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Vereador pede ação do MP contra reajuste de 54,5% na tarifa de água em Tangará da Serra

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A polêmica em torno do reajuste de 54,5% na tarifa de água e esgoto ganhou um novo capítulo institucional em Tangará da Serra. O vereador Professor Sebastian (União) ofereceu representação junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, solicitando a instauração de inquérito civil contra o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), diante do que classifica como reajuste abusivo e sem transparência.

A denúncia foi oficializada por meio do ofício nº GVPS 051/2025, protocolado pelo parlamentar junto ao MP, e tem como alvo direto o processo que levou à aplicação do reajuste autorizado pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS-MT), no início de junho.

Sebastian: “não se vislumbra transparência (…), pode estar ocorrendo abusos, tendo como lesados os consumidores”.

No teor do ofício, Sebastian cita que o reajuste de 54,5% “parece abusivo” e que os critérios não estão claros e que “(…) não se vislumbra transparência, uma vez que aparentemente pode estar ocorrendo abusos, tendo como lesados os consumidores locais”.

Leia mais:  Endividamento rural segue sem solução e contraproposta do governo não convence FPA

Questionamento da base legal

No documento, o vereador solicita que o procedimento investigatório considere aspectos como a responsabilidade do Samae na condução do reajuste e os critérios para adoção do percentual aplicado, a ausência de transparência e de diálogo institucional no processo, além de questionar a legitimidade da ARIS-MT em aplicar reajustes unilaterais, sem consulta ao Legislativo.

Sebastian considera, ainda, a eventual violação ao princípio da moralidade administrativa e aos direitos do consumidor.

O ofício foi encaminhado pelo vereador no dia 17 do mês de junho à 1ª Promotoria de Justiça Cível, que atende casos relacionados ao consumidor.

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Endividamento rural segue sem solução e contraproposta do governo não convence FPA

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Enquanto o agronegócio brasileiro acumula sucessivos recordes de produtividade, o endividamento rural continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelo setor. Em Brasília, o impasse em torno do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais, permanece sem solução e gera crescente preocupação quanto ao acesso ao crédito para a próxima safra.

Nesta semana, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) analisou a contraproposta apresentada pelo governo federal, elaborada na forma de uma Medida Provisória. No entanto, a avaliação da bancada ruralista foi de que o texto ainda está longe de atender às necessidades do setor. Persistem divergências sobre os critérios de enquadramento dos produtores, taxas de juros, prazos de carência, período de pagamento e, principalmente, sobre a abrangência da renegociação. Enquanto o governo pretende restringir o benefício aos produtores afetados por eventos climáticos, a FPA defende que também sejam contemplados aqueles que enfrentaram dificuldades decorrentes da elevação dos custos de produção, juros elevados e queda da rentabilidade nos últimos anos.

Deputado Pedro Lupion, presidente da FPA: questões consideradas cruciais ainda precisam ser discutidas, como o montante das operações, os critérios de enquadramento dos produtores e as condições dos juros e prazos.

O principal argumento do Ministério da Fazenda para resistir ao projeto é o impacto fiscal da proposta. A equipe econômica estima um custo de aproximadamente R$ 140 bilhões, valor contestado pela FPA, que sustenta que o programa teria custo significativamente menor e poderia ser executado de forma gradual.

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Para o jornalista Olmir Cividini, autor da coluna Circuito Rural, o maior desafio do agronegócio neste momento é garantir que os produtores, mesmo após alcançarem elevados índices de produtividade, não sejam penalizados com restrições ao crédito. Na avaliação do colunista, sem uma solução para o endividamento rural, milhares de produtores poderão enfrentar dificuldades para financiar a próxima safra, comprometendo investimentos, a continuidade da produção e a competitividade do setor. (Ouça a coluna de Cividini na íntegra, no áudio Youtube ao final do texto)

A expectativa da bancada ruralista é de que as negociações com o governo avancem nos próximos dias. No entanto, a FPA já deixou claro que não concorda com a substituição automática do projeto aprovado pelo Senado por uma Medida Provisória e mantém a defesa da votação do PL 5.122/2023 como base para uma solução definitiva ao problema.

Enquanto governo e bancada ruralista mantêm as negociações, produtores aguardam uma definição que permita recuperar o acesso ao crédito antes do início do próximo ciclo agrícola.

Leia mais:  Endividamento rural segue sem solução e contraproposta do governo não convence FPA

Na sequência, a íntegra do Circuito Rural:

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