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Momento Agrícola

Tarifaço, ação e reação, notícias comentadas e entrevistas são os destaques da semana

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O tarifaço de Donald Trump, as possíveis reações e as oportunidades que podem surgir para o Brasil, a lei de reciprocidade aprovada no Congresso, notícias comentadas e entrevistas formam o conteúdo do Momento Agrícola deste sábado, dia 05 de abril.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Tarifaço, ação e reação

O tarifaço anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump é o tema de abertura do Momento Agrícola deste sábado (05). Arioli comenta a respeito e observa que o tarifaço foi a notícia que mais chamou atenção na semana no ambiente econômico internacional.

Trump e o tarifaço norte-americano: Retaliações inevitáveis e possíveis vantagens para o Brasil.

A medida imposta por Trump busca nivelar tarifas entre o mercado comprador americano e os produtos exportados pelos EUA e, assim, reduzir o déficit superior a US$ 1 bilhão/ano em sua balança comercial.

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Mas é aí que vem Lei da Ação e Reação, numa adaptação economicamente conjuntural à Terceira Lei de Newton. “Para o Brasil, ainda é cedo para avaliar os impactos do tarifaço… os reais impactos só serão conhecidos quando os países retaliarem, e todos os principais países compradores de produtos americanos já ameaçaram retaliar”, observa Ricardo Arioli, que projeta uma possibilidade real: “Essa retaliação pode beneficiar o Brasil, na soja, no milho, no algodão e nas carnes, por exemplo”.

Outras

Outro assunto abordado no Momento Agrícola é a aprovação de Lei de Reciprocidade pelo Congresso. A lei permite que o Brasil retalie países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos do Brasil. “Muito mais que revidar o tarifaço do Donald Trump, essa lei muda o fiel da balança no caso da lei do Desmatamento Zero da União Europeia… Podemos exigir que os europeus tenham que adotar proteções ambientais ou emissões de carbono semelhantes às nossas caso eles insistam em exigir demandas acima da nossa lei ambiental”, observa Arioli.

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Além de outras notícias comentadas, o Momento Agrícola traz os blocos de entrevistas com os temas “A Parecis Superagro chegou”, com Toninho Brolio; “Os Portos do Arco Norte”, com Edeon Vaz Ferreira; e “A Renda da Safra 25-26 preocupa”, com Mauro Osaki, do CEPEA.

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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