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Ativismo ambiental: Uma praga financiada que penaliza o Brasil e toda a sociedade

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Ao ler a matéria da Secom-MT intitulada “Governador: “O Brasil precisa parar de ser o país do ‘não pode’, não pode ferrovia, não pode nada“, lembrei de alguns episódios em Tangará da Serra e outras regiões de Mato Grosso em que o ativismo ambiental esteve presente.

O meio ambiente precisa, sim, ser preservado. Afinal nossa qualidade de vida depende de um ambiente de qualidade. Mas é preciso, também, que se tenha crescimento econômico, dentro do óbvio conceito de sustentabilidade.

Estamos, hoje, horrorizados com as queimadas que destroem nossos biomas. Elas nos penalizam e assustam. Assustam também ativistas ambientais como os famosos artistas que antes tanto dramatizavam e condenavam esses incêndios. Devem ter sido enxotados pelo perigo das queimadas, calculo. Todos sabem quem são esses famosos.

Mas, voltando às experiências vivenciadas…

O ativismo ambiental é um entrave ao desenvolvimento de qualquer município, estado ou país.

Em várias oportunidades Tangará da Serra e o estado de Mato Grosso deixaram de crescer e gerar empregos pelas ações irresponsáveis de um ativismo ambiental que, segundo informações de bastidores, é financiado por agentes externos.

Nesse ativismo – extremamente nocivo à economia e à própria sociedade do estado –, além do financiamento de agentes externos contrários ao incremento da competividade estadual e nacional, prevalece a questão ideológica sobre qualquer justificativa técnica ou interesses difusos.

E aqui vale uma constatação: a hipocrisia é uma característica dos ativistas ambientais financiados. Um deles, que certa vez proferiu palestra em Tangará da Serra num ciclo promovido por certa entidade ambientalista, frisou em sua exposição a importância de se preservar as matas ciliares. Pois, tal palestrante, ironicamente, mora num caro condomínio erguido numa área que há algumas décadas era várzea do rio Pinheiro, na cidade de São Paulo.

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A coordenação desses movimentos ativistas fica ao encargo de poucos, altamente remunerados, que comandam massas de manobras pouco ou quase nada inteiradas do assunto, compostas por pessoas humildes que, muitas vezes, se contentam com uma marmita barata ou um pão com mortadela e uma latinha de refrigerante ou garrafinha de água mineral. Vale destacar que, em meio a essa massa de manobra, há figuras que querem dinheiro para mudar de opinião.

Isso tudo não vem de hoje. Em 2007, um grupo empresarial tentou implantar duas usinas de álcool e etanol em Tangará da Serra. Os empreendimentos, que seriam dotados de alta tecnologia e fertirrigação nas lavouras, teria potencial para gerar mais de 2 mil empregos diretos e outros cinco mil indiretos, com circulação, todos os meses, de uma massa salarial de R$ 30 milhões, em valores da época. Porém, um movimento de ativistas e uma legislação ambiental equivocada e que restringe investimentos privados (e, com isso, estanca o crescimento econômico e os empregos para pais e mães de família) culminaram com a desistência dos investidores, que recuam sempre que percebem que há insegurança jurídica onde querem empreender.

Tangará da Serra também sofre com a morosidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Mauro Mendes deveria se manifestar a respeito) em relação ao licenciamento de um conjunto de três usinas hidrelétricas no rio Formoso que representariam cerca de R$ 600 milhões de investimentos (valores já desatualizados com o decurso de anos de tramitação do pedido de licença na pasta estadual), ampliação da oferta de energia elétrica na região (o que proporcionaria atração de outros investimentos privados), e uma série de benefícios como geração de impostos e até mesmo a criação de um ponto turístico no município.

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E mais, ao contrário do que apregoam os ativistas, os empreendimentos representariam um reforço na conservação do rio Formoso, a exemplo do que já ocorre nos outros empreendimentos hidrelétricos que existem no município. Num deles, há uma reserva de mata nativa de quase 10 mil hectares.

No estado de Mato Grosso há outros graves entraves ao desenvolvimento, como o ativismo contra a navegação no tramo norte do rio Paraguai para viabilizar a operacionalização da hidrovia e, também, os movimentos contra a implantação da Ferrogrão – ferrovia que ligará Sinop a Miritituba, no Pará.

Tanto a hidrovia como a ferrovia trariam grande impulso ao crescimento econômico de Mato Grosso, com geração de milhares de empregos, alta geração de renda, significativa redução dos custos com frete para escoamento das riquezas estaduais e, por consequência, ampliação da competividade de Mato Grosso, especialmente quanto ao mercado externo.

Com o ativismo ideológico e claramente financiado por agentes externos contrários à nossa competividade, o estado de Mato Grosso e os mato-grossenses perdem, assim como perdem o Brasil e os brasileiros.

Ou seja, o  ativismo e os ativistas são entraves e inimigos que deveriam ser duramente (sim, duramente) combatidos pelas três esferas de governo, pela sociedade e pelas entidades e instituições que geram empregos e riquezas.

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Tangará da Serra aos 50 anos: entre o avanço e a escolha pelo futuro

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Tangará da Serra chega aos 50 anos de emancipação com uma trajetória marcada por expansão econômica, crescimento populacional e consolidação como polo regional do Sudoeste de Mato Grosso.

Com população estimada superior a 114,6 mil habitantes e PIB per capita acima de R$ 52 mil, o município apresenta indicadores que refletem dinamismo econômico e capacidade de geração de riqueza. A estrutura urbana avançou, o abastecimento de água atende mais de 94% da população e a cidade se firmou como referência regional em educação, comércio e serviços.

Os dados indicam um município que cresceu — e que continua crescendo. Mas os mesmos números também revelam outra realidade.

O acesso ao esgotamento sanitário ainda alcança apenas cerca de um terço da população. Mais de 70 mil pessoas vivem sem coleta de esgoto, e grande parte do volume gerado ainda é despejada sem tratamento adequado. Trata-se de um passivo estrutural que acompanha o desenvolvimento urbano e expõe um dos principais limites desse crescimento.

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Na saúde pública, a pressão sobre o sistema é constante. Na infraestrutura, a necessidade de expansão energética e melhoria da mobilidade acompanha o avanço da cidade. No campo econômico, permanece o desafio de ampliar a geração de empregos e diversificar a base produtiva.

Nada disso é desconhecido. Ao contrário, são demandas recorrentes, identificadas ao longo dos anos e amplamente diagnosticadas.

A experiência recente do próprio município demonstra que problemas estruturais podem ser enfrentados com resultados concretos quando há ação direcionada. A recuperação das nascentes que abastecem a cidade alterou um cenário que, até poucos anos atrás, era de crises hídricas frequentes.

Ao atuar sobre a causa, o problema deixou de se repetir. Esse exemplo não é isolado. Ele aponta um caminho.

Tangará da Serra chega aos 50 anos diante de uma escolha que não é apenas administrativa, mas estratégica: continuar reagindo a problemas já conhecidos ou antecipar soluções antes que esses problemas se agravem.

O crescimento do município não elimina riscos; ao contrário, amplia a necessidade de planejamento.

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A diferença entre avanço e crise, nos próximos anos, pode não estar apenas na capacidade de investimento, mas na capacidade de agir no momento certo.

Mais do que celebrar o que foi construído, o marco dos 50 anos coloca em evidência um ponto central: o futuro de Tangará da Serra depende menos do que ainda falta fazer e mais de quando essas ações serão realizadas.

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