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Infraestrutura & Logística

PPP que viabilizou pavimentação altera realidade nas regiões da Calcário e Curva da Bênção

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Ainda recente, a pavimentação de trechos rodoviários nas regiões da Curva da Bênção e da Calcário, em Tangará da Serra, já começa a alterar a rotina de produtores, empresas e moradores locais. Estradas antes marcadas por poeira no período de estiagem e atoleiros durante as chuvas passam a oferecer melhores condições de tráfego e logística.

Curva da Bênção, na 339, entroncamento com MT-426: Asfalto trouxe melhorias.

Nas propriedades da região, o recebimento de insumos agrícolas, ração animal e outros produtos essenciais frequentemente dependia de longos prazos. O escoamento da produção também enfrentava dificuldades, especialmente nos períodos chuvosos, quando a lama comprometia o tráfego de caminhões.

Presença do setor produtivo

A mudança começou com a pavimentação da MT-339, na região da Curva da Bênção, por meio de uma parceria público-privada (PPP). A obra reduziu distâncias entre Tangará da Serra e a região oeste de Mato Grosso e melhorou a logística em todo o eixo produtivo. A Curva da Bênção, ponto de convergência de parte da comunidade do Assentamento Antônio Conselheiro, passou a registrar maior fluxo e organização no cotidiano local.

Pavimentação da MT-426atende uma antiga demanda e viabiliza o escoamento de grandes volumes de calcário e outras cargas.

A transformação avança agora para a área à direita de quem segue para oeste pela MT-339. Outra PPP resultou na pavimentação de 24 quilômetros da MT-426 até o entroncamento com a MT-358, nas proximidades da Serra dos Parecis.

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Junto ao mesmo trecho, numa bifurcação da MT-426 com a MT-170 (foto abaixo), outros na 18 km foram pavimentados, a localidade ao distrito de São Jorge. Nesse mesmo trecho, a ponte sobre o rio Formoso, que era de madeira, foi substituída por uma estrutura de concreto.

Nesse modelo, a Associação dos Beneficiários da MT-426/170 — formada por produtores rurais e empresários — custeou o projeto de engenharia, enquanto o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), licitou e executou a obra.

A pavimentação do trecho atende uma antiga demanda do setor produtivo e viabiliza o escoamento diário de grandes volumes de calcário, estimados em cerca de 280 carretas por dia, com média de 40 toneladas cada, além do trânsito constante de caminhões boiadeiros destinados ao transporte de gado para abate e para os sistemas de cria, recria e engorda.

Próxima etapa

O próximo passo previsto é a pavimentação de mais sete quilômetros da MT-426, no trecho entre a ponte sobre o rio Sepotuba e a Curva da Bênção. A obra será incluída em convênio entre o governo estadual e a Associação de Produtores da MT-339/480, que também prevê a duplicação da ponte.

Pela parceria, obras seguirão em mais dois trajetos, no sentido Curva da Bênção, em sete quilômetros, e em outros 6,5 km até a Triângulo.

“A contratação desse conjunto de obras deverá ocorrer em até 90 dias, com conclusão prevista para outubro deste ano”, informou o representante da associação, Edilson Sampaio.

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Após essa etapa, está prevista a pavimentação de outro trecho, com 6,5 quilômetros, ligando a MT-426 à localidade de Gleba Triângulo. O projeto encontra-se em fase final de elaboração na Sinfra-MT.

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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