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Infraestrutura & Logística

RUMO quer estender ferrovia até Lucas, compondo maior entroncamento ferroviário

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A empresa de logística Rumo confirmou, em recente reunião com o governador Mauro Mendes, que pretende expandir sua malha ferroviária em Mato Grosso, estendendo o braço da atual linha operada até Lucas do Rio Verde. A proposta faz parte da tentativa da empresa, com sede em Curitiba-PR, em acelerar o processo de renovação da concessão do uso do trecho, que vence em 2028. As informações são dos sites ‘Portal da Cidade’ e ‘Brazil Modal’.

Entroncamento

Caso a proposta da Rumo se concretize, a ferrovia integrará o entroncamento já planejado e se juntará aos projetos da Ferrogrão e da FICO naquilo que poderá vir a ser o maior entroncamento ferroviário da América Latina. Além disso, o modal de transporte se tornaria a principal forma de circulação de mercadorias e da produção agroindustrial mato-grossense em longas distâncias, substituindo as rodovias.

Ferrovia integrará o entroncamento já planejado e se juntará aos projetos da Ferrogrão e da FICO.

O investimento para a possível obra está orçado em R$ 15 bilhões e prevê entrepostos em Cuiabá e Nova Mutum na primeira etapa da construção. O segundo trecho atingiria Lucas do Rio Verde.

Bastidores

Em Brasília, o governador Mauro Mendes (DEM) e empresários de Mato Grosso têm trabalhado junto ao Governo Federal e aos parlamentares dos estados envolvidos, no sentido de convencer as instituições responsáveis a conceder a renovação da concessão para a Malha Paulista. Sobre o tema, Mendes afirmou à imprensa: “Essa é uma defesa de Mato Grosso, pela nossa competitividade nos mercados internacionais, já que a ferrovia escoa a nossa produção até o porto de Santos”.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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