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Infraestrutura & Logística

Estadualização resultará em nova ligação rodoviária entre Barra do Bugres e Cáceres

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Conquista dos produtores abre caminho para investimentos estaduais em corredor logístico estratégico no oeste de Mato Grosso, interligando as MTs 343, 247 e 246/339.

A mobilização de produtores rurais, empresários e lideranças comunitárias resultou em importante conquista para o desenvolvimento da macrorregião Oeste-Sudoeste de Mato Grosso. Após anos de reivindicações e articulações, a Assembleia Legislativa derrubou o veto ao Projeto de Lei nº 310/2025, garantindo a estadualização de aproximadamente 100 quilômetros de estradas vicinais que interligam as rodovias MT-343, MT-247 e MT-246/339, nos municípios de Barra do Bugres, Lambari D’Oeste e Cáceres.

O trecho em questão está compreendido entre a MT-343 (Cáceres/Vila Aparecida) e a MT-246/339 (proximidades do entroncamento com MT-339). Nesse caminho, o trajeto passa, ainda, pela MT-247, na localidade conhecida por Sete Placas, município de Lambari D’Oeste.

Articulação e força representativa: União da comunidade regional e de lideranças políticas em torno de um objetivo comum e a articulação política foram fundamentais para a conquista.

A medida representa muito mais que uma mudança administrativa. Para os produtores da região, trata-se do início de um processo histórico que culminará na transformação do atual trecho vicinal em uma futura rodovia estadual pavimentada, criando uma nova alternativa logística entre a região de Barra do Bugres, Lambari D’0este e Cáceres e impulsionando o desenvolvimento econômico de uma vasta área até hoje considerada remota, apesar do evidente potencial produtivo.

A região beneficiada concentra forte expansão agropecuária, com predominância da pecuária de corte, cultivo de cana-de-açúcar e elevado potencial para produção de biomassa.

Contudo, apesar da importância econômica crescente, as dificuldades de manutenção das estradas sempre representaram um obstáculo ao escoamento da produção e à mobilidade das comunidades locais.

Entidade representativa

Diante desse cenário, produtores rurais decidiram se organizar. Em meados de 2024, foi criada a Associação Intermunicipal dos Beneficiários da Integração Logística Oeste-Sudoeste, entidade formada para defender melhorias estruturais na logística regional e buscar soluções permanentes para a infraestrutura viária.

Conexão: Entroncamento com a MT-343, em Cáceres/Capão Grande.

O movimento ganhou força junto à Assembleia Legislativa por meio da atuação dos deputados estaduais Dr. João e Chico Guarnieri. A proposta de estadualização foi apresentada inicialmente pelo deputado Dr. João, através do Projeto de Lei nº 310/2025, posteriormente subscrito em coautoria pelo deputado Chico Guarnieri.

A aprovação do projeto, seguida pela derrubada do veto governamental, representa uma vitória coletiva construída por produtores, lideranças locais, parlamentares e pela própria associação.

União e articulação

Para o superintendente da Associação Intermunicipal dos Beneficiários da Integração Logística Oeste-Sudoeste, Edílson Sampaio, a união da comunidade regional em torno de um objetivo comum e a articulação política foram fundamentais para a conquista. “Se temos essa boa notícia para dar à essa região, é porque houve entendimento, mobilização e, acima de tudo, muito trabalho conjunto”, destacou.

Segundo o presidente da associação, Dante Petroni Neto, “a estadualização é apenas a primeira etapa de um projeto mais amplo”. O processo que se inicia com a estadualização da via se assemelhará, mais à frente, com as articulações que evoluíram para integração logística regional.

Interligação: Entroncamento do trecho estadualizado com a MT-247, em Lambari d’Oeste.

Neste pacote logístico se destacam recentes obras de pavimentação em rodovias estratégicas de Mato Grosso, entre elas a MT-240, entre Tangará da Serra e Santo Afonso; a MT-339, ligando Tangará da Serra à MT-170, em Panorama; a MT-358, na região do Chapadão do Rio Verde (Itanorte-entroncamento com MT-175); a própria MT-175, no Vale do Jauru, e a MT-426, em Tangará da Serra, região da Calcário até MT-358.

Ou seja, com a futura promulgação da lei, deverão ser iniciadas tratativas junto ao Governo do Estado para estabelecer parcerias voltadas à adequação da via, garantindo melhores condições de trafegabilidade e preparando o caminho para futuros investimentos estruturantes.

Atualmente, a Associação Intermunicipal dos Beneficiários da Integração Logística Oeste-Sudoeste reúne 45 associados que representam aproximadamente 100 mil hectares de áreas destinadas à produção agropecuária. Além do setor produtivo, o trecho atende diariamente moradores, trabalhadores e estudantes do transporte escolar dos três municípios envolvidos.

Integração e desenvolvimento

Para o deputado estadual Chico Guarnieri, a conquista é resultado de um esforço coletivo em favor da população regional. “Essa é uma conquista construída a muitas mãos. Estamos falando de uma estrada que atende produtores, estudantes, trabalhadores e famílias que dependem dela todos os dias”, disse.

O deputado Dr. João, por sua vez, destaca a “importância regional de vitórias como essa”, obtida através do Legislativo Estadual. “A estadualização abre caminho para mais investimentos, mais segurança e mais desenvolvimento para toda a região Oeste”, destacou o parlamentar, que é 1º secretário da mesa diretora da ALMT.

Nova estrada estará conectada com a MT-246, em Barra do Bugres.

Com a incorporação à malha rodoviária estadual, a responsabilidade pela manutenção, conservação e futuros investimentos passa a ser do Governo de Mato Grosso. A expectativa é que a medida fortaleça a integração regional, reduza custos logísticos e amplie as oportunidades de crescimento econômico em uma área considerada estratégica para o escoamento da produção agropecuária.

Além da produção rural, a futura rota poderá contribuir para a integração logística entre importantes polos produtivos do Chapadão dos Parecis e do Chapadão do Rio Verde, fortalecendo corredores de transporte ligados à região de Cáceres e abrindo novas perspectivas para o turismo e para o desenvolvimento sustentável do oeste mato-grossense.

Agora, a expectativa dos produtores está voltada para a promulgação da lei pela Assembleia Legislativa e para o início das negociações com o Governo do Estado, etapa considerada fundamental para transformar uma antiga reivindicação em uma obra capaz de mudar definitivamente a realidade econômica e social de toda a região.

(Assessoria Especial)

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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