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O melancólico baile da eliminação: influência política e bastidores na CBF

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A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 não representou apenas uma derrota esportiva. Para muitos analistas e torcedores, o fracasso em campo expôs uma crise institucional que, há anos, afeta a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em comentário contundente na Rádio Gaúcha, o jornalista Pedro Ernesto Denardin deu voz a uma percepção cada vez mais presente nos bastidores do esporte: a de que o futebol brasileiro passou a conviver com uma crescente influência política em seus processos decisórios.

Entre Brasília e a bola

Parte desse debate envolve a atuação de Francisco Mendes, o Chico Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Vice-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Chico é apontado por críticos como um dos articuladores da ascensão de Samir Xaud à presidência da CBF. A proximidade entre Xaud e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes, alimenta interpretações sobre a existência de conexões políticas e institucionais que ultrapassariam os limites tradicionais do esporte.

Embora não haja participação formal do ministro na administração da CBF, a associação entre seu nome, o de seu filho e a atual direção da entidade tornou-se tema recorrente no debate público. Para comentaristas esportivos e lideranças políticas, a estrutura de poder construída nos bastidores do futebol brasileiro contribui para ampliar a sensação de distanciamento entre a cúpula da confederação e as demandas do torcedor.

Pedro Ernesto: crítica não se dirige apenas a nomes ou sobrenomes específicos, mas ao modelo de gestão .

A sombra sobre um “filho da terra”

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Natural de Diamantino, Gilmar Mendes ocupa posição de destaque no cenário jurídico nacional há mais de três décadas. Em Mato Grosso, sua trajetória desperta sentimentos ambivalentes. Se, por um lado, representa a ascensão de um mato-grossense ao mais alto escalão do Judiciário, por outro, suas decisões no Supremo frequentemente dividem opiniões e alimentam críticas vindas de diversos setores da sociedade.

Esse desgaste de imagem, antes restrito ao campo jurídico e político, passou a alcançar também o futebol. A percepção, compartilhada por parte da opinião pública, de que interesses externos ao esporte exercem influência sobre a CBF fortalece narrativas que associam a crise da Seleção Brasileira aos arranjos de poder que cercam a entidade.

Muito além do campo

A eliminação da Seleção não pode ser explicada apenas pela composição de diretorias ou pelas relações políticas existentes nos bastidores do futebol. Problemas estruturais, decisões técnicas equivocadas, planejamento esportivo e questões administrativas também ajudam a compreender o momento vivido pelo futebol brasileiro.

Ainda assim, a discussão levantada por Pedro Ernesto Denardin toca em uma questão sensível: até que ponto a governança da CBF está alinhada com os interesses do esporte e da torcida? A crítica não se dirige apenas a nomes ou sobrenomes específicos, mas ao modelo de gestão que, na avaliação de seus opositores, privilegia articulações políticas e institucionais em detrimento da meritocracia esportiva.

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O melancólico baile da eliminação, portanto, transcende o placar e os noventa minutos de jogo. Ele expõe dúvidas sobre a condução do futebol brasileiro e reacende o debate sobre transparência, representatividade e critérios de gestão em uma das instituições mais influentes do país. Para muitos torcedores, a reconstrução da Seleção talvez dependa menos da escolha do próximo treinador e mais da capacidade de a CBF recuperar a confiança daqueles que, dentro e fora dos estádios, ainda enxergam o futebol como patrimônio nacional.

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Opinião

Pedágio e impostos: estamos pagando duas vezes?

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Nós, contribuintes de Mato Grosso, já arcamos com tributos como ICMS, IPVA e FETHAB, que deveriam garantir recursos para manutenção das estradas. Ainda assim, enfrentamos rodovias em condições precárias e, agora, vemos a concessão com cobrança de pedágio como solução para assegurar trafegabilidade.

Concordo que o pedágio seja necessário: ele garante manutenção contínua e investimentos diretos na rodovia utilizada. Mas surge uma questão legítima: não seria justo abater esse custo nos demais impostos? Afinal, o cidadão paga para usar a estrada via tributos e novamente via tarifa.

Tecnicamente, o pedágio não configura “bitributação”, pois é uma tarifa de serviço vinculada ao uso da rodovia, enquanto os impostos são arrecadados de forma ampla e aplicados em diversas áreas. Porém, do ponto de vista do contribuinte, a sensação é clara: estamos pagando duas vezes pelo mesmo direito de trafegar.

Se queremos uma sociedade mais justa e transparente, é preciso discutir mecanismos de compensação. O pedágio pode ser eficiente, mas não pode se transformar em mais um peso sobre quem já sustenta o Estado com impostos elevados.

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Em resumo: pedágio é solução, mas precisa vir acompanhado de equilíbrio tributário. Caso contrário, a promessa de estradas melhores pode se transformar em mais um exemplo de sobrecarga ao bolso do cidadão.

(Da Redação)

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