TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Empresas & Produtos

Uisa, de Nova Olímpia, projeta diversificação para etanol de milho, nutrição animal e biogás

Publicado em

Reestruturada, renovada e pronta para ampliar seus negócios. Esta é a Uisa, que a maioria da população regional ainda conhece por Usinas Itamarati. Tem sido assim desde 1980, quando a usina foi fundada, em 1980, no município de Nova Olímpia, em pleno interior de Mato Grosso, pelo célebre e saudoso (junho/2015) empreendedor Olacyr Francisco de Moraes.

Lá se vão 40 anos de história e participação na vida de muitas famílias, moradoras da região e vindas de outras cidades e, até mesmo, de fora do estado.

Ao longo destas quatro décadas de operação no setor sucroenergético, a empresa enfrentou altos e baixos. Mas sobreviveu e, hoje, altiva, segue o rumo de uma nova e próspera fase.

Hoje, a Uisa vislumbra diversificar suas atividades. Vai manter suas lavouras de cana, que fornecem matéria-prima para suas produções de açúcar e etanol e ainda proporcionam geração de energia a partir do bagaço. E vai, a partir de 2021, partir para produção de etanol de milho, DDGS, levedura e biogás. Além disso, vai partir pro fortalecimento de sua participação no varejo para a venda dos seus próprios produtos.

Usina possui capacidade de produção através de moagem de até 6,3 milhões de toneladas no período de safra.

No site institucional da empresa consta que a Uisa tem como mercado vocacional as regiões Centro-Oeste e Norte do País. O açúcar é comercializando através de quatro centros de distribuição, enquanto o etanol produzido é escoado para os estados de Rondônia, Amazonas, Acre, além de abastecer o mercado interno de Mato Grosso.

Com 84,4 mil hectares de terras próprias, a usina apresenta diferenciais no mercado no qual atua. Possui capacidade de produção através de moagem de até 6,3 milhões de toneladas no período de safra e mantém e o comprometimento com a entrega do produto.

O transporte do açúcar para as regiões Norte e Centro-Oeste é realizado através de um sistema modal misto (rodoviário e fluvial), exigindo uma logística complexa principalmente em direção ao Amazonas, Amapá e Pará, em que utiliza os rios Madeira, Amazonas e Tapajós.

Diversificação

O Enfoque Business reproduz matéria sobre a nova fase da Uisa publicada pelo portal CanaOnline (www.canaonline.com.br), importante plataforma digital do setor sucroenergético brasileiro.

O texto, na íntegra:

Como a Uisa, ex-Usinas Itamarati, se prepara para se tornar a maior biorrefinaria do Brasil

A empresa não quer mais ser produtora de apenas uma matéria-prima, a cana-de-açúcar, mas de outras tantas cadeias possíveis.

Diversificação é a palavra que irá reger o futuro das operações da Uisa, o novo nome da Usinas Itamarati, localizada em Nova Olímpia, um município do interior do Mato Grosso. Anteriormente produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade, a companhia passa agora a incorporar outras matérias-primas, agregando valor e gerando produtos para diversos outros segmentos, como o alimentício e o industrial.

Projeto de transformação da antiga Usinas Itamarati em biorrefinaria se dará por meio de quatro investimentos distintos.

O diretor-financeiro de Novos Negócios da Uisa, José Fernando Mazuca Filho, explica que o objetivo é transformar a usina em uma biorrefinaria. “Não queremos mais ser produtores de apenas uma matéria-prima, a cana-de-açúcar, mas de outras tantas cadeias possíveis.”

Mazuca explica que o projeto de transformação da antiga Usinas Itamarati em biorrefinaria se dará por meio de quatro investimentos distintos. O primeiro deles é a planta para secagem de levedura, que deverá ser iniciada em meados de 2021. Os produtores de suínos, aves e pecuaristas do Mato Grosso, onde está localizado o maior rebanho bovino do Brasil, serão os maiores clientes dessa nova linha de produtos.

Com 84,4 mil hectares de terras próprias, a usina apresenta diferenciais no mercado no qual atua.
Foto: Leandro Fonseca

O segundo investimento é a criação de uma planta anexa à indústria para processamento de etanol a partir do milho, matéria-prima abundante no Centro-Oeste brasileiro. “Estamos no foco da produção do cereal do Mato Grosso. Enquanto o produto é vendido a R$ 37 em Campinas/SP, aqui está R$ 25.” O Mato Grosso exporta cerca de 16 milhões de toneladas de milho. Deste montante, 10 milhões transitam pela bacia Centro Sudeste, que passa na “porta da usina”. “Por conta disso, conseguimos captar essa matéria-prima de uma forma muito competitiva.”

Com previsão de inauguração para 2021, essa planta demandará um investimento de cerca de R$ 190 milhões. Num processo simultâneo, a Uisa passará também a fabricar o DDGS (grãos secos por destilação, na sigla em inglês), um concentrado proteico que substitui os farelos de soja e de milho na alimentação de animais. A oferta de DDG compõe um dos novos negócios da Uisa: a nutrição animal. Futuramente, há expectativa de utilizar essa planta para produção de óleo de milho e captura de CO² para fornecimento às indústrias (fabricantes de bebidas e especialidades químicas).

José Fernando Mazuca Filho: “Além de quatro investimentos principais, temos outros três projetos no âmbito estratégico”.

Uma planta de biogás, feito pela biodigestão de resíduos do processamento da cana e de outras matérias-primas de indústrias da região, é o terceiro investimento a ser realizado pela Uisa. O biogás poderá ser utilizado em duas rotas distintas: queima em motor para geração de energia elétrica e purificação para transformação em biometano a ser usado na frota diesel. Por último, entra o investimento em cogeração. A Uisa pretende ampliar sua capacidade de exportação dos atuais 14 megawatts-hora (MWh) para 60 MWh.

“Além desses quatro investimentos principais, temos outros três projetos no âmbito estratégico. O primeiro deles é participar na distribuição de combustível no Centro-Oeste. Já atuamos junto ao consumidor final no mercado de açúcar. Hoje, 80% da receita com esse produto vem do varejo. O segundo é participação na cadeia de nutrição animal, que se dará por meio de venda a qualquer indexador de bolsa ou de forma ordenada a produtores da região. Por último, devemos adotar um conceito americano chamado de “over defense”, que consiste na preparação de um ecossistema interno para receber indústrias que tenham interesse em nossas matérias-primas”, explica Mazuca Filho.

O diretor financeiro de novos negócios da Uisa destaca que a implantação desses projetos qualificará a companhia como a maior biorrefinaria do Brasil. “Diversificação e agregação de valor é a palavra dos próximos anos para buscar margem e retomar a competitividade.”

(*) Para ler a publicação original, acesse o link abaixo:

http://www.canaonline.com.br/conteudo/como-a-uisa-ex-usinas-itamarati-se-prepara-para-se-tornar-a-maior-biorrefinaria-do-brasil.html

Comentários Facebook
Advertisement

Empresas & Produtos

Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

Published

on

No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana