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Momento Agrícola

Entrave comercial, fertilizantes, soja na China, liderança brasileira e entrevistas são destaques

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O novo entrave para a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, as importações de fertilizantes, o apetite chinês pela soja brasileira, a produção de carne no Brasil e entrevistas são os destaques da edição do Momento Agrícola deste sábado (20.12).

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Acordo travado

O programa abre com a análise do adiamento da assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O novo entrave foi a manifestação da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que solicitou mais tempo para negociações.

Para a aprovação do acordo, é necessária a concordância de ao menos 15 países, o que representa 65% da população do bloco europeu. Nesse contexto, a posição da Itália pode ser decisiva para a formação de maioria no Conselho da União Europeia, o que, neste momento, impede o avanço das tratativas.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Entre os fatores apontados para a dificuldade de conclusão do acordo estão as resistências internas de países europeus, especialmente França e Itália, motivadas por pressões políticas domésticas, pela oposição de produtores agrícolas — que alegam risco de concorrência com produtos sul-americanos — e pela inclusão de exigências ambientais adicionais nas etapas finais da negociação.

O programa também destaca que o Mercosul mantém a prerrogativa de se retirar das negociações caso avalie que a ausência de avanços ou as condições propostas não atendam aos interesses do bloco. O tema é analisado por Ricardo Arioli logo na abertura do Momento Agrícola.

Outros destaques

As importações brasileiras de fertilizantes e as compras de soja da China são temas abordados no primeiro bloco do programa. Também são tratados a liderança do Brasil na produção mundial de carne bovina em 2025 e o cenário enfrentado pelos Estados Unidos no setor de carnes.

Nos três blocos seguintes, o Momento Agrícola apresenta entrevistas com os temas: “A carne do futuro no simpósio da Nutripura”, com Luciano Resende; “Um mundo sem vacas”, com Clodys Menacho, da Alltech; e “O peso dos grãos e as altas produtividades de soja”, com o doutor Sérgio Abud.

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Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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