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Unicred MT cria condições especiais para cooperados diante do cenário atual

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Num momento em que empresas e pessoas pedem medidas emergenciais para enfrentar os efeitos econômicos do novo coronavírus (COVID-19), a Unicred Mato Grosso criou um pacote de soluções financeiras para os cooperados.  
 
Entre as medidas, a cooperativa disponibizou todas as linhas de crédito para eventuais problemas com fluxo de caixa. Reduziu a taxa do crédito pré-aprovado em até 30%, conforme demanda dos perfis que se enquadram, e prorrogou em até 90 dias o vencimento das parcelas dos cooperados adimplentes para que consigam sair da crise e voltar a produzir. 
 
Além disso, foi criada a linha de crédito Produção Médica Pessoa Física para os cooperados das Unimed’s, garantindo o adiantamento da média de produção dos médicos, visando auxiliar os profissionais no fluxo de caixa para o período. 

Presidente da Unicred MT, Ronivaldo Lemos: “A cooperação nos une agora mais do que nunca”

“Essas medidas são de extrema importância nesse momento onde a economia vai sofrer em decorrência do estado de calamidade pública. Queremos estar cada vez mais próximos dos cooperados, com o atendimento que eles necessitam. Todas as medidas são analisadas, caso a caso, de acordo com a particularidade de cada um. Nossos gerentes estão capacitados e orientados para prestar a consultoria necessária. A cooperação nos une agora mais do que nunca”, afirmou o presidente da Unicred MT, Ronivaldo Lemos. 
 
Segundo ele, é importante que o cooperado saiba que pode contar com a Unicred MT em todos os momentos, e que a cooperativa estará ao seu lado. “Com essas medidas, esperamos contribuir para que os cooperados passem com mais tranquilidade pela atual situação econômica. Nosso objetivo é ser a sua principal instituição financeira e atender naquilo que necessitar”, completou Lemos. 
 
A cooperativa também está reforçando sua atuação nos canais digitais Internet Banking e aplicativo Unicred Mobile para que os cooperados possam realizar as transações financeiras com praticidade. Em todos os municípios onde possui agência, os cooperados também podem optar pelo atendimento remoto ou com agendamento, com horário reduzido, das 10h às 13h.
 
Fotos: Assessoria

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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