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Agronegócio & Produção

Ao adquirir Terra Santa, SLC Agrícola assume o posto de maior produtor de soja do Brasil

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A SLC Agrícola, empresa representada na região através da Fazenda Paiaguás, na localidade de Deciolândia, em Diamantino, já pode ser considerada como maior produtor de soja do Brasil.

O título se dará com a incorporação de 133 mil hectares de soja do Grupo Terra Santa, atualmente o 5º maior produtor agrícola nacional. Somados aos atuais 448 mil hectares, a SLC totalizará 581 mil hectares plantados. Com negociação já autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a gigante do agronegócio superará o Grupo Bom Futuro, do megaempresário Eraí Maggi, que possui 530 mil hectares em lavouras de soja.

A SLC Agrícola, fundada em 1977 pelo Grupo SLC, tem sua matriz em Porto Alegre (RS). É uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, focada na produção de algodão, soja e milho. Ao todo, são 16 unidades de produção estrategicamente localizadas em 6 estados brasileiros – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Pernambuco e Maranhão – totalizando 448.568 hectares no ano-safra 2019/20.

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Em Mato Grosso, as fazendas estão localizadas em Diamantino (Fazenda Paiaguás – foto acima -, com 44.631 hectares de área total, sendo, 28.129 hectares próprios e 16.502 arrendados), Querência (Fazenda Pioneira, de 29,8 mil hectares), Porto dos Gaúchos (Fazenda Perdizes, 42 mil hectares) e Sapezal (Fazenda Planorte, 23 mil hectares de área e outros 7 mil arrendados).

Com a aquisição da Terra Santa, a SLC Agrícola incorporará sete fazendas, sendo duas em Campo Novo do Parecis e as demais em Diamantino, Nova Maringá, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato e Tabaporã.

O parque de máquinas da SLC Agrícola inclui 212 tratores, 206 colheitadeiras de grãos, 85 colheitadeiras de algodão, 209 plantadeiras e 161 pulverizadores autopropelidos.

Com indicadores de excelência nos aspectos social, ambiental, administrativo e de sustentabilidade em geral, foi uma das primeiras empresas do agronegócio a ter ações negociadas em bolsa de valores no mundo, tornando-se uma referência no seu segmento.

Segundo publicado no portal ‘CompreRural’ a SLC Agrícola recebeu aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para a aquisição da totalidade da Terra Santa Agro, conforme publicação do órgão antitruste no Diário Oficial da União do último dia 06 (imagem abaixo).

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Agronegócio & Produção

Soja começa a ser plantada em Mato Grosso, mas chuva define ritmo da safra

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Produtores antecipam o cultivo para abrir espaço ao milho safrinha, enquanto pecuaristas aguardam possível retomada das compras chinesas de carne bovina.

Os primeiros produtores de Mato Grosso começaram a plantar a soja da safra 2026/27 nesta semana, após a autorização oficial para o início dos trabalhos. O movimento ainda é pontual e se concentra principalmente nas regiões de Sorriso, Lucas do Rio Verde e municípios próximos, no médio-norte do Estado.

O assunto é tema da edição desta sexta-feira (11.09) da coluna Circuito Rural, do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra.

Cividini destaca que, apesar da abertura do calendário, o ritmo do plantio continua condicionado às condições climáticas. Para garantir a germinação, é necessário que o solo tenha umidade suficiente. A irregularidade das chuvas, associada à influência do fenômeno El Niño, exige atenção redobrada dos agricultores. O plantio fora do momento adequado pode provocar replantio, perda de produtividade e aumento dos custos.

Ainda não há levantamento oficial sobre a área plantada nesta primeira semana. A . A percepção, no entanto, é de que os trabalhos ainda estejam em estágio inicial.

Previsão é de que sejam cultivados cerca de 13 milhões de hectares de soja.

Em algumas áreas do eixo da BR-163, a antecipação do plantio está relacionada não apenas à soja, mas também ao planejamento da segunda safra. Produtores tem escolhido cultivares de ciclo mais curto para antecipar a colheita e ampliar a janela de plantio do milho no próximo ano.

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A estratégia ganhou força com a expansão da indústria de etanol de milho no Estado. De acordo com projeções do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o consumo do cereal pelas usinas deve crescer aproximadamente 16% na safra que começa agora. Com isso, o milho passa a ocupar espaço cada vez mais importante na definição da rentabilidade das propriedades.

Na pecuária, o cenário ainda é de cautela. As exportações de carne bovina de Mato Grosso caíram quase 12% em agosto, influenciadas pelo encerramento da cota de importação da China. No início de setembro, a suspensão dos embarques para a União Europeia acrescentou uma nova preocupação ao setor.

Apesar disso, o mercado futuro do boi gordo reagiu positivamente nesta semana. A alta foi atribuída à expectativa, ainda não confirmada, de que a China possa antecipar a retomada de uma nova cota de importação. Os rumores foram suficientes para melhorar o humor do mercado.

Outro fator considerado favorável é a ausência de sobretaxa adicional dos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira. Assim, entre os desafios impostos pelo clima e as incertezas do comércio internacional, produtores de grãos e pecuaristas encerram a semana com perspectivas moderadamente mais positivas.

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Ouça o Circuito Rural na íntegra

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