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Infraestrutura & Logística

Empresários cobram terminal ferroviário em Cuiabá para impulsionar economia

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O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá, Júnior Macagnam, defendeu durante reunião de integrantes do Fórum Pró-Ferrovia, nesta segunda-feira (02.03) na Assembleia Legislativa, a manutenção do terminal ferroviário no Distrito Industrial de Cuiabá, com base em infraestrutura já existente na região.

Para o dirigente da CDL Cuiabá, o terminal ferroviário na região industrial da capital envolve não apenas uma questão logística, mas é o pilar central de uma estratégia de sobrevivência e impulsionamento econômico para as cidades do Vale do Rio Cuiabá.

“A discussão vai muito além de tirar o terminal de um lugar e levar para outro. Trata-se de uma visão política e econômica que exige a união de líderes para traçar um plano de desenvolvimento que resgate a competitividade das cidades da região ao longo do Rio Cuiabá, frente ao avanço acelerado dos municípios do interior do estado”, destacou o dirigente, ao citar o crescimento acelerado de cidades no interior mato-grossense frente a estagnação das cidades da região de Cuiabá.

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O presidente da CDL Cuiabá reitera que a capital já reúne as condições ideais para avançar no setor industrial. “O terminal onde foi projetado tem as condições já existentes no local, como o gás, rodovia, porto seco e mercado consumidor”, acrescentou Júnior Macagnam.

A reunião foi organizada pelo Fórum Pró-Ferrovia e o deputado Wilson Santos, após aprovação no mês passado de duas leis de autoria do legislador, que alterou a divisa dos municípios de Cuiabá e Santo Antônio de Leverger.

Após diálogo com o presidente do Fórum e secretário de Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Francisco Vuolo, e com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), a hipótese foi afastada. O parlamentar informou que o trecho atualmente está sob jurisdição de Santo Antônio de Leverger e que qualquer alteração depende de alteração na lei que define os limites municipais.

O Fórum Pró-Ferrovia reúne entidades de classe, lideranças empresariais e sociedade organizada. O presidente do Fórum explicou que desde o projeto do traçado da ferrovia, que engloba mais de 740 quilômetros do sul do estado em direção ao norte do País, a construção do terminal em Cuiabá foi projetada para a região do Distrito Industrial levando em conta a localização estratégica e as condições técnicas para operação do espaço, com as indústrias instaladas, Porto Seco, aeroporto e ligação com as principais rodovias federais que cortam o estado.

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“O ramal da ferrovia é em Cuiabá, na saída para Santo Antônio de Leverger, entre o Distrito Industrial da capital e a Rodovia dos Imigrantes, pois o local é uma região privilegiada por empreendimentos. E o terminal beneficiará não apenas a capital, mas as cidades de Santo Antônio de Leverger, Várzea Grande e toda a Baixada Cuiabana”, disse Francisco Vuolo.

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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