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Momento Agrícola

Em evento na China, brasileiros apresentam modelos de agricultura sustentável

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Uma comitiva brasileira foi esta semana à China a convite do World Resources Institute (WRI) para participar do WAFI – World Agriculture Forum of Innovation – promovido pelo governo do gigante asiático desde a última quinta-feira (10), com término neste sábado.

Compõem a comitiva brasileira representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Embrapa, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC). O tangaraense Ricardo Arioli, um dos representantes do Agro mato-grossense, foi convidado especial do WRI para o evento.

Ricardo Arioli participou da comitiva brasileira e da dinâmica do evento.

O fórum, realizado em Beijing (foto do topo), é focado na inovação e em modelos de negócios disruptivos, com destaque ao papel das parcerias na cadeia de abastecimento e na promoção de uma agricultura resiliente ao clima. O WAFI também busca explorar descobertas de ponta e metas regulatórias críticas para catalisar mudanças e dimensionar soluções de alto impacto.

Combinando com o tamanho do maior país da Ásia, o evento é de grande vulto. Participam mais de mil líderes empresariais, representantes do agronegócio, cooperativas agrícolas, membros do governo e das esferas do poder público em geral, investidores e startups.

Objetivos

O convite dá continuidade a visitas dos asiáticos ao Brasil ocorridas em novembro do ano passado e em julho desse ano, quando  o WRI trouxe ao Brasil um grupo de chinesas para conhecerem as práticas sustentáveis brasileiras, principalmente no Agro.

A representação chinesa conheceu, naquelas ocasiões, a realidade do Agro local, a conservação das reservas, os cuidados com embalagens de agroquímicos e a força da produção. A impressão das chinesas, em especial quanto às práticas sustentáveis, foi tão positiva que o WRI quis levar à China uma apresentação sobre a expertise do Agro brasileiro em sustentabilidade.

“A ideia é nos aproximarmos dos chineses para construir um diálogo sobre agricultura sustentável antes que a China se enverede pelo mesmo caminho da Europa, com as restrições de mercado”, esclarece Arioli.

Segundo o produtor e apresentador do Momento Agrícola, os interesses são óbvios e correspondem aos anseios dos dois países. “A China precisa da produção brasileira tanto quanto o Brasil precisa do mercado consumidor chinês… eles sofrem pressão nesses assuntos ambientais tanto quanto nós sofremos”, considerou, observando que a China não quer restringir mercados. “Então, temos que criar um canal de comunicação onde possamos mostrar nossa agropecuária de baixo carbono e sermos reconhecidos por eles”, completou.

Atrações

Além de várias notícias comentadas, o Momento Agrícola deste sábado traz blocos de entrevistas. Os temas abordados são “Conheça a WRI”, com Adriana Lobo; “O Mato Grosso na China”, com Ariana Guedes; e “A importância da rastreabilidade”, com Fernando Sampaio, da ABIEC.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Ouça o programa, no link abaixo:

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Momento Agrícola

Por segurança alimentar, China quer reduzir dependência da importação de alimentos

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O Momento Agrícola deste sábado traz uma análise profunda sobre as relações comerciais entre Brasil e China, com um alerta do consultor Ricardo Arioli sobre a estratégia chinesa de reduzir importações de alimentos. A edição também percorre as feiras de sementes em Mato Grosso, a presença chinesa no Pará e traz entrevistas exclusivas sobre a valorização da carne mato-grossense e a crise de rentabilidade na suinocultura.

Produzido e apresentado pelo engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli, de Tangará da Serra, o programa é referência para o setor e repercutido pelo portal Enfoque Business, unindo informação técnica e reflexões estratégicas sobre o agronegócio.

O alerta chinês

A China, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, está em plena execução de um plano estruturado para diminuir sua dependência de importações de alimentos. Como parte do seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030), o país asiático prioriza a segurança alimentar nacional, investindo em tecnologia e produtividade interna para reduzir a necessidade de compras externas de commodities como soja e milho.

Demanda chinesa por milho é impulsionada, principalmente, pela expansão de sua indústria de ração animal e, em menor escala, pelo processamento industrial.

Ricardo Arioli destaca que, enquanto a China se movimenta com clareza estratégica, o Brasil carece de um plano correspondente. “A China trabalha para diminuir suas importações de alimentos. Será possível? Enquanto isso, não temos um Plano no Brasil para dependermos menos da China”, provoca o consultor. A reflexão aponta para a necessidade urgente de diversificação de mercados e de uma política de Estado que proteja o produtor brasileiro de eventuais retrações na demanda chinesa.

Movimentações no Campo

O programa também destaca a intensa agenda de eventos no Mato Grosso, com foco na Feira de Sementes, que reforça o estado como polo de inovação genética. Paralelamente, Arioli comenta a crescente presença de investidores chineses no Pará, sinalizando que a estratégia de Pequim também passa pelo controle de infraestrutura e produção em solo brasileiro.

Entrevistas

O Momento Agrícola deste sábado apresenta três blocos de entrevistas essenciais para entender o mercado atual.

No primeiro bloco, Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), detalha as ações de promoção da carne de Mato Grosso. O foco está na sustentabilidade e na certificação, buscando agregar valor ao produto em mercados exigentes que priorizam a baixa emissão de carbono e o monitoramento socioambiental.

Na sequência, o tema é a crise na suinocultura. Frederico Tannure Filho, presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), revela um cenário paradoxal: apesar dos recordes de exportação da carne suína brasileira, o produtor enfrenta prejuízos severos. A combinação de custos de produção elevados — impulsionados pelo preço do milho e farelo de soja — e preços pagos ao produtor que não cobrem as despesas operacionais coloca a atividade em um momento de extrema fragilidade.

Por fim, o programa traz reflexões sobre o impacto da tecnologia e os desafios logísticos que continuam a testar a resiliência do produtor mato-grossense.

Clique abaixo e ouça na íntegra o Momento Agrícola deste sábado.

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