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Operação Joio

Investigação mira grupo em Tangará da Serra por exportações fictícias e fraude milionária

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, nesta terça-feira (12.5), em Tangará da Serra, a Operação Joio, para cumprimento de 11 ordens judiciais contra pessoas físicas e jurídicas investigadas pela prática de crimes contra a ordem tributária, com prejuízo ao erário estadual estimado em mais de R$ 4,4 milhões.

Na operação, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e sete mandados de quebra de sigilo telemático, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra, com base em investigações conduzidas pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).

As medidas judiciais incluem apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos fiscais, contábeis e societários, além da quebra de sigilo telemático. As ordens judiciais são cumpridas no município de Tangará da Serra, com apoio de equipes da Delegacia Regional local.

As condutas investigadas configuram, em tese, os crimes previstos no artigo 1º da Lei nº 8.137/1990 (crimes contra a ordem tributária), além de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de capitais.

Fraude fiscal

As investigações apontam que uma empresa do ramo de comércio de cereais teria simulado operações de exportação para usufruir indevidamente da imunidade tributária e suprimir o recolhimento de ICMS devido ao Estado de Mato Grosso.

Segundo apurado, eram emitidos documentos fiscais ideologicamente falsos, com indicação de destinatários fictícios no exterior, sem a efetiva saída das mercadorias do território nacional. O débito tributário, já constituído pela Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) e inscrito em dívida ativa pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), alcança R$ 4.470.635,67.

O delegado titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), José Ricardo Garcia Bruno, destacou a atuação integrada das instituições no combate às fraudes tributárias estruturadas.

“A operação demonstra o comprometimento das instituições no enfrentamento qualificado aos crimes tributários e na recuperação de ativos desviados do Estado”, afirmou.

O promotor de Justiça da 14ª Promotoria Criminal de Cuiabá, Washington Eduardo Borrére, também ressaltou a importância da atuação conjunta no âmbito do Cira-MT.

“Os crimes tributários afetam diretamente a arrecadação do Estado e comprometem a implementação de políticas públicas essenciais. A atuação integrada do Cira-MT é fundamental para assegurar a responsabilização dos envolvidos e a recuperação dos recursos desviados”, destacou.

Cira

O Cira-MT é composto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Polícia Civil e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). As instituições atuam de forma coordenada e permanente no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso.

(Assessoria PJC-MT)

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Operação Joio

PJC desarticula esquema de desvio de soja em Campo Novo e municípios da região

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Joio para cumprir ordens judiciais contra um grupo investigado por furtar cargas de soja em uma fazenda em Campo Novo do Parecis. O prejuízo estimado é de R$ 1,1 milhão.

São cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão, além de 12 sequestros de veículos, bloqueios de contas bancárias e quebras de sigilo telemático. As ações ocorrem em Barra do Bugres, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Guarantã do Norte e Diamantino.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), apontam que o grupo participou de ao menos 14 carregamentos irregulares, com desvio de cerca de 701 toneladas de soja.

Os crimes ocorreram entre 2 e 9 de maio de 2025. Segundo a apuração, o esquema envolvia funcionários ligados ao carregamento, classificadores e motoristas.

Caminhões entravam na propriedade com ordens de carregamento falsificadas, sem conferência documental e sem a classificação obrigatória da carga. Após o carregamento, os veículos deixavam o local com a soja desviada.

Ainda conforme a investigação, integrantes responsáveis pelo controle de acesso e classificação recebiam valores para permitir a saída irregular dos caminhões. Os pagamentos eram feitos por transferências bancárias, muitas vezes em contas de terceiros.

Com base nos elementos reunidos, o delegado Mário Santiago solicitou as medidas judiciais para aprofundar as investigações, interromper a atuação do grupo e possibilitar o ressarcimento dos prejuízos.

Nome da operação

O nome “Joio” faz referência à separação entre o legítimo e o fraudulento na cadeia produtiva, em alusão ao trabalho de identificação dos envolvidos.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas no estado.

Redecarga

A operação também integra a 1ª Operação Redecarga, iniciativa nacional de combate a organizações criminosas envolvidas em roubo, furto e receptação de cargas. A ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas.

(Assessoria PJC)

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