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Momento Agrícola

A Guerra do Irã, a carga do Fethab 2, notícias comentadas e entrevistas são os destaques

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A guerra envolvendo o Irã, o peso do Fethab 2, além de notícias comentadas e entrevistas, são os principais destaques da edição deste sábado, 21 de março, do programa Momento Agrícola.

Produzido e apresentado pelo produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em formato de notícia e podcast pelo portal Enfoque Business.

O Agro e a guerra

O conflito no Oriente Médio amplia as incertezas sobre combustíveis, fretes e fertilizantes, ao mesmo tempo em que pressões internas também preocupam o setor agropecuário.

A instabilidade no Oriente Médio envolve áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de um quinto da produção mundial.

A guerra envolvendo o Irã impacta o agronegócio brasileiro, sobretudo, pelo aumento nos custos de produção e logística. Entre os fatores estão o risco de bloqueio de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, e possíveis reflexos sobre a exportação de proteína animal.

Insumos essenciais, como fertilizantes nitrogenados (ureia), e os combustíveis registram alta de preços, enquanto o frete marítimo apresenta elevação, pressionando a rentabilidade do setor.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Fethab 2

Outro ponto de atenção é o Fethab 2, que amplia a pressão sobre as margens dos produtores em Mato Grosso.

O Fundo Estadual para Transporte e Habitação incide sobre a produção agropecuária e, em 2026, tornou-se alvo de debates em razão do impacto nos custos e do cenário de rentabilidade no campo.

Entidades representativas do setor, como Aprosoja-MT e Famato, defendem que o fundo não seja renovado após 2026, sob a justificativa de custos elevados e margens reduzidas.

Outros temas

O programa também apresenta entrevistas sobre temas relevantes ao setor:

  • As emissões na pecuária, com Ademar Serra, da Embrapa Agrossilvipastoril;
  • O Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde, com Joci Piccini;
  • A visita de produtores argentinos a Mato Grosso, com Sebastian Gavalda.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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