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Momento Agrícola

Expectativa “Trump”, poder de polícia da FUNAI, açúcar indiano e entrevistas são destaques

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As medidas de Donald Trump para proteção da economia dos Estados Unidos, o poder de polícia da Funai, o açúcar da Índia, notícias comentadas e entrevistas compõem o conteúdo do Momento Agrícola deste sábado, dia 08 de fevereiro.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Expectativa “Trump”

Ricardo Aioli abre o Momento Agrícola deste sábado falando sobre as medidas que do presidente norte-americano Donald Trump pretende impor para proteger a economia dos Estados Unidos. Entre estas, a mais aguardada é o tarifaço, que poderá resultar em aumentos de tarifas de importação. Canadá e México, por exemplo, já negociam com Trump.

A China observa. No caso do gigante asiático, o tarifaço “a la Tio Sam” poderá resultar em resposta chinesa e, por consequência, uma guerra comercial. Mas há algumas condições que poderão evitar – ou amenizar – esse confronto econômico entre as duas potências. Arioli fala sobre essas condições.

Leia mais:  Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

Quanto ao Brasil, um critério que pode estar sendo levado em conta pelos Estados Unidos é o superávit na balança comercial entre os dois países. Nessa, os EUA levam vantagem, pois vendem mais do que compram do Brasil.

Entre as pautas do Momento Agrícola deste sábado também constam a polêmica da regulamentação do poder de polícia da FUNAI e a perspectiva de redução da produção de açúcar na Índia, o que poderá mexer nos preços do produto no mercado internacional.

Além de outras pautas, o Momento Agrícola traz as tradicionais entrevistas. Os temas, do segundo ao terceiro bloco, são “A mão de obra na pecuária de corte”, com Welton Cabral; “A gestão ‘tatu bola’ em tempos de crise”, com Fernando Pimentel; e “Os cuidados no armazenamento da soja”, com Paulo César Corrêa.

Para ouvir o Momento Agrícola deste sábado na íntegra, clique no podcast abaixo.

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Momento Agrícola

Agro enfrenta pressão no crédito, enquanto mercado da carne muda de direção

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O produtor rural brasileiro enfrenta um momento delicado e vivenciou uma semana de decisões difíceis. O custo do dinheiro, o endividamento e a demora na renegociação de dívidas limitam o acesso ao Plano Safra justamente no período em que é preciso financiar a implantação das lavouras. Ao mesmo tempo, o mercado da carne passa por uma mudança de configuração: União Europeia e China perdem espaço relativo, enquanto os Estados Unidos aparecem como novo destino estratégico.

Na avaliação do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, em seu programa de rádio semanal “Momento Agrícola”, a dificuldade não está apenas no volume de recursos anunciado, mas na capacidade de o produtor acessar o crédito em tempo hábil. A burocracia, as exigências bancárias e o passivo acumulado reduzem a margem de manobra de quem precisa comprar insumos, reorganizar o fluxo de caixa e decidir quanto plantar.

A renegociação das dívidas é, hoje, um dos temas centrais do setor produtivo. Sem condições claras e operacionais para repactuar débitos, produtores permanecem com restrições que dificultam novos financiamentos. O risco é que a falta de capital provoque cortes na adubação, reduza investimentos em tecnologia e comprometa a produtividade da próxima safra. O calendário agrícola, porém, não acompanha a velocidade das negociações financeiras.

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Na pecuária, a entrada dos Estados Unidos entre os mercados relevantes da carne brasileira amplia as alternativas comerciais. A diversificação pode reduzir a dependência de poucos compradores e abrir espaço para novas estratégias de exportação, mas também exige atenção a requisitos sanitários, qualidade, logística e regularidade de fornecimento. A mudança de destinos ocorre em um ambiente de disputa internacional e de consumidores mais exigentes.

Feijões e pulses

Lavoura com feijão-mungo verde em Tangará da Serra: Mais de 90% da produção é exportada.

No segundo bloco do Momento Agrícola deste sábado, Marcelo Luders, do IBRAFE, destaca as oportunidades de mercado para feijões e pulses — grupo que inclui leguminosas como lentilhas, grão-de-bico e ervilhas. Para aproveitar esse potencial, o setor precisa de informação confiável para orientar decisões de plantio, comercialização e investimento. A proposta de uma campanha para ampliar o consumo interno aparece como caminho para fortalecer a demanda e reduzir a exposição do produtor às oscilações externas.

Biodiesel estratégico

Na sequência, Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobio, trata da qualidade do biodiesel e dos efeitos de uma eventual ampliação da mistura ao diesel. O aumento do uso pode criar mercado para matérias-primas agrícolas, contribuir para a redução de emissões e fortalecer a renda dos produtores. A expansão, entretanto, depende de qualidade constante, controle técnico e segurança para toda a cadeia de produção e distribuição.

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Plantio de soja

No último bloco, o professor Rogério Coimbra, especialista em sementes da Universidade Federal de Mato Grosso, chama atenção para ações básicas que determinam o resultado do plantio de soja. A escolha de sementes adequadas, o planejamento da operação, a qualidade da implantação e o cuidado com as condições do solo são decisões que não podem ser tratadas como detalhes. A produtividade começa antes da semeadura e depende da execução correta de cada etapa.

Em conjunto, os quatro blocos mostram um setor pressionado no curto prazo, mas com oportunidades em novos mercados, na bioenergia, nas pulses e na eficiência do plantio. Para o produtor, a prioridade é proteger o caixa, buscar informação e concentrar recursos nas decisões capazes de preservar produtividade e renda.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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