TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Momento Agrícola

A colheita de soja no RS, Bayer condenada, notícias e entrevistas são os destaques

Publicado em

O início da colheita de soja no RS e a quebra de safra, a condenação bilionária da Bayer, notícias comentadas e entrevistas são os destaques do Momento Agrícola deste sábado (29.03).

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Colheita de soja no RS

A abertura do Momento Agrícola traz informações sobre a colheita de soja no Rio Grande do Sul. O evento oficial aconteceu na sexta-feira da semana passada, dia 21 de março, em Tupanciretã, região de destaque na produção de grãos no estado.

Mas, o que era para ser uma festa da fartura virou um evento de assimilação de uma realidade frustrante. Chuvas em excesso prejudicaram a floração das plantas e a seca comprometeu a produtividade, baixando o rendimento a uma média de 37 sacas/hectare. Em algumas regiões, como em Tupanciretã, a produtividade baixou para 27 sacas/hectare. São números frustrantes, ante uma média de 50 sacas/ha nas safras anteriores, como em 2023.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Ricardo Arioli faz uma reflexão sobre essa conjuntura produtiva vivenciada lá no Sul do Brasil. Vale a pena ouvir.

Bayer condenada

Ainda no primeiro bloco, o Momento Agrícola discorre sobre a notícia de condenação da Bayer ao pagamento de US$ 2,1 bilhões. Trata-se de um caso relacionado ao seu herbicida Roundup, após um júri na Geórgia, nos Estados Unidos, ter emitido um veredicto em favor do autor da ação, que alega ter sofrido com câncer em decorrência do uso do agroquímico.

Pela decisão do júri, datada da sexta-feira, 21, em julgamento no Tribunal Estadual do Condado de Cobb, na Geórgia, a Bayer terá de pagar US$ 2 bilhões em danos punitivos e US$ 65 milhões em danos compensatórios. A multinacional informou que vai recorrer da decisão.

Outras

Além de outras notícias comentadas, o Momento Agrícola traz em seu conteúdo deste sábado dois blocos com entrevistas sobre os temas “O Etanol de Milho em Conferência Internacional”, com Guilherme Nolasco; e “A Soja do Pará faz a diferença”, com Vanderlei Ataides.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

Comentários Facebook
Advertisement

Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Published

on

O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana