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Economia & Mercado

Sapezal e Campo Novo lideram no PIB/2021; Diamantino com maior valor per capita

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Dentre os cinco principais municípios da região polarizada por Tangará da Serra, os maiores PIBs medidos pelo IBGE em 2021 são de Sapezal (foto do topo) e Campo Novo do Parecis. Na sequência, aparece Diamantino, seguido de Tangará da Serra e Barra do Bugres.

Sapezal tomou a frente no ranking dos PIBs, com um valor de R$ 6,978 bilhões em 2021. O município viu um crescimento de 86,68% em seu produto interno bruto ante 2020 (R$ 3,738 bi), superando Campo Novo do Parecis, que somou um PIB de R$ 6,910 bilhões (crescimento de 49,92% ante 2020 – R$ 4,609 bi). Os números podem ser visualizados na tabela abaixo.

Diamantino também teve crescimento importante do PIB, passando de R$ 3,358 em 2020 para R$ 5,746 em 2021, representando um incremento de 71% em relação ao ano anterior. Este município, porém, lidera na região com seu PIB per capita, que saltou de um já alto valor de R$ 151,4 mil em 2020 para impressionantes R$ 257,5 mil. (Veja tabela acima e o gráfico a seguir).

Tanto Diamantino como Sapezal e Campo Novo do Parecis justificam suas altas performances no PIB com seu setor agropecuário. Em Diamantino, a agropecuária responde por praticamente 70% da economia local.

Em Sapezal e Campo Novo do Parecis, a agropecuária participa do PIB desses municípios com valores adicionados respectivos de R$ 5,004 bi (71%) e R$ 3,914 bi (56%).

Tangará da Serra, por sua vez, caiu duas colocações na região, passando de 2º maior PIB para 4º. Já Barra do Bugres manteve a condição de 5º maior PIB da região sudoeste de Mato Grosso (veja tabela acima).

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Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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