TANGARÁ DA SERRA
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Emaranhado sem fim, pena de morte, guerra e inflação são destaques da edição

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A corrida eleitoral de 2026 segue provocando polêmica em Mato Grosso, enquanto a economia segue pressionada pela alta dos alimentos e pelas incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio. Em Tangará da Serra, um problema antigo volta a chamar a atenção: o emaranhado de cabos abandonados em postes, apesar da legislação que prevê a retirada do material. A edição também destaca a aprovação de uma nova vacina contra a influenza e a repercussão das declarações do ex-governador Pedro Taques em defesa do endurecimento das penas para crimes de corrupção. Entre questões locais, debates políticos e desafios econômicos, a pauta evidencia temas com reflexos diretos no cotidiano da população.

Cidade emaranhada

Embora a legislação municipal obrigue empresas de energia e telecomunicações a remover cabos inservíveis dos postes de Tangará da Serra, moradores seguem convivendo com fios soltos e restos de materiais em diversos bairros.

A última prestação de contas divulgada apontava a retirada de 881 quilos de cabos entre janeiro e outubro do ano passado, resultado de ações conjuntas entre Prefeitura, Energisa e provedores.

No Jardim Rio Preto, porém, imagens encaminhadas à redação mostram estruturas abandonadas, resíduos e fios em altura inadequada e que representam riscos de acidentes, levantando questionamentos sobre a fiscalização e a responsabilidade das empresas.

Pena extrema

Pré-candidato ao Senado, o ex-governador Pedro Taques (PSB) defendeu a adoção da pena de morte para políticos condenados por corrupção, tomando como referência a legislação chinesa. A declaração foi feita durante debate sobre propostas de endurecimento penal e reforça uma das principais bandeiras do ex-senador para as eleições deste ano. Taques foi relator da proposta de reforma do Código Penal apresentada em 2012 e pretende retornar ao Congresso após ter governado Mato Grosso entre 2015 e 2018.

Vacina liberada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina Fluprevli para imunização contra a influenza em pessoas a partir de seis meses de idade. O imunizante trivalente apresentou eficácia de até 73% em adultos e 65% em crianças, segundo estudos clínicos. A autorização foi publicada por meio da Resolução nº 2.743/2026 e amplia as opções de proteção contra uma doença que continua sendo um importante desafio para a saúde pública.

Inflação em alta

O Ministério da Fazenda elevou de 4,5% para 5,1% a projeção da inflação oficial para 2026, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo governo. Entre os fatores apontados estão a alta dos alimentos, os efeitos do conflito no Oriente Médio e a possibilidade de um novo episódio intenso do El Niño. Segundo a equipe econômica, a pressão inflacionária ainda pode se prolongar, afetando preços ao consumidor e setores produtivos nos próximos meses.

Estilhaços da guerra

A intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, marcada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pela retomada de ataques militares, reacendeu preocupações sobre os impactos na economia mundial. A região concentra uma das principais rotas globais de petróleo e gás, e eventuais interrupções no abastecimento podem provocar novas pressões sobre combustíveis, transporte e alimentos, com reflexos também no mercado brasileiro.

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A mão do governo no aumento da luz, economia, eleições e CNH são destaques

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O bolso do brasileiro está no centro dos principais fatos desta terça-feira. Da conta de luz às oscilações do dólar, passando pelas mudanças na CNH e pelas orientações para as eleições, as decisões públicas continuam influenciando diretamente o cotidiano da população.

Conta de luz pode ficar quase R$ 1 trilhão mais cara até 2050

Levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional entre janeiro de 2023 e maio de 2026 acrescentarão cerca de R$ 985 bilhões às contas de energia elétrica até 2050. O estudo atribui os novos custos a medidas provisórias, leis, acordos administrativos, leilões de energia, despesas relacionadas a Itaipu e dispositivos inseridos em projetos de lei, os chamados “jabutis”. Segundo a entidade, o impacto atingirá consumidores residenciais, comércio, indústria e usuários do mercado livre, reforçando a necessidade de uma reforma estrutural do setor elétrico.

Justiça Eleitoral orienta eleitor para votação com seis escolhas

A Justiça Eleitoral intensificou a campanha de orientação para as Eleições Gerais de 2026, lembrando que o eleitor fará seis votos no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A sequência será deputado federal, deputado estadual, dois votos para senador, governador e presidente da República. Como neste ano serão eleitos dois senadores por estado, será necessário votar em candidatos diferentes para as duas vagas. A recomendação é que o eleitor acompanhe as propostas dos candidatos e leve uma “cola eleitoral” com os números escolhidos para agilizar a votação.

Exame toxicológico passa a integrar a primeira habilitação

Entrou em vigor a exigência do exame toxicológico para quem busca a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em Mato Grosso, o Detran já adaptou seus sistemas à nova legislação, que também alcança mudanças de categoria e condutores profissionais das categorias C, D e E. Segundo dados da Senatran, aproximadamente 223 mil exames realizados entre 2021 e 2025 apresentaram resultado positivo em todo o país, sendo cerca de 70% relacionados ao uso de cocaína. O objetivo da medida é ampliar a segurança no trânsito e prevenir o uso de substâncias psicoativas entre novos motoristas.

Mato Grosso entra no grupo das dez maiores economias do país

Mato Grosso foi o 12° que mais gerou empregos entre os 27 estados brasileiros.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso praticamente dobrou em quatro anos, passando de R$ 142 bilhões em 2019 para R$ 273 bilhões em 2023, conforme dados do IBGE. Com isso, o Estado avançou da 13ª para a 10ª posição entre as maiores economias brasileiras e elevou sua participação no PIB nacional de 1,9% para 2,5%. O PIB per capita também evoluiu, colocando Mato Grosso na terceira posição nacional. O governo estadual atribui o desempenho aos investimentos em infraestrutura, incentivos fiscais, segurança jurídica e melhoria da logística.

Dólar recua e fecha cotado a R$ 5,13

O dólar encerrou o último pregão cotado a R$ 5,13, com queda de 0,7%, atingindo o menor patamar das últimas semanas. O movimento foi impulsionado pela revisão para baixo das projeções de inflação no Boletim Focus, fortalecendo a percepção de melhora do cenário econômico brasileiro. O euro fechou o dia cotado a R$ 5,88.

Queda do petróleo ainda depende da Petrobras para chegar às bombas

Os preços internacionais do petróleo recuaram para cerca de US$ 72 por barril, refletindo o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e o aumento da produção anunciado pela Opep+. Apesar da redução no mercado internacional, os consumidores brasileiros ainda dependem da política de preços da Petrobras e da cotação do dólar para que eventuais reduções sejam repassadas aos combustíveis. A queda também influencia a competitividade do etanol e pode repercutir nas decisões sobre a política de biocombustíveis no país.

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