupla despesa: continuar pagando integralmente as contas de energia elétrica das repartições públicas e, simultaneamente, arcar com as prestações do financiamento de uma usina que não está funcionando.

A decisão do TCE é cautelar e não representa julgamento definitivo. Os responsáveis ainda poderão apresentar defesa durante a instrução do processo.

Nova Prefeitura

Paralelamente, a Justiça de Mato Grosso suspendeu a Concorrência Pública nº 10/2026, destinada à construção da nova sede da Prefeitura de Aripuanã. (Veja no arquivo com decisão judicial: Aripuanã, mandado com prdido de liminar – nova prefeitura)

A decisão liminar do juiz substituto Yago da Silva Sebastião atendeu mandado de segurança apresentado por uma das empresas participantes do certame, que apontou possíveis ilegalidades na condução da licitação.

Segundo a decisão, houve alteração substancial do edital na véspera da abertura das propostas. O documento originalmente previa julgamento pelo critério de técnica e preço, mas, um dia antes da sessão pública, a Administração Municipal informou que o critério correto seria o de menor preço global, classificando a mudança como mero erro material.

Para o magistrado, entretanto, o próprio edital continha toda a estrutura necessária para avaliação técnica, o que afasta a tese de simples equívoco formal. A decisão também destaca divergências em documentos internos da própria Prefeitura sobre o critério de julgamento, situação que pode comprometer a igualdade entre os concorrentes.

Com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Justiça entendeu que mudanças capazes de influenciar a formulação das propostas exigem republicação do edital e reabertura dos prazos legais.

A liminar determinou a suspensão imediata da licitação, proibiu adjudicação, homologação, assinatura de contrato ou emissão de ordem de serviço e concedeu ao município a possibilidade de corrigir integralmente o edital, republicá-lo e reabrir os prazos antes de retomar o certame.

As duas decisões, embora cautelares e ainda sujeitas ao julgamento de mérito, colocam sob questionamento dois dos maiores projetos da atual administração municipal e evidenciam o elevado impacto que investimentos dessa magnitude podem produzir nas finanças de um município de pequeno porte. A situação ganha maior relevância no caso da usina solar, cujo custo equivale, sozinho, a aproximadamente 12% de todo o orçamento anual de Aripuanã.

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